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Homem expulso de rodízio vai pagar aluguel com patrocínios que passou a receber

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Homem foi expulso do restaurante por
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Homem foi expulso do restaurante por “comer demais”

Depois dos 35 pratos de massa que João Carlos Apolonio, de 29 anos, comeu em um restaurante de São Paulo , muita coisa melhorou em sua vida. Morador do Capão Redondo, na Zona Sul da capital paulista, ele é pai de duas filhas, uma de 4 anos e outra de apenas 11 meses. Com a chegada da pandemia, acabou desempregado e, por consequência, deixou o aluguel atrasar por cinco meses. Nos últimos dias, porém, foi convocado para diversas ações de marketing e vai ganhar dinheiro suficiente para quitar as dívidas e fazer as compras da família, pelo menos por enquanto.

Pintor de ofício, Apolonio logo sentiu o impacto das restrições trazidas pela pandemia da Covid-19. Seu trabalho é por conta própria, sempre em contato com engenheiros e arquitetos de São Paulo. Neste período, no entanto, a entrada nos condomínios da capital estava proibida. Era nesses locais, principalmente, que ele tinha clientes e fazia serviços.

“Não tenho contato com outras pessoas na rua, para fazer os serviços. Fiquei meio que preso, estava desempregado. Comecei a passar necessidade, estou devendo cinco meses de aluguel”, contou Apolonio.

Mas enquanto não conseguia o dinheiro para as contas, não podia ficar parado. Por isso, começou a buscar trabalhos na cidade. Foi em um desses serviços, inclusive, que ele parou, no horário de almoço, em um restaurante na região do Ipiranga. Escolheu um rodízio de massas pelo preço de R$ 19,90, já que a maioria dos estabelecimentos da região cobrava caro pelas refeições, segundo o pintor.

Foi justamente neste dia, na última quinta-feira, que o sucesso começou a tomar conta de sua rotina. Depois de comer 15 pratos de massa, recebeu a proposta do gerente para que deixasse o estabelecimento, sem comer mais e sem pagar a conta. Ao gravar um vídeo bem-humorado sobre o acontecimento, viralizou nas redes sociais. O sucesso foi tamanho que, no dia seguinte, foi convidado pelo mesmo estabelecimento a comer de novo, mas desta vez sem restrições, por conta da casa. Foram mais 35 pratos para dentro.

A essa altura, Apolonio já era um fenômeno como o ‘comilão’ das redes sociais. Dia a dia, ele via seus seguidores aumentando, até que veio um novo convite: ser o garoto propaganda do Desafio das Massas, uma promoção da rede de restaurantes onde sua fama começou. A campanha é simples: os consumidores devem tentar superar os 35 pratos, recorde estabelecido pelo pintor. 

“Estou curtindo demais. Muita gente está tentando, até agora só uma pessoa conseguiu alcançar minha marca”, revelou Apolonio.

Segundo ele, desafios e ações de marketing como essa passaram a fazer parte de sua rotina. Os convites vêm de lojas de tinta, de materiais de construção, de construtoras. Enquanto conversava com o EXTRA, chegava à cidade paulista de Bauru, onde participaria de mais um. Se ele conseguir comer a quantidade determinada pelo restaurante, vai ganhar 500 reais.

“Isso vai me ajudar pra caramba, para fazer uma compra lá para casa. Estou participando de todos que estou aguentando, indo em tudo. Servindo de garoto propaganda”, disse o pintor, confiante com a vitória.

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No início, ele reconhece que foi tomado pelo entusiasmo, e acabava participando das ações sem receber nada. Nos últimos dias, porém, desafios como o das massas têm sido mais uma forma dele organizar sua vida financeira.

“No começo, eu não estava ganhando nada, não. Não estava cobrando, estava indo na empolgação. Mas agora eu tenho um pessoal me assessorando e comecei a ganhar um dinheiro”.

Pelo posts que faz e por sua imagem no Desafio das Massas, por exemplo, Apolonio vai receber cerca de R$ 8 mil. O valor será suficiente para quitar os cinco meses de aluguel atrasado, que totalizam R$ 2,5 mil. Além disso, poderá ter sua família de volta em sua casa.

“Minha esposa e minhas duas filhas estão dormindo na casa da minha sogra, porque não tenho dinheiro para fazer compras. Estão lá para comer e tomar banho”, explica.

O sucesso que o ‘comilão’ fez nas redes acabou também se refletindo em seu perfil no Instagram. Antes da pilha de pratos de massa, eram cerca de 5 mil seguidores. Agora, já são mais de 40 mil.

“Estou com 43 mil seguidores no meu Instagram, antigamente eu tinha 5 mil e pouco. Toda hora o pessoal está me seguindo, manda mensagem. Quando saí de casa, estava com 40,3 mil seguidores, agora já ganhei mais 2,7 mil”, comemorou Apolonio.

O sentimento, segundo ele, é de alegria pelo carinho que tem recebido e por tudo que aconteceu em sua vida, na última semana.

“Estou feliz pelo carinho do público. Quem acompanhava minha vida, sabe que é muito sofrida. Já morei na rua, passei por diversas necessidades, mas nunca me envolvi com coisa errada. Sempre trabalhei e corri atrás. O pessoal está com várias palavras de incentivo e eu estou aí, aproveitando esse momento, que é único”, agradeceu o pintor.

No melhor estilo ‘comilão’, ele também deixou um recado para os que quiserem fazer como ele e vencer desafios de comida nos restaurantes Brasil afora. A receita é simples.

“A dica pro cara comer bastante é chegar no restaurante como eu cheguei, morrendo de