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Mães de adolescentes falam sobre a retomada das aulas presenciais

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Volta às aulas presenciais ainda não é consenso


Na última sexta (18) o Ministério da Saúde publicou em seu site um guia contendo orientações para o retorno das aulas presenciais na educação básica . O documento de 16 páginas dispõe sobre a sanitização do ambiente escolar, uso correto de máscaras, entre outras medidas para prevenir o contágio. Nos estados da federação, a retomada do ensino presenciais não chegou a um consenso. 

Com os números de casos e óbitos da Covid-19 ainda em patamares altos, a decisão de volta ou não às escolas acaba recaindo sobre as famílias, sobre tudo para as mães, que costumam ser as principais (muitas vezes as únicas) responsáveis pela educação de crianças e adolescentes. Veja a seguir o que pensam essas mães sobre a retomada do ensino presencial e como elas e seus filhos estão lidando com a situação atual.


“O que ele mais sente falta é de praticar esportes”

mãe e filho
Arquivo pessoal

Denise Lugli e o filho Vinícius, de 13 anos



A professora Denise Lugli vive a tensão sobre a retomada das aulas de dois lados. Mãe de Vinícius, 13 anos, e Marina, dois meses, ela conta escola em que trabalha suspendeu as aulas no dia 12 de março, poucos dias antes do colégio em que o filho estuda. Agora as duas instituições discutem com os pais dos alunos a possibilidade de volta às aulas. 

“Os pais vão poder escolher, mas isso é preocupante pra mim, que sou professora, porque eu não tenho opção caso decidam voltar. Eu tenho percebido que meus alunos estão ávidos por voltar, porque não aguentam mais ficar em casa”, conta.

Ela diz Vinícius não estranhou muito a suspensão das aulas, por fazer parte de uma geração que está habituada a se comunicar pelas mídias digitais.  “No geral, o que eu percebo que ele mais sente falta – e ele deixa isso muito claro pra gente – é de estar em contato com os amigos. Principalmente das aulas de esportes, essa coisa de poder jogar volei, jogar bola, correr”.

Ela conta que o colégio está retomando as aulas de esportes em horário alternativo ao das aula. “É um número reduzido de alunos para fazer um teste pra quem quiser voltar. Ele quer voltar. Então por mais que eu esteja com medo, dependendo de como for eu vou autorizar que ele faça essa aula de esporte uma vez por semana. Mas a aula mesmo, sentar na carteira, ele não volta. Mesmo que a escola volte, vai ter a opção de ter aula on-line e a gente vai manter isso. Enquanto não tiver vacina ele não volta”.

Excesso de tarefas para compensar pouco engajamento dos alunos

Para a escritora Clara Averbuck, mãe de Catarina (17), a maior dificuldade em relação ao ensino remoto é conseguir chamar a atenção dos adolescentes e que as escolas tentam contornar isso com excesso de trabalhos. “Nessas aulas remotas eles (os adolescentes) não conseguem prestar muita atenção e parece que a escola tenta compensar com trabalhos”.  

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Em isolamento desde o começo da pandemia, a escritora conta que o confinamento agravou carga mental dela e de outras mães solo, que se viram obrigadas a lidar com mais tarefas domésticas.  “Comida, roupa, louça, é muita coisa. Adolescente tem que ficar no pé, tem que ficar pedindo e a carga mental disso é enorme e muitas vezes eu prefiro fazer do que ficar pedindo”, desabafa.

A escritora diz que a filha, aluna de um colégio particular em São Paulo, não deve voltar pra escola este ano, já que existe a opção de continuar o ensino remoto. Contudo, ela acredita que este é um ano perdido. “Os professores tem se esforçado muito para dar aulas interessantes, mas com adolescente é complicado eles prestarem atenção, imagine em casa com outras distrações. A parte de tirar dúvidas e contato com o professor fica prejudicado”, avalia.

“Ele queria fazer o Enem esse ano e eu não deixei”

A dificuldade de conquistar a atenção dos alunos dessa faixa etária, ainda mais quando os professores não tinham um treinamento específico para o ensino à distância é uma constatação recorrrente na fala de várias mães.

“No começo da pandemia as aulas on-line foram bem promissoras, eles estavam animados porque era uma coisa diferente. Quando começaram efetivamente as aulas eu senti que eles se perderam um pouco, na questão de conteúdo e de gerar coisas interessantes que prendessem os adolescentes”, diz a publicitária Lílian Nascimento.

