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Administração Penitenciária envia protocolo para retorno das visitas presenciais

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À frente da SAP, o Coronel Nivaldo informou que a expectativa é de que a avaliação do comitê de saúde seja feita até o início da próxima semana
Foto: Agência Pública

À frente da SAP, o Coronel Nivaldo informou que a expectativa é de que a avaliação do comitê de saúde seja feita até o início da próxima semana

Após quase sete meses da  suspensão das visitas presenciais  nos presídios de São Paulo por causa da  pandemia  da Covid-19, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) finalizou o protocolo para a retomada gradual dos encontros entre familiares e detentos.

Em entrevista ao iG, o secretário da Administração Penitenciária, Coronel Nivaldo, explicou que os documentos do novo formato da visita foram enviados ao Centro de Contigência do Coronavírus, equipe de Saúde do governo do estado.

Apesar da finalização do novo  protocolo das visitas,  o secretário preferiu não cravar uma data definitiva para a retomada, mas salientou que será em breve porque o próprio governador João Doria pediu rapidez.

“Ontem, eu enviei a proposta para o  Centro de Contingência  do Coronavírus, perguntando para os técnicos da Saúde o que eles acham e os deixando livres para fazerem alterações e sugestões”, destacou o secretário. 

À frente da SAP, o Coronel Nivaldo informou que a expectativa é de que a avaliação do comitê seja feita até o início da próxima semana.

“Com o retorno positivo deles ou com as correções, a partir daí faremos o que a gente estabeleceu. Ainda não temos uma data definitiva porque depende do dia que teremos a resposta. As  visitas estão suspensas até o final do mês, mas eu tenho a convicção de que eles vão responder com celeridade, estamos próximos de alcançar essa nova etapa”, garantiu.

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Sobre o novo formato das visitas na fase três do  Programa Conexão Familiar, o secretário preferiu não dar muitos detalhes porque depende da avaliação da equipe da Saúde. Mas, adiantou que só será permitido uma pessoa por visita aos finais de semana, os horários serão reduzidos, todos deverão usar a máscara e também haverá o distanciamento social entre os visitantes. 

Protesto nesta sexta-feira (2)

Protesto de familiares dos presos de São Paulo
Foto: Arquivo Pessoal/WhatsApp

Protesto de familiares dos presos de São Paulo

Na manhã desta sexta-feira (2), um grupo de familiares dos presos protestaram novamente pelo  retorno das visitas presenciais  no estado de São Paulo. A manifestação foi realizada no Parque da Juventude, na Zona Norte de São Paulo,  local que abrigava o complexo de presídios do Carandiru.

A escolha pelo local não foi por coincidência. No dia 2 de outubro de 1992, há 28 anos, policiais militares entraram na Casa de Detenção de São Paulo, mais conhecida como  Carandiru, e assassinaram 111 presos.

De acordo com uma das organizadoras do protesto, que preferiu não se identificar por medo de retaliação, o grupo decidiu se reunir mais uma vez porque não há  transparência  de como será o protocolo do retorno das visitas.

“Escolhemos o local por ser simbólico para a nossa luta por mais direitos humanos no sistema penitenciário. Se já retornou tudo no estado, também queremos ver os nossos filhos, maridos e parentes”, explica.

Por meio de nota, a SAP informou que uma comitiva de visitantes de custodiados foi recebida hoje, no início da tarde, na sede da pasta. “A comitiva fez reivindicação quanto à retomada das visitas presenciais aos presídios. A solicitação foi encaminhada ao Centro de Contingência do Coronavírus. Após a deliberação técnica do comitê, a SAP adotará as providências para implementação do retorno de maneira controlada e gradual, garantindo a saúde dos custodiados e dos visitantes”, diz resposta enviada ao iG.

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Entenda

Desde março deste ano, com o início da pandemia  da Covid-19, as visitas presenciais aos detentos do estado de São Paulo foram suspensas. São Paulo é disparado o estado com a maior população carcerária, com cerca de 220 mil presos nas 176 unidades prisionais do estado. Sem visita física,  só 30% dos presos conseguiram videoconferência com familiares.

Para minimizar os efeitos da pandemia, no dia 8 de julho a SAP adotou o programa Conexão Familiar, projeto que permitia ao visitante mandar uma mensagem de até 2 mil caracteres diretamente para a pessoa privada de liberdade e, num prazo de até cinco dias, obter o retorno por e-mail.

Já no dia 22 de julho, o governo de SP anunciou que familiares de reeducandos do sistema prisional poderiam agendar  visita à distância  por meio do sistema Conexão Familiar – Visita Virtual, implantado em todos os presídios do estado.

As duas iniciativas foram alvo de duras críticas dos familiares. No caso dos e-mails, a reclamação era de que o sistema tinha muitas falhas e em várias ocasiões a mensagem não era encaminhada corretamente ao preso. Os parentes também protestaram contra a  visita on-line  de apenas cinco minutos. 

Em protestos virtuais e presenciais, os familiares também denunciaram que o Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital paulista,  continuava com visitas presenciais na pandemia, enquanto presos comuns estavam sem ver parentes desde março.

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52% dos paulistanos consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo

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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)
Reprodução SBT

Bolsonaro tem 52% de rejeição em São Paulo (SP)

Segundo pesquisa divulgada pelo Ibope nesta sexta-feira (30), mais da metade dos moradores da capital paulista (52%) consideram a gestão de Jair Bolsonaro (sem partido) ruim ou péssima . A pesquisa foi feita com 1.204 eleitores, entre os dias 28 e 30 de outubro, sob encomenda da TV Globo e do jornal “O Estado de São Paulo” .

A porcentagem dos paulistanos que consideram o governo Bom ou ótimo é 26%, enquanto 22% classificam a administração federal como regular; 1% dos entrevistados não soube responder ou não respondeu.

Doria e Covas

A pesquisa também levantou a porcentagem de rejeição a João Doria (PSDB) e Bruno Covas (PSDB), governado de SP e prefeito da capital paulista, respectivamente.

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A administração de Doria foi considerada ruim ou péssima por 49% dos entrevistados e 17% classificaram como ótima ou boa. A pesquisa mostra ainda que 30% considera o desempenho do governo regular e 3% não sabia ou não responderam.

Bruno Covas candidato à reeleição à Prefeitura de São Paulo, preferencial 35% de avaliação ótima ou boa, e 38% classificaram como regular. Outros 25% disseram ser ruim ou péssima e, e 2% não responderam ou disseram não saber.

O Ibope perguntou ainda se os entrevistados aprovaram ou não a atual gestão de Covas na prefeitura: 48% aprovaram, e 44%, que desaprovam – 8% não responderam ou disseram que não sabem.

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% dos resultados retratarem o momento atual eleitoral, considerando uma margem de erro.

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