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Covid-19: ONU cobra Brasil ações de combate para indígenas, negros e quilombolas

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Membros do povo yanomami ao redor de posto de atendimento em Roraima
EPA/JOEDSON ALVES/BBC

ONU cobra posição de país sobre denúncias recebidas diante de situação da Covid-19


No último mês, a Organização das Nações Unidas (ONU) enviou uma carta ao Brasil cobrando por respostas sobre como está lidando com a  Covid-19 , doença transmitida pelo novo coronavírus . O órgão se preocupa principalmente com o tratamento dado às populações indígena, quilombola e negra.


O País foi mencionado diversas vezes em denúncias no Comitê da ONU sobre a Eliminação da Discriminação Racial. Pelo alto volume, o governo brasileiro foi acionado.

A carta cita que esse grupo de pessoas sofre com “discriminação estrutural e generalizada” e que isso causa sérias preocupações diante do tratamento contra a Covid-19. Entre as barreiras enfrentadas pela população além da pandemia estão citadas o agravamento da falta de segurança social; do acesso à alimentação, água e saneamento básica; e da inserção no sistema de saúde e de educação.

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A ONU cita separadamente a situação das mulheres negras, quilombolas e indígenas, afirmando que a situação delas é ainda mais agravada, se comparadas ao de homens. Isto porque as mulheres ainda são submetidas à discriminação de gênero.

O órgão vê ainda como preocupante os conflitos de apropriação de terra e de demarcação de territórios em meio à pandemia . Além disso, também são citados na carta fatores como pobreza, marginalização e exclusão social.

O documento foi recebido e a diplomacia do Brasil está coletando dados para enviar resposta.

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Pedagoga leva soco em abordagem policial: “fui chamada de preta, de vagabunda”

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Rerodução

Vídeo mostra momento em que Eliane foi derrubada e recebeu soco no rosto

A pedagoga Eliane Espírito Santo, de 39 anos, sofreu uma abordagem violenta da Polícia Militar em Macapá. A mulher, que levou um soco no rosto e recebeu várias ofensas, chegou a ser detida por “desacato e desobediência”.

A ocorrência foi filmada e publicada nas redes sociais pelo filho de Eliane, que também foi abordado. Pouco tempo depois, o vídeo viralizou, causando revolta em internautas.

“Para mim isso foi uma tortura, mexeu muito com meu psicológico. […] Eu fui chamada de preta, fui chamada de vagabunda por eles na delegacia. Eu me senti ofendida e para mim foi um preconceito muito grande, porque éramos os únicos negros ali”, disse ela ao portal G1.

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“A polícia já abordou a gente apontando as armas para o carro. Abordou todo mudo menos eu; um deles deu um soco no estômago do meu marido. Eu falei para a equipe liberar o adolescente porque ele é do interior, e estava sob minha responsabilidade. Eu atravessei, fiquei na calçada de casa. Só um deles me agrediu”, recorda.

A abordagem ocorreu na sexta-feira (18) à noite. Após repercussão, o governador do Amapá, Weldez Góes, afirmou que as imagens “envergonham as forças armadas de segurança do Estado” e reconhece que a ocorrência é “recheada de atitudes racistas”. De acordo com o governo do estado, os policiais serão afastados para investigação.

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