Mãe de Nicolas (17), aluno do último ano de uma escola técnica no interior de São Paulo, Lílian diz que fez um acordo de confiança com o filho para que ele acompanhasse as aulas. “Eu não sou de cobrar, deixo ele bem livre, até porque eu sou mãe solo e falo pra ele: você tem que ter responsabilidade sobre as suas coisas, porque na sua idade eu já tinha filho, então você decide agora o que é importante para a sua vida”. 

Apesar disso, a volta às aulas presenciais está fora de questão. “Na minha cidade (no interior de SP) está cancelado o ‘coronga’ e ninguém está mais isolado. A cidade inteira está na rua, sem máscara, como se nada tivesse acontecendo”. Ela diz que ele provavelmente fará o terceiro ano de novo. “Ele queria fazer o Enem este ano e eu também não deixei. Vai atrasar um ano na vida dele, mas eu não tenho a menor dúvida de que esta é a melhor decisão”, conclui. 




Situação complicada nas escolas públicas 

Se os alunos da rede privada têm aulas diárias e as famílias encontram canais de comunicação efetivos com as escolas para decidir sobre a volta das aulas presenciais, a situação da escola pública é bem distinta. Segundo Eliane Chagas, professora de uma escola da rede municipal do ABC paulista, não existe uma gestão democrática nas escolas públicas que incentive a interação entre escola e comunidade.  

mãe de adolescente
Arquivo pessoal

A professora Eliane Chagas e o filho Caetano, 12 anos


“A gente tem regularmente uma professora que nos mantém informadas enquanto família das propostas da disciplina dela e outras que eu não faço ideia do que o Caetano tem que fazer na disciplina delas”.

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Mãe de Caetano (12 anos), a professora conta fala que houve muitas dificuldades técnicas para que os docentes se adaptassem ao ensino remoto. “A plataforma oficial do Estado não estava dando certo e que as escolas aderiram ao Google Classroom, onde quem indica o conteúdo é a professora da disciplina”. Ela diz que entrou em contato com propostas para a melhoria das atividades, mas não obteve nenhuma resposta.   

Ela conta que Caetano acorda tarde e assiste a uma aula por dia. “Ele reconhece que está se atrasando em várias propostas, mas optou ficar atrasado por ter tarefas demais”. Assim como outras mulheres entrevistas pelo Delas , Eliane também achou este seria um ano perdido, mas chegou à conclusão de que a tendência é que esse sistema de educação formal piore e que não compensa mante-lo nele mais de um ano.

“Ele tem um processo forte de autodidatismo, fala inglês fluentemente, aprendeu por ele mesmo. Nos como família achamos que é melhor ele sair logo desse processo”. 

Chips e atividades impressas em papel

Além da falta de diálogo com a escola, outro problema apontado pelas mães de  adolescentes que frequentam a rede pública é a falta de suporte para acessar as aulas on-line, conforme explica Érika Mayume, que preside o conselho de escolas municipais e é mãe de Ana (14) e Guilherme (11), alunos do 8º e 5º ano.

“Só depois de quatro meses que as escolas municipais de Campinas passaram a adotar algo similar à rede estadual, que é entregar atividades impressas para os alunos que não conseguiam acessar as aulas. Algumas escolas fizeram por conta própria, mas como diretriz municipal é algo recente”.

Segundo Érika, a prefeitura da cidade no começo da pandemia falou em distribuição de tablets para todos os alunos, mas o que ocorreu foi a distribuição de chips para aparelho celular, sem equipamentos. Ela acrescenta que em algumas áreas periféricas da cidade não há sinal de Internet e por isso nem todos os alunos conseguem assistir às aulas.  “Os professores não ficam ao vivo no horário. Algumas escolas fazem bate-papo, não é aula”, conta.

Érika conta que participou pelo movimento pelo não retorno e pelo cancelamento do ano letivo de 2020 praticamente desde que começou a pandemia, mas diz que hoje é  difícil se posicionar contra a retomada das aulas presenciais, já que as regiões mais pobres da cidade as famílias não estão fazendo isolamento e muitas vezes há maes desempregadas cuidando de seis a dez crianças cujas mães trabalham. “Eu não tenho como ser contra o retorno. Para os mais precarizados é necessário”.

