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Bolsonaro e aliados tentam reduzir ‘fundão’ para R$ 4 bilhões

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Jair Bolsonaro (sem partido) indica que não irá sancionar o fundo eleitoral
Divulgação/Palácio do Planalto/Anderson Riedel/PR

Jair Bolsonaro (sem partido) indica que não irá sancionar o fundo eleitoral

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e sua base de apoio no Congresso buscam diminuir o valor do fundo eleitoral para não ‘comprar uma briga’ com o Centrão. A alternativa seria uma saída para o chefe do executivo, que já indicou que não aprovará o chamado ‘fundão’ da maneira como ele foi originalmente votado – com a disponibilização do triplo de recursos das eleições passadas . As informações são da jornalista Camila Mattoso.

De acordo com fontes no Planalto , a solução será envia mensagens modificativas ao Parlamento, de modo que a Lei Orçamentária Anual seja alterada, reduzindo, assim, o valor destinado a campanhas eleitorais para algo próximo de R$ 4 bilhões.

Dessa maneira, Bolsonaro não entraria em rota de colisão com o Centrão e teria um argumento para inflamar sua base de que conseguiu uma redução de um terço do valor – mas que, ainda assim, será o dobro dos recursos disponíveis em 2020.

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Líderes do Centrão pensam que este poderá ser um bom caminho e lembram que, em 2019, a proposta votada inicialmente seria para aumentar o fundo eleitoral para R$ 3,8 milhões. Após discussões, chegou-se a um concenso de disponibilizar “apenas” R$ 2 bilhões.

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Bolsonaro indicou que não deve aprovar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões para as eleições de 2022, da maneira como foi aprovado. A afirmação foi feita pelo próprio chefe do executivo em entrevista concedida ao canal TV Brasil, na noite da última segunda-feira (19). Inicialmente, disse que vetaria. Depois, afirmou que esta é a “tendência”.

“É uma cifra enorme, que, no meu entender, está sendo desperdiçada, caso ela seja sancionada. Posso adiantar para você que não será sancionada. Eu tenho que conviver em harmonia com o Legislativo. E nem tudo que eu apresento ao Legislativo é aprovado e nem tudo que o Legislativo aprova, vindo deles, eu tenho obrigação de aceitar para o lado de cá. Mas a tendência nossa é não sancionar isso daí em respeito ao trabalhador, ao contribuinte brasileiro”, explicou Bolsonaro.

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Vetos presidenciais em projetos aprovados pelo Congresso Nacional são analisados pelos parlamentares, que podem optar por mantê-los ou derrubá-los.


A cifra aprovada pelos deputados, através da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022, prevê um valor correspondente ao triplo do aprovado para as eleições anteriores. Em 2018 e 2022, o valor do fundo eleitoral era de R$ 2 bilhões.

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Piloto faz manobra com helicóptero após ser sequestrado e evita fuga em presídio

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Simulação de pane
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Simulação de pane

“Para o presídio eu não iria de jeito nenhum. A minha última opção foi (fazer as manobras) em cima do batalhão (de Bangu). Mas eu pensei que iriamos morrer no momento da briga”. Horas depois de evitar que criminosos resgatassem um preso, de helicóptero , no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, o piloto da Polícia Civil Adonis Lopes de Oliveira, de 57 anos, descreveu como evitou que dois bandidos fizessem a fuga de um detento neste domingo.

Eles haviam contratado a aeronave com o pretexto de irem até Angra dos Reis , na Região da Costa Verde. Sequestrado por homens de fuzis e pistolas, o comandante disse que teve 30 minutos “para tomar uma decisão” e tentar jogar o helicóptero dentro do 14º BPM (Bangu) e frustrar o plano. Ele lembrou que temia pela vida quando ordenaram que deveria seguir para Niterói para que desembarcassem. O piloto relatou o sequestro entrevista ao “Bom dia Rio”, da TV Globo, nesta segunda-feira.

