O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) confirmou que a publicação do edital do concurso público para a contratação de profissionais da Saúde deve ocorrer até o mês de setembro.
Segundo a Procuradoria-Geral do Município, a realização da prova dependia de uma mudança na legislação que foi aprovada pela Câmara Municipal de Cuiabá.
O anúncio ocorreu após o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ingressar com um pedido de intervenção na área da saúde de Cuiabá, após uma provocação feita pelo Sindicato dos Médicos em razão do descumprimento de uma série de decisões judiciais.
Ao comentar sobre o assunto durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (2), o gestor fez duras criticas ao chefe do Ministério Público, procurador-geral de Justiça José Antônio Borges.
Segundo ele, Borges tenta fazer uma “arquitetura jurídica” para entregar a saúde de Cuiabá nas mãos do governador Mauro Mendes (União).
“Essa é a ideia, esse é o jogo que se presta um procurador-geral de Justiça. É exclusivo a minha fala em relação ao procurador-geral de justiça José Antônio Borges. A perseguição é dele, o ativismo político tendencioso é dele e não é de hoje”, disparou.
Emanuel também reagiu à representação elaborada pelo Sindicato dos Médicos, que acusou a Capital de ter precarizado o serviço à população.
“O sindicato é uma diretoria sem representatividade, que tem como presidente, uma pessoa parceria do ócio, que não gosta de fazer nada, é preguiçoso e não gosta de fazer nada. Quando cobro que eles trabalhem, eles fazem essa reação montada e casada”, disse.
Ao final, ele ainda apontou que o procurador esteja atuando de forma politiqueira, justamente pelo fato da esposa ser candidata ao governo do Estado.
“Inaceitável o que estão fazendo, claramente para servir o período eleitoral, que tem a minha esposa, como Márcia Pinheiro como candidata… O procurador-geral, por conta do período eleitoral, vem de todas as formas tentando servir o governo do Estado e tentando atacar a minha gestão”, finalizou.
Intervenção
O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT) protocolou no Ministério Público um pedido para que a Justiça determine a intervenção do governo estadual na Secretaria de Saúde de Cuiabá e pela Empresa Cuiabana de Saúde Pública.
Entre as denúncias e reivindicações dos médicos, a realização de concursos públicos, o fim da precarização de condições de trabalho, utilização de cargos públicos para apoio político, escalas incompletas e que não são publicadas no Portal da Transparência, diminuição de vagas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Policlínicas e episódios de assédio moral.
Otavio Ventureli(da redação com GD)






























