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500 mil mortes e protestos: a tragédia brasileira na imprensa internacional

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'Marco sombrio' de 500 mil mortes e 'protestos contra o presidente': a tragédia brasileira na imprensa internacional
Reprodução: BBC News Brasil

‘Marco sombrio’ de 500 mil mortes e ‘protestos contra o presidente’: a tragédia brasileira na imprensa internacional

O trágico número de 500 mil brasileiros mortos em decorrência da covid-19 registrados no sábado (19/6) e os protestos contra o presidente Jair Bolsonaro ocuparam as páginas dos principais veículos internacionais neste fim de semana.

A cobertura da imprensa internacional sobre os 500 mil mortos no Brasil e as marchas afirma que há uma indignação crescente dos brasileiros contra o presidente Jair Bolsonaro – apontado, nos protestos, como culpado pelo número alto de vítimas da pandemia no país. Também retrata a situação “crítica” do Brasil, onde a vacinação lenta e o descontrole do vírus pode levar a uma terceira onda e um número maior de mortos pelo vírus.

“Brasil ultrapassa marco sombrio de 500 mil mortes por covid-19 em meio a protestos contra a resposta de Bolsonaro”, diz o título de reportagem do jornal britânico The Independent.

A foto principal que ilustra a reportagem é de uma mulher em um protesto com a frase “Fora Bolsonaro” estampando sua máscara.

No sábado (19/06), mesmo dia em que o Brasil alcançou 500 mil mortes na pandemia, milhares de pessoas em todos os 26 Estados do Brasil, além do Distrito Federal e cidades do exterior, saíram em manifestações contra Bolsonaro.

“Críticos dizem que a rejeição de Bolsonaro às restrições à covid-19, como medidas de distanciamento social e uso de máscaras, e sua promoção de tratamentos refutados, como a hidroxicloroquina, são em parte responsáveis pelo enorme número de mortes no país e pela lenta campanha de vacinação”, diz a reportagem do Independent.

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Protesto contra Bolsonaro no Rio de Janeiro

Reuters
Marco de 500 mil mortos só é superado pelos Estados Unidos; dado foi destaque em jornais do mundo inteiro

O jornal britânico The Guardian registrou em reportagem que os protestos contra Bolsonaro têm ganhado “impulso” em meio a uma curva ascendente de casos de covid-19 no país.

“O presidente brasileiro, que subestimou a pandemia e resistiu às medidas de contenção, está sendo investigado no Congresso porque seu governo ficou para trás na aquisição de vacinas, mas incentivou o uso de drogas ineficazes como a cloroquina”, registrou o jornal.

A BBC destacou como o Brasil alcançou 500 mil mortes em meio a uma situação “crítica”, com uma crise que pode piorar pela vacinação lenta e o início do inverno.

“O vírus continua a se espalhar enquanto o presidente Jair Bolsonaro se recusa a apoiar medidas como o distanciamento social.”

O espanhol El País publicou reportagem no sábado (19/6) destacando como os “meio milhão de mortos” por covid-19 compõem o segundo maior número do mundo.

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“O triste marco de 500.000 mortos é chocante. O único país onde mais pessoas perderam a vida devido à doença foram os Estados Unidos”, diz o texto, em que há vozes de brasileiros que perderam entes queridos.

“A perda de meio milhão de vidas no Brasil ocorre em um momento em que o governo de Jair Bolsonaro é pressionado por uma investigação do Senado sobre a condução da pandemia”, destaca o El País.

“Os depoimentos coletados na investigação do Senado também mostram que por negligência o governo parou de negociar e comprar vacinas em 2020, quando o Bolsonaro ignorou dezenas de e-mails da farmacêutica Pfizer oferecendo seu produto.”

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A informação de que o Brasil se tornou o segundo país do mundo a superar 500 mil mortos por covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, também foi destaque no jornal The Times of Israel.

No americano The Washington Post, uma reportagem da Associated Press mostra como manifestantes foram às ruas em diversas cidades do Brasil no dia em que o Brasil chegou a 500 mil mortes por covid-19 – “uma tragédia que muitos críticos atribuem à tentativa do presidente Jair Bolsonaro de minimizar a doença”.

Uma reportagem da Al Jazeera apontou como há especialistas que dizem que o número de mortes por covid-19 no Brasil deve crescer ainda mais. Também registrou as críticas que o governo Bolsonaro enfrenta por ter “perdido oportunidades de comprar vacinas”.

Manifestante em protesto contra presidente Jair Bolsonaro em Cuiabá, 19 de junho de 2021

EPA/Raul Martinez
“Milhares de pessoas voltaram a sair às ruas para protestar contra Bolsonaro, a quem chamam de ‘genocida’ por sua política sanitária”, registrou o jornal argentino El Clarín

“Manifestantes em todo o país criticaram o governo pelo alto número de mortos e pediram a saída do presidente”, diz a reportagem.

“Brasil superou os 500 mil mortos por coronavírus e manifestantes repetem marcha contra Jair Bolsonaro”, diz o título de reportagem do jornal argentino El Clarín. O texto destacou um tuíte do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, lamentando as “500 mil vidas perdidas” e dizendo estar trabalhando “incansavelmente para vacinar todos os brasileiros no menor tempo possível”.

Nas principais cidades do país, diz o Clarín, “milhares de pessoas voltaram a sair às ruas para protestar contra Bolsonaro, a quem chamam de ‘genocida’ por sua política sanitária”.


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Ricardo Nunes sanciona projeto que torna igrejas serviços essenciais em SP

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Culto religioso em São Paulo
Patrícia Cruz

Culto religioso em São Paulo

O prefeito de São Paulo , Ricardo Nunes (MDB), sancionou ontem (24) o Projeto de Lei que incluem as atividades religiosas na lista dos serviços essenciais durante a pandemia de covid-19. O PL 410/2020 é de autoria do vereador Rinaldi Digilio (PSL), e já havia sido aprovado em uma primeira votação, realizada em dezembro.

“Ficam reconhecidas como serviços essenciais as atividades realizadas pelas igrejas ou templos de qualquer culto, inclusive em situação de emergência, perigo iminente, de calamidade pública ou decorrente de epidemias, ou pandemias”, diz o texto, publicado no Diário Oficial de hoje (25).

A publicação determina que as instituições devem “observar as determinações sanitárias destinadas à prevenção e mitigação da situação de risco, regulamentadas pelos órgãos competentes nos casos de situação de emergência, calamidade pública ou decorrente de epidemias ou pandemias”.

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As igrejas já são reconhecidas como atividades religiosas em todo o estado. Em março, o governador João Doria (PSDB) também assinou um decreto nos mesmos moldes. O Plano SP, que direciona a flexibilização dos estabelecimentos durante a pandemia, já permite a realização de cultos religiosos seguindo as regras sanitárias de distanciamento cultural e uso de máscaras.

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