“Consegui pensar na decisão que tomaria quando chegasse no momento (certo). Na minha mente eu pensava: “Para o presídio eu não iria de jeito nenhum”. Só queria pensar num resultado melhor para mim e para o helicóptero. A intenção era não ir para o presídio “, disse.

O comandante disse que ainda tentou descer na Base Aérea de Santa Cruz e até em uma base do Exército. No entanto, decidiu tentar pousar em um campo de futebol que fica dentro do batalhão.

“Quando eu me aproximei do presídio, eu tinha pensado que lá (no batalhão) seria a última opção (para descer). Pensei na Base de Santa Cruz e até no Exército. (Mas) só me restou, a última opção, o Batalhão de Bangu, porque conheço bem. No momento decisivo eu pensei em jogar o helicóptero no campo de futebol do batalhão”, contou o comandante.

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O piloto disse ainda que tentou argumentar com os bandidos que se ele pousasse no complexo penitenciário a aeronave poderia ser abatida. Adonis lembrou que em Angra dos Reis, após todos embarcarem para voltarem ao Rio, os bandidos o renderam de pistola e em seguida com fuzis.

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“A abordagem foi de pistola e logo em seguida anunciaram o sequestro. Eles disseram que era para ir para Bangu porque resgatariam um companheiro. Durante o trajeto eles abriram uma maleta e tiraram os fuzis. Eles queriam que eu acelerasse, mas eu falei que não era jato. Também disse que aquilo não acabaria bem, porque os agentes atirariam no helicóptero caso ele pousasse. Eu dizia que não acabaria bem”, lembra Adonis, que continua:

“Eu sempre pensava qual seria a minha atitude antes de chegar a Bangu. Pensava em parar para frustra aquilo. Por ser muito próximo do presídio, eu já estava por certo de pousar, jogar o helicóptero lá no campo de futebol. Eu imaginei que aquilo pudesse ser o último voo. Não sei se era audácia ou falta de noção deles. Tudo isso passa na cabeça”, contou. 

Adonis Lopes disse que as imagens que mostram a aeronave fora de controle foram feitas no momento em que ele foi atacado pelos criminosos.

“Quando me aproximei do batalhão, abaixei a velocidade e consegui chegar a tempo no gramado sem interferência deles, eles pegaram os comandos. O suspeito que estava atrás me deu uma gravata e aquelas manobras foram em decorrência da luta corporal. Eu tentava evitar que atingisse um poste ou uma árvore. Eu pensei que ela fosse colidir. O outro que estava na frente meteu a mão nos comandos. Qualquer comando que dê, o helicóptero é muito sensível, e por isso que ele foi de um lado para o outro. As manobras não foram propositais. Aquilo era o reflexo do que acontecia na cabine”, conta o piloto, que lembrou que houve muita gritaria dentro da cabine no momento que a aeronave estava fora de controle.

“Durante a briga na cabine, houve muita gritaria e eu falava que iríamos cair e morrer. Nesse momento eu tentava convencê-los que iria ter um acidente. Depois de 35 segundos, de uma forma difícil de explicar, não sei se eles resolveram desistir da ação ou se eles entenderam que iria ter um acidente, eu conseguir sair voando. Eles ficaram confusos e atônitos com aquilo tudo e em seguida me pediram para levar para Niterói porque viram que a ação já tinha sido frustrada”, disse.

“No percurso eu já previa que eles tentariam algo contra mim no pouso. Eu pensei que durante o desembarque eles me matassem. Eles estavam muito confusos e atônitos, eu percebi que eles queriam se livrar daquilo. Pousei, eles sairiam rapidamente e não falaram nada. Eu decolei de porta aberta, fechei no ar, e em seguida fui para o GAM (Grupamento Aeromóvel) em Niterói, para tentar localizá-los através da PM”.

A Polícia Militar fez um cerco na área, mas não localizou os bandidos. O caso está registrado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco).

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