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‘Força Nacional ajudará na busca do serial killer’, diz secretário de segurança

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Força Nacional ajudará nas buscas contra o serial killer Lázaro Barbosa
Reprodução/TV Anhanguera

Força Nacional ajudará nas buscas contra o serial killer Lázaro Barbosa

Com as buscas pelo  serial killer Lázaro Barbosa chegando ao nono dia, o secretário de segurança pública de Goiás, Rodney Miranda, afirmou nesta quinta-feira que a Força Nacional vai ajudar na captura do criminoso. Segundo ele, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, ligou ontem oferecendo 20 agentes para reforçar a força-tarefa montada para deter o assassino.

“Nós recebemos duas informações e estamos delimitando a área. As informações estão sendo checadas. Vamos ver se dessa vez a gente tem sucesso em encontrar esse sujeito e tirá-lo daqui”, disse o secretário. “São duas pessoas que avistaram ele. Já estivemos no local, as duas informações são muito boas, a nossa inteligência está fazendo outros filtros para ver se realmente confere, mas independente disso nosso time de operações está todo na rua, literalmente caçando esse sujeito.”

Cerca de 300 agentes das forças de segurança das policias militar, civil e federal de Goiás e do Distrito Federal continuam no encalço do serial killer Lázaro Barbosa de Sousa, de 32 anos. Os policiais contam com três helicópteros, cães farejadores e equipes munidas de equipamentos de visão noturna e térmica, além de drones e profissionais de inteligência. As buscas por Lázaro, que teria assassinado uma família inteira no Distrito Federal na semana passada, estão no seu nono dia. Um perímetro foi estabelecido em Cocalzinho de Goiás, que fica na divisa com o DF, onde as operações se concentram.

“Estamos cada vez mais apertando o perímetro. Não estamos deixando a ansiedade tomar conta da gente. Temos um roteiro e objetivos claros: não deixar ele fazer mais vítimas. Vamos contê-lo em um perímetro determinado, apertar o cerco e proteger os policiais”, disse o secretário de segurança de Goiás Rodney Miranda, em coletiva na noite desta quarta-feira.

De acordo com Miranda, as forças de segurança acreditam terem conseguido cercar Lázaro em uma área de cerca de 10 a 15 quilômetros quadrados. As dificuldades quanto as buscas estariam por se tratar de uma região de mata e com relevo acidentado, com muitas grotas. Segundo informações da polícia, na quarta-feira, moradores teriam feito contato visual com o assassino, justamente dentro da área que as forças de segurança imaginavam que ele estaria.

“Cercamos toda a região, com policiais civis, militares e rodoviários federais, fechamos as rodovias de acesso, estamos colocando policiais, alguns à paisana, em chácaras e residências, tendo moradores ou não. Amanhã ao amanhecer vamos adentrar na mata para buscá-lo”, disse o secretário de segurança de Goiás Rodney Miranda em coletiva na noite desta terça-feira.

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Como a Lázaro passa os seus dias em fuga pelo mato, é nessas áreas que as operações da força-tarefa têm se concentrado. De acordo com as informações divulgadas pelas forças de segurança, o assassino tem o costume levar suas vítimas para beira de rios e córregos. Na terça-feira, ele quase teria matado uma família, feita refém nas proximidades de um riacho:

“Ele leva para a beira do rio, vocês já sabem disso, manda tirar a roupa e alguns ele acaba matando. Acho que esse seria o destino dessa família até porque ele percebeu que a menina pediu socorro”, afirmou Miranda.

Também faria parte do modus operandi do criminoso, de acordo com o secretário, sair da mata durante a noite para buscar abrigo e comida em chácaras da região. Foi em momentos como esse que ele teria entrado em conflito com moradores, como o que aconteceu na segunda-feira. A força-tarefa montada pelas secretarias de Segurança Pública de Goiás e do DF tem base no município de Cocalzinho, em Goiás. O grupo conta com equipes da Polícia Militar (PMDF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), além de reforço da cavalaria. São usados cães farejadores, três helicópteros e drones. Agentes fazem buscas em estradas e param carros para revistá-los.

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Os crimes de Lázaro

Quarta-Feira, dia 9 de junho: Lázaro invade a chácara de Cláudio Vidal e mata ele e seus filhos, em uma ação que dura cerca de 10 minutos. No momento da fuga, faz Cleonice Marques, de 43 anos, mulher de Cláudio, refém e a sequestra. Logo após a entrada do bandido na casa, ela teria feito uma ligação para seu irmão pedindo por socorro. Sua família chega momentos depois, mas encontra apenas os corpos de Cláudio e seus filhos.

Quinta-feira, dia 10 de junho: Na parte da manhã, Lázaro Barbosa teria invadido outra residência apenas três quilômetros de distância da chácara da família de Cláudio e Cleonice. Ele teria mantido a dona da casa, Sílvia Campos, de 40 anos, e o caseiro, Anderson, de 18, sob a mira de sua arma durante três horas e os obrigado a fumar maconha. Ele teria roubado cerca de R$ 200 e celulares antes de deixar a residência. Cleonice continua desaparecida.

Sexta-feira, dia 11 de junho: Lázaro é suspeito de roubar um carro e fazer mais um refém. Ele teria deixado Ceilândia e ido para Cocalzinho, em Goiás. Lá, incendeia o veículo. A polícia acredita que ele pode ter contado com a ajuda de um comparsa nesse momento. As buscas por Cleonice continuam.

