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Bairros de maioria negra de São Paulo têm expectativa de vida mais baixa

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Periferia de São Paulo
Rovena Rosa/Agência Brasil

Jardim ângela é o distrito de expectativa de vida mais baixa

A cidade de São Paulo, apesar de ser a mais rica do país, tem alto índices de desigualdade social e econômica. De acordo com o Mapa da Desigualdade 2020, divulgado pela Rede Nossa São Paulo nesta quinta-feira (29), os quatro distritos com a menor idade média ao morrer na capital paulista estão entre os com mais de 50% dos moradores negros: Jardim Angela (58,3 anos), Cidade Tiradentes (58,5 anos), Iguatemi (59,1 anos) e Grajaú (59,5 anos). 

No geral, 35,3% dos paulistanos se consideram pretos ou pardos. Os distritos com maior parte da população negra são Anhanguera (50,3%), Brasilândia (50,6%), Capão Redondo (53,9%), Cidade Ademar (50%), Cidade Tiradentes (56,1%), Grajaú (56,8%), Guaianases (51,5%), Iguatemi (50,9%), Itaim Paulista (54,8%), Jardim Ângela (60,1%), Jardim Helena (54,7%), Jardim São Luís (51,3%), Lajeado (56,2%), Parelheiros (56,6%), Pedreira (52,4%) e Vila Curuçá (51,2%).

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Nas regiões com a maior idade média ao morrer, o percentual de população negra é menor que 9%. No Jardim Paulista, a idade média ao morrer é de 81,5 anos e o percentual de negros é de 8,5%. No Alto de Pinheiros, a idade média ao morrer, em 2019, foi de 81,1 anos e tem 8,1% de população negra.

Segundo Jorge Abraão, coordenador geral do Instituto Cidades Sustentáveis e da Rede Nossa São Paulo,  é possível, a partir desses dados, “atuar fortemente junto com organizações da sociedade civil para a construção de políticas públicas contra a desigualdade na cidade de São Paulo”.

Ainda segundo Abraão, a desigualdade é o maior problema da capital paulista. “É a origem de uma série de problemas e se conseguirmos enfrentá-la, vamos avançar”, afirma. 

Racismo é menor nas periferias

A nova edição do Mapa da Desigualdade reuniu os dados sobre o coeficiente de pessoas que foram vítimas de racismo e injúria racial para cada 10 mil habitantes por bairro. A média da cidade ficou em dois casos para cada dez mil por bairro.

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Na Barra Funda foram 20,1 casos por 10 mil em 2019. Na Sé, foram 24,2 casos. O Brás teve 13,5 casos e na República foram 12,7 casos. Nas periferias, por outro lado, o registro de casos de racismo e injúria racial ficaram abaixo da média. Lajeado (1,2), Anhanguera (0,4), Parelheiros (0,4), Itaim Paulista (1,3) e Jardim Ângela (0,6).

Habitação

Os distritos com mais negros também têm a maior concentração de famílias morando em favelas, de acordo com o estudo. No Jardim São Luis, 69,5% da população vive em favelas; Jardim Ângela (53,9%); e Vila Andrade (34,7%).

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Bolsonaro: “Pelo STF, eu tinha que estar na praia, tomando uma cerveja”

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Jair Bolsonaro
Mariana Schreiber – Da BBC News Brasil em Brasília

Bolsonaro já afirmou a apoiadores que “só deus” pode tirá-lo do cargo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta sexta-feira (15) não ser responsável pelo atraso nas vacinas e pela explosão de casos de Covid-19  que já colapsou o sistema de saúde do estado de Amazonas.

Em entrevista à Bandeirantes , Bolsonaro afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Supremo Tribunal Federal (STF) conferiu a governadores e prefeitos o poder de decidir sobre políticas contenção à pandemia.

“Eu tinha que estar na praia uma hora dessas. Pelo STF, eu tinha que estar na praia agora, tomando uma cerveja. O Supremo falou isso para mim. O erro meu agora foi não atender ao STF e estar interferindo, ajudando quem está morrendo em Manaus”, disse.

Sobre uma eventual abertura de processo de impeachment, o presidente afirmou que “não existe nada de concreto” contra ele e que “querem inventar uma narrativa” para tirá-lo do cargo.

‘Querem inventar uma fake news, uma narrativa para me tirar daqui. Qual moral tem João Doria e o Rodrigo Maia em falar de impeachment ou me acusar de tudo isso que está acontecendo aí se eu fui impedido pelo STF de fazer qualquer ação em combate ao coronavírus em estados e municípios?”, questionou.

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