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Jojo Todynho desabafa após ser vítima de gordofobia: ‘Não perturbo ninguém’

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Jojo Todynho desabafa após sofrer ataques gordofóbicos
Bruno Silva

Jojo Todynho desabafa após sofrer ataques gordofóbicos

Jojo Todynho decidiu falar em suas redes sociais sobre ataques racistas e godofóbicos que vem recebendo nas últimas semanas, fazendo um longo desabafo, prometendo revidar de forma que ninguém mais terá coragem de tentar fazer mal contra ela.

Em seus stories, a cantora contou ter sido vitima de gordofobia e revelou que decidiu expor a situação por estar cansada de ser alvo de ataques, sendo que ela não faz nada de mal contra ninguém.

Em uma série de vídeos, a campeã da “Fazenda 12” disse: “Tudo, absolutamente, tudo que se faz a gente fica sabendo. Tudo que se fala e se comenta chega na gente. A gente tá cansado. A pessoa só vai entender quando a gente partir a mão na cara de alguém, né? As pessoas só vão entender quando acontecer alguma coisa grave porque a gente tá cansado, entendeu? Nas últimas semanas, acho que as pessoas não prestaram atenção, mas eu sofri gordofobia. Quando a pessoa não tem argumento, ela faz o quê? Ela ataca o biotipo e eu não tenho problema nenhum em ser gorda. Ah, não vem de frente, vem de trás e vem rolando? É isso aí. Mas não teve c* para botar o meu nome sabe por quê? Porque ia tomar um processo, mas eu não vou perder o meu tempo”.

A cantora ainda pediu que quem a critica venha falar na sua frente, e ainda pediu para que não a cobrassem posicionamentos, por não gostar de se meter em confusão.

Você viu?

“Pessoas quando não tem argumento colocam o nome dos outros sobre coisas que nem sabem. Eu sou mulher pra cara***. O que eu falo, eu sustento o que eu falo e eu falo com certeza. Não fujo de nada, não. Não tem problema, não. As pessoas tão me vendo quietinha, trabalhando bem graças a Deus e isso incomoda o diabo, entendeu? O inferno pega fogo. Aí, as pessoas vêm aqui e fica instigando: ‘vai dar mole?’, ‘tá com medo?’. Gente, eu não tenho mais tempo e paciência com isso”.

Para finalizar, ela voltou a afirmar que está cansada de ser atacada sem ter dado motivos e avisou que irá responder de forma clara para que ninguém mais tenha coragem para afrontá-la.

“Enfim, eu tô cansada. Tô cansada. É que eu não exponho as coisas que eu recebo. As coisas que eu escuto, mas quando eu deixar alguém de exemplo eu só tenho uma coisa pra dizer: ‘eu avisei’. Me deixa quietinha. Eu não perturbo ninguém, gente. Quando eu me manifesto e falo alguma coisa, é porque eu tô cansada. Aconteceu uma e duas e me pronunciei. ‘Ah, nada demais’ e a Jojo tá errada porque eu não sei falar porque falo sem paciência. Eu, de verdade, tô sem paciência. Eu tô pensando, juro, depois não quero ver ninguém reclamar. Enfim, gente, ia fazer as caixinhas de pergunta e nem tô com cabeça”.


Fonte: IG Mulher

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Opinião: Obesidade não deveria ser considerada doença

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Thais Carla, Ellen Valias, Luana Carvalho, Jéssica Balbino, Juno Vecchi, Gabi Menezes, Malu Jimenez e Agnes Arruda: veja ativistas gordas para seguir abaixo
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Thais Carla, Ellen Valias, Luana Carvalho, Jéssica Balbino, Juno Vecchi, Gabi Menezes, Malu Jimenez e Agnes Arruda: veja ativistas gordas para seguir abaixo

Você sabia que a ideia de obesidade como doença foi construída a partir de um paradigma científico patriarcal e mercadológico? Esse mesmo estigma nos vendeu, há alguns anos, que pessoas LGBTQIA+ eram doentes. Hoje, os Estudos do Corpo Gordo defendem que nem todo corpo gordo pode ser considerado doente , por isso, rechaçam o uso da palavra obesidade para se referir à totalidade destes corpos. Pessoas gordas são apenas gordas. O marco da balança não é capaz de definir se a pessoa tem coração saudável, índices de glicose, etc.

