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Delegacia busca responsáveis pelo início do incêndio no Pantanal

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As queimadas já consumiram pelo menos 15% do Pantanal
Reprodução/AMPARA Silvestre

As queimadas já consumiram pelo menos 15% do Pantanal

A Delegacia de Meio Ambiente (Dema) segue as investigações para descobrir os possíveis responsáveis pelos focos de incêndio que deram início a grandes queimadas no Pantanal mato-grossense .

A Polícia Civil apura a responsabilidade dos cinco incêndios periciados. Sesc Pantanal, na Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal; Fazenda Espírito Santo (Pantanal); Rodovia Transpantaneira; Região do Moitão; e Fazenda São José.

As perícias feitas pelo Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional apontam em seus resultados ação humana como causa da origem das queimadas na região.

Dentro da normalidade, um inquérito leva 30 dias para sua conclusão, porém, em razão da complexidade do fato, já está sendo previto um aumento no prazo para que sejam feitos os procedimentos necessários.

Vale ressaltar que a pena para os responsáveis pode variar de prisão de 2 a 4 anos e aplicação de multas, cujos valores podem variar de R$ 1 mil a R$ 7,5 mil por hectare, chegando a R$ 50 milhões, além de medidas administrativas.

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Até o último levantamento foi comprovado que o incêndio já atingiu 2,3 milhões de hectares do bioma , segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número representa mais de 15% de toda a extensão do Pantanal.

A área queimada corresponde a três vezes a região metropolitana de São Paulo .

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Ex-secretário da Saúde do Rio afirma que governador em exercício recebia propina

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O ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos disse, como parte do acordo de delação premiada, que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano (PT-RJ), falou durante uma conversa que desviaria parte dos R$ 100 milhões, valor que foi doado pelo Legislativo para ajudar no combate a Covid-19. O dinheiro seria transferido para as prefeituras do interior com influência dos deputados da Casa. A propina seria dividida entre o então vice-governador, Cláudio Castro, que assumiu o posto de Wilson Witzel, com o ex-secretário estadual da Casa Civil André Moura (PSC).

Cláudio Castro
Divulgação/Rafael Campos

Cláudio Castro está sendo acusado de estar envolvido em esquema de propina

Segundo o documento divulgado pelo jornal O Globo, Edmar falou que esteve com Ceciliano para falar do esquema e toda a movimentação do dinheiro seria feita sob os excedentes dos duodécimos da Alerj. Por conta das dificuldades de caixa do Executivo, foi proposto pela Assembleia doar as sobras, porém, de acordo com o ex-secretário de Saúde, tudo não passou de uma manobra para que o desvio fosse realizado em meio a pandemia.

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Edemar foi procurado por Ceciliano, conforme afirma a Procuradoria-Geral da República (PGR), pois ele queria ter certeza de que o dinheiro chegaria aos municípios “evidenciando que a estratégia tinha por objetivo maior atender aos interesses espúrios do grupo criminoso”. O esquema acontecia da seguinte forma: o dinheiro saía da Alerj e ia para a Secretaria Estadual de Saúde, depois disso, era encaminhado para os municípios específicos sinalizados por parlamentares. Segundo O Globo, foram 87 cidades beneficiadas com valores de aproximadamente R$ 1 milhão que deveriam ser voltados a construção de centros triagem, mas as obras não aconteceram em boa parte dos municípios.

Durante o depoimento, Edemar garantiu que Ceciliano falou que a propina seria dividida e que os políticos envolvidos receberiam em dinheiro vivo. Como exemplo, o ex-secretário da Saúde contou que foi chamado pelo presidente da Assembleia Legislativa para ajudar a resolver o problema do deputado estadual Márcio Canella (MDB), que teria pedido para a Alerj mandar R$ 25 milhões para Duque de Caxias, entretanto o então secretário André Moura falou ao presidente da Alerj que tinha esse valor.

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De acordo com Edmar, Canella teria ficado “furioso” em uma reunião que aconteceu no gabinete de Ceciliano e que ele gritou que “sairia da base do governo por não ter sido atendido”. Porém, ele não afirmou que o deputado recebeu propina. Após a reunião, o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD-RJ) o chamou para uma conversa sobre a divisão de propina. Ceciliano teria deixado claro que André Moura e Cláudio Castro participavam do esquema ao dizer que pretendia deixar de fazer o pagamento dos dois e deixar Edmar como único beneficiário, isso se ele ajudasse a receber o dinheiro. Ele afirmou que não disse se aceitava ou não a proposta.

Ainda de acordo com Edmar, em uma conversa com André Moura, ele notou que Moura pode ser o intermediário de Witzel para receber esses recursos ilícitos. Todos os citados negaram envolvimento no esquema.

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