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Acidente em Taguaí: Governo de São Paulo conclui identificação das 41 vítimas

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Taguaí
Divulgação/Bombeiros PMESP

Acidente em rodovia ocorreu após tentativa de ultrapassagem em local proibido

O governo de São Paulo concluiu, na madrugada desta quinta-feira (26), a identificação e liberação dos corpos das 41 vítimas do acidente ocorrido na Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho (SP-249), em Taguaí  na manhã de quarta-feira (25). O acidente ocorreu após a colisão entre um ônibus que transportava funcionários de uma empresa têxtil e um caminhão.

Para atuar no caso, no município e na capital paulista, foram escalados cerca de 50 profissionais das polícias Civil e Técnico-Científica. Outra equipe, de 21 policiais técnico-científicos, composta por médicos legistas, auxiliares de necropsia e atendentes de necrotério , foi destacada para a região de Avaré.

Além dos policiais militares e bombeiros que, desde as primeiras horas da manhã, fizeram o resgate das vítimas e a preservação do local do acidente, cerca de 50 profissionais das polícias Civil e Técnico-Científica participaram das atividades da força-tarefa tanto na região de Taguaí quanto na capital paulista. O quadro do Instituto Médico-Legal ( IML ) de Botucatu e Itapetininga também foi reforçado para dar contas das demandas relacionadas ao acidente.

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Em nota, o governo informa que o Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), da Polícia Civil , enviou uma equipe com nove profissionais especializados em datiloscopia – técnica de reconhecimento pelas impressões digitais – para auxiliar na confirmação da identidade das vítimas. Houve ainda um reforço de dez policiais, que permanecem na sede do instituto, na capital, para acelerar o processo de liberação dos corpos aos familiares.

“A Polícia Militar também reforçou o policiamento no entorno das unidades do IML, para garantir a segurança da população que buscava informações sobre as vítimas do acidente. As investigações sobre a colisão estão a cargo da Delegacia de Taguaí , que vai instaurar inquérito policial para apurar os fatos. Ao todo, 41 corpos foram identificados e liberados aos seus familiares”, acrescenta o informe.

Lista das vítimas

  1. Adriel Calebe Alves de Oliveira
  2. Aline Fernanda de Oliveira Antunes
  3. Ana Claudia dos Santos
  4. Andressa Aparecida Espadia
  5. Beatriz Monteiro da Silva
  6. Bruno de Oliveira Faustino
  7. Camila Cristina Franco Vergueiro
  8. Carolina Coelho Batista
  9. Claudinei Carlos Barboza
  10. Edina Madalena da Silva
  11. Edna Aparecida Lobo Batista
  12. Elisângela Aparecida Mingote
  13. Fabiana Gois Vieira
  14. Fernanda Estefany Silva Pereira
  15. Francis Kelly Aparecida Nunes
  16. Geison Gonçalves Machado
  17. Gustavo Ferreira de Oliveira
  18. Ivonaldo da Silva Custódio
  19. Jean Soares Alves
  20. Josiel Aparecido Alves
  21. Joyce dos Santos Flores
  22. Leandro Maximo Pereira
  23. Leda Aparecida Estevam
  24. Leonardo José Leme
  25. Luciana da Silva Soares
  26. Lucielem Firmino dos Santos
  27. Lucineia Benedita Soldeira de Melo
  28. Marciele Pedroso Nunes
  29. Marcio Lima de Freitas
  30. Maria Lúcia Martins Rocha
  31. Niveo dos Santos Venâncio
  32. Osani Lucio
  33. Ramon Pereira de Lima
  34. Regina Gonçalves Domingues
  35. Ronivan Vilhena Augusto
  36. Rosana Rodrigues de Oliveira
  37. Tais Aparecida de Oliveira Ceara
  38. Tiago Aparecido Aulfs
  39. Valquíria de Oliveira Cruz
  40. Vanessa Carolina Vieira dos Santos
  41. Wellington Aparecido Corrêa
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MPT recebe mais de 6 mil denúncias de escravidão e tráfico de pessoas