Um estudo publicado esta semana pela revista científica Science MAG  dá conta que obesidade nem sempre significa problemas de saúde. “Há muitas pessoas classificadas como obesas e que não têm nenhum sinal de doença e vivem uma vida longa e saudável”, afirma à publicação o fisiologista Lindo Bacon, autor e defensor da positividade corporal e professor da Universidade da Califórnia. 

Bacon considera que o peso em si não é um fator determinante em doenças. Para o especialista, marcadores como condição social, discriminação e acesso a alimentos saudáveis são mais decisivos em relação à saúde das pessoas. Ele cita ainda estudos que atestam que pessoas gordas sem problemas metabólicos geralmente têm maior nível de escolaridade e têm melhores condições socioeconômicas do que as consideradas obesas com problemas de saúde.

Em março de 2020, um estudo publicado pela Nature Medicine  indica que a comunidade médica precisa urgentemente rever a ideia de patologização dos corpos gordos. O estudo demonstra como esse atendimento negligente, moralista e preconceituoso traz consequências graves para as pessoas gordas, como ansiedade, isolamento social, estresse, transtornos alimentares e suicídio, por exemplo. O estudo atesta que estas, sim, são doenças relacionadas diretamente à gordofobia, preconceito contra pessoas gordas.

Outro estudo é o “Obesidade em adultos: uma diretriz de prática clínica”, assinado por mais de 100 profissionais de saúde canadenses, publicado pela renomada Revista CMJA Open, que pede a revisão imediata do CID da obesidade e sugere sua exclusão . O documento propõe uma maneira mais humana para tratar os corpos gordos, considerando suas variações e necessidades, não o número de Índice de Massa Corporal (IMC) – formado por apenas duas variáveis: peso e altura. A medida é tão ultrapassada quanto a que, em tempos de eugenia, era usada para medir o crânio de pessoas negras e atestar violências contra estes corpos, acusando-os de serem menos saudáveis ou capazes.

Em 2013, a American Medical Association (AMA), decidiu classificar a obesidade como doença. Porém, antes da reunião, a associação pediu ao seu Comitê de Ciências e Saúde Pública para exemplificar a questão e o grupo trouxe um grande documento sugerindo que a obesidade não fosse oficialmente nomeada doença. No documento,  especialistas ressaltaram que não havia sintomas reais para que a questão fosse realmente considerada uma doença. Além disso, a medicalização da obesidade poderia ser danosa para as pessoas gordas, criando mais estigma e colocando-as em tratamentos desnecessários.

De acordo com o livro Nutrição Comportamental, os membros da AMA ignoraram as recomendações do comitê e argumentaram que o rótulo de doença traria mais benefícios do que danos. A questão econômica também falou alto, pois, caso o programa governamental de saúde americano reconhecesse a obesidade como doença, as pessoas passariam a ser elegíveis para tratamento e os médicos poderiam cobrar mais ao atendê-los.

Apesar de a obesidade ter sido considerada doença para que as pessoas recebessem tratamento adequado e para diminuir o estigma sobre os corpos gordos, o preconceito só piorou. Hoje, as pessoas gordas são ainda mais negligenciadas pelos profissionais da saúde .

A gordofobia médica é um problema vivenciado pela maior parte das pessoas gordas . Além da falta de aparelhos e objetos acessíveis, há muitos relatos de descaso dos próprios profissionais de saúde, sobretudo médicos, o que acaba gerando consequências graves na vida de uma pessoa gorda , inclusive um ciclo de não-cuidado.

O CID de doença (CID 10 E66) hoje nada mais é que uma ferramenta de poder da medicina para controlar, perseguir e invisibilizar os corpos gordos.

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Existe muita gente falando sobre isso. Confira abaixo oito perfis de ativistas para acompanhar.








O que é gordofobia? Entenda o que é esse preconceito e descubra as diversas indústrias que lucram com a insatisfação corporal ‑ sobretudo das mulheres ‑ e com os padrões de beleza.



Como combater a gordofobia? Empatia, conhecimento e despatologização do corpo gordo: saiba como lutar contra esse preconceito e contra esse estigma social que está institucionalizado na nossa sociedade. 


Todo gordo é doente ou come muito? A nutricionista Júlia Criscoullo responde essas perguntas de forma bem rápida e simples.


*A jornalista Naiana Ribeiro é ativista gorda e editora da PLUS, primeira revista para gordas do país

Fonte: IG Mulher

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