Fonte: IG Mulher

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Lente de contato dental: conheça o procedimento feito pelo cantor Kevinho

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Reprodução: Alto Astral

Lente de contato dental: conheça o procedimento feito pelo cantor Kevinho

O funkeiro Kevinho chamou atenção nas redes sociais esta semana ao compartilhar nos stories do Instagram um vídeo dos seus dentes desgastados sem a lente de contato dental . Ele contou que teve que retirar devido a outro procedimento: “Não vai ficar assim. Isso aqui é só um preparo porque eu já usava lente antes. Eu estava usando há mais de quatro anos”.

O cirurgião-dentista Adriano Rafael Oliveira Santos explica que esse é um dos métodos mais avançados da estética bucal . “Consiste na colocação de lâminas de porcelana extremamente finas na frente dos dentes. Por meio da técnica é possível clareá-los, diminuir a distância entre eles, corrigir a dentição torta e manchada, aumentar o tamanho, ajustar a curvatura, melhorar o formato e solucionar a aparência do esmalte do dente desgastado”, diz. Saiba mais!

Tudo sobre a colocação da lente de contato dental

Antes de colocar a lente de contato dental, deve ser feito um planejamento. De acordo com Adriano, primeiro é necessário conversar e fazer uma avaliação com o profissional que realizará o procedimento: “É a partir daí que ele vai executar as mudanças desejadas no sorriso, seja na coloração dos dentes ou no formato deles”.

Em seguida, o dentista fará as alterações que o paciente desejar e confeccionará os dentes de resina, para que ele já veja como o sorriso ficará. “Esse test drive serve, inclusive, para saber se o novo formato dos dentes está de acordo o que a pessoa imaginou. Se algo precisar ser modificado, as mudanças são feitas antes que a lente fique pronta”, ressalta.

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O desgaste nos dentes é realmente necessário?

O desgaste nos dentes é indispensável para colocar a lente de contato dental, como destaca o profissional: “Diferente do que muitos dentistas dizem, há sim a necessidade de um desgaste mínimo dos dentes. Ele é realizado antes da colocação das lentes. Por mais que as lâminas sejam extremamente finas, se forem posicionadas sem esse desgaste, existe a possibilidade de parecer que os dentes estão para fora”.

Porém, segundo ele, houve um grande desgaste nos dentes do cantor . “Para cada paciente, existe uma abordagem. O objetivo não é causar desgaste acentuado. Se a dentição estiver muito torta, por exemplo, é necessário primeiramente utilizar aparelho ortodôntico. Nós não sabemos como era a arcada dentária dele antes da realização da primeira colocação de lentes de contato e o motivo pelo qual o dentista desgastou tanto os dentes”, explica.

Após a polêmica, Kevinho comentou no Instagram a diferença entre a lente de contato dental e a faceta: “Na verdade, acho que era faceta, por isso que desgastou. Hoje em dia, não é mais assim, você coloca e nem desgasta o dente direito”. Para Adriano, apesar de muita gente achar que as duas são a mesma coisa, a única coisa que muda é que a faceta é um pouco mais grossa do que a lente, que é feita de um laminado extrafino.

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Quanto tempo dura o procedimento?

O cirurgião-dentista conta que a remoção das lentes no passado era feita somente por brocas, o que doía e desgastava os dentes , além de prejudicá-los com relação à perda de tecido. Hoje em dia, a técnica é bem mais simples: “Existe um laser que remove essas lâminas sem desgaste adicional, sem dor e sem necessidade de anestesia. A fonte de luz com alta energia, ao entrar em contato com o dente que possui a lente de contato, faz com que o cimento seja degradado. Assim, a peça se descola em poucos minutos”.

O procedimento dura, em média, de 10 a 15 anos, dependendo da higiene bucal do paciente e da qualificação do profissional escolhido para realizá-lo. “O método em si é muito seguro e traz resultados fantásticos. Mas fica um alerta para que as pessoas que desejam colocar as lentes de contato pesquisem muito sobre esse mercado e técnica antes de fazer”, finaliza.

Consultoria: Adriano Rafael Oliveira Santos, cirurgião-dentista, de Belo Horizonte (MG) | Texto: Mariana Oliveira | Entrevista e edição: Renata Rocha

Fonte: IG Mulher

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