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Agência Brasil

MTP recebeu mais de 6 mil denúncias sobre trabalho escravo e tráfico de pessoas
Acervo MTP/ Mato Grosso do Sul

MTP recebeu mais de 6 mil denúncias sobre trabalho escravo e tráfico de pessoas

No fim do ano passado, a história de Madalena Gordiniano , que passou quase toda uma vida trabalhando em condições semelhantes à escravidão, chocou o Brasil . A mulher, que, aos 8 anos de idade, foi pedir um pedaço de pão e acabou servindo a uma família por 38 anos, nunca recebeu salário nem direitos trabalhistas, vivia reclusa, foi forçada a casar e chegou até a pedir comida e sabonete para vizinhos.

O calvário só chegou ao fim em novembro de 2020, quando, após denúncia, ela foi resgata por auditores fiscais do trabalho em um apartamento na cidade de Patos de Minas (MG). Vivia num cômodo, que não tinha sequer janelas. Madalena foi resgatada em 2020, pleno século 21. Mas, como ela, muitas pessoas ainda sofrem situações semelhantes àquelas vividas pelos escravos no período colonial.

Trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes, servidão por dívida são algumas das características do que se chama trabalho escravo moderno . Só nos últimos cinco anos (2016-2020), o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu mais de 6 mil denúncias relacionadas aos temas trabalho escravo e aliciamento e tráfico de trabalhadores.

De acordo com o vice-coordenador nacional de Combate ao Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas ( Conaete ), do MPT, Italvar Medina, só no ano passado, mais de 900 trabalhadores foram resgatados de situações análogas ao trabalho escravo. “A grande parte das situações ocorreu no meio rural, sobretudo nas atividades de café, carvoarias e plantio e colheita de cebola. Mas também tivemos resgates urbanos em oficinas de costura e trabalho doméstico”.

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Segundo Medina, as vítimas do trabalho escravo moderno são pessoas em situação de alta vulnerabilidade social , baixa escolaridade, com poucas oportunidades de emprego e baixa consciência de seus direitos. “Elas são iludidas por promessas de ótimas condições de trabalho e remuneração, muitas vezes levadas a sair do seu estado de origem e quando chegam ao seu destino, percebem que a situação não é como foi prometida”, diz.

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Flagrante de escravidão moderna em Mato Grosso do Sul, no município de Bela vista, o vice-coordenador nacional da Conaete destaca o perfil desses escravos modernos: 70% dos resgatados são pardos ou negros “o que inclusive é revelador da persistência do racismo estrutural no país, pois a cor de hoje ainda reflete a dos escravos de antigamente”, analisa.

A maioria deles são homens e com grau de escolaridade baixo. O estado de Minas Gerais é o que possui mais casos de trabalhos análogos à escravidão. A escravidão moderna tira dos trabalhadores direitos básicos como água potável, alimentação, higiene e condições dignas de trabalho. A servidora do Ministério Público do Trabalho do Mato Grosso do Sul, Nayara Lima Xavier, acompanhou diversas diligências no estado e presenciou situações degradantes.

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Numa delas, em 2019, os trabalhadores estavam alojados em barracos improvisados com lona e galhos de árvores. Não havia iluminação e estruturas de madeira montadas no chão de terra serviam como cama. Como não existia banheiro, os trabalhadores tinham que fazer suas necessidades fisiológicas no mato.

“A água utilizada para consumo, banho e preparo de alimentos era colhida de um córrego e trazida em galões de lubrificantes. Tinha um aspecto turvo e barroso”, lembra.

Além disso, pela falta de energia elétrica, as carnes ficavam penduradas em varais para secar, sujeitando-se ao contato com sujeira e contaminantes diversos. Trabalhadores em Porto Murtinho não tinha sequer água potável. Trabalhadores também não tinham onde armazenar alimentos.

Denúncias de práticas de trabalho análogo à escravidão podem ser realizadas por meio do Disque 100 , pelo site do Ministério Público do Trabalho, nas sedes do MPT e pelo aplicativo do MPT Pardal.

* Com informações do Ministério Público do Trabalho e Ministério Público do Trabalho do Mato Grosso do Sul.

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