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Sábado, dia 12 de junho: O corpo de Cleonice é encontrado em um córrego próximo ao Sol Nascente. Enquanto isso, Lázaro teria invadido uma residência nos arredores de Lagoa Samuel, onde teria ingerido bebidas alcoólicas, feito o caseiro refém e destruído o seu carro. Horas depois, ele teria invadido outra chácara, atirado em três homens e roubado armas de fogo. À noite, teria incendiado uma casa em Cocalzinho. Alguns relatos afirmam que ele teria trocado tiros com a polícia, informação que não foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública de Goiás. Os três homens baleados foram levados a um hospital. Dois encontram-se em estado grave.

Domingo, dia 13 de junho: Lázaro invade uma casa por volta das 15h. A residência estaria vazia naquele momento. O criminoso teria roubado um carro Corsa vermelho. Aproximadamente às 18h30, o veículo teria sido abandonado em uma rodovia, a 30 quilômetros da residência invadida mais cedo. Acredita-se que Lázaro tenha avistado um bloqueio policial e decidiu fugir para o mato. Dentro do carro, a polícia encontrou um carregador de munição. De acordo com a Polícia Militar de Goiás, o suspeito teria chegado a trocar tiros com a polícia antes de fugir para um matagal.


Segunda-feira, dia 14 de junho: Lázaro troca tiros com um fazendeiro na região de Edilândia. Policiais civis e militares fecham o cerco, mas não efetuam a prisão do suspeito. Foi levantada a hipótese de o autor da chacina ter ficado ferido.

Terça-feira, dia 15 de junho: Uma família é feita refém por Lázaro na zona rural de Edilândia. Segundo Rodney Miranda, secretário de Segurança Pública de Goiás, ele utilizou o mesmo modus operandi e levou o casal dono da propriedade e a filha adolescente deles para a beira de um rio. A menina conseguiu, porém, mandar uma mensagem para o celular de um policial que visitou a casa das vítimas no dia anterior. As equipes foram até o local e houve confronto com o criminoso. Os reféns foram salvos, mas um policial acabou sendo baleado de raspão. Ele recebeu atendimento e passa bem. Lázaro conseguiu fugir.

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Nível de água em hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste é o pior da História

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Hidroelétrica
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Hidroelétrica

Os reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste chegaram ao fim de julho com o armazenamento médio mais baixo de toda a série histórica disponibilizada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e que teve início em 2000. Os números para o mês são piores, inclusive, que julho de 2001, ano em que o país enfrentou um racionamento de energia.

O armazenamento médio nas duas regiões ao fim de julho deste ano era de 25,97%. Em 2001, na mesma época, o nível médio dos reservatórios era de 26,85%. Até junho, os níveis dos reservatórios vinham acima de 2001, tendência que se inverte a partir de agora.

Além disso, o ONS já espera que agosto se encerre com um nível de armazenamento para o Sudeste/Centro-Oeste também piores que 2001. O órgão calcula que as barragens dessas regiões devem terminar este mês com 21,4% da capacidade de armazenamento. Em 2001, o mês de agosto terminou com 23,45% de volume de água dos reservatórios.

As regiões Sudeste e Centro-Oeste concentram mais da metade da capacidade de armazenamento do setor elétrico nacional e são represas que costumam ficar com níveis mais altos ao longo do ano.

Elas são usadas para “regularizar” o sistema, ou seja, garantir o fornecimento de energia mesmo nos momentos de seca.

Esses reservatórios também estão próximos dos principais centros de consumo e há limites de transmissão de energia entre o Norte e Nordeste para o Centro-Sul. Por isso, o nível da água do Sudeste/Centro-Oeste é o que mais preocupa o governo.

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Mesmo que as hidrelétricas do Norte e do Nordeste tenham níveis melhores de armazenamento, nem tudo que é gerado pode ser transmitido para o restante do país.

O cenário com que o ONS trabalha também prevê chuvas abaixo da média histórica nas regiões. O órgão prevê que a quantidade de chuvas nas hidrelétricas de Sudeste e Centro-Oeste fiquem cerca de 40% abaixo da média histórica.

O governo nega risco de um novo racionamento. Entretanto, admite a gravidade da situação, já emitiu alerta de risco hídrico e anunciou medidas para evitar escassez de energia.

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Uma medida provisória (MP) publicada no mês passado permite centralizar a gestão da crise no Ministério de Minas e Energia (MME) e também criar um comitê de crise.

O ONS prevê para agosto elevação de 4,6% no consumo do sistema nacional de energia, na comparação com o mesmo período de 2020. A alta é influenciada pela recuperação da economia mais forte do que a prevista no início do ano em função do avanço da vacinação no país.

Os dados do ONS também refletem a expectativa de que o consumo de energia do setor industrial se mantenha em patamares elevados e de que o de segmento de serviços se normalize nos próximos meses.

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A queda no nível dos reservatórios também provoca o encarecimento das tarifas de energia no país porque, para garantir o suprimento de eletricidade, o governo aciona usinas termelétricas, que são mais caras — além de poluentes.

Deve operar pelo menos até novembro a bandeira vermelha 2 (a mais alta do sistema), que cobra um valor de R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Depois do racionamento de 2001, o Brasil promoveu a diversificação do sistema elétrico, ou seja, investiu em diferentes fontes de geração de energia, como a térmica, a eólica e a solar.

É essa diversificação, especialmente o parque de usinas termelétricas, que dá hoje mais segurança ao sistema e permite que o país atenda à demanda por energia. A interligação do sistema também deu segurança ao processo.

O governo vem tomando uma série de medidas, como privilegiar o uso dos reservatórios para a geração de energia (e reduzir a vazão da água para outros fins).

O Ministério de Minas e Energia também prepara a entrada de mais usinas térmicas no sistema, além de negociar com operadores a inauguração de usinas de geração de energia e também de linhas de transmissão de energia.

Numa tentativa de atuar pelo lado da demanda, o governo negocia com a indústria a redução do consumo no horário de pico (entre 12h e 18h), em troca de desconto nas contas de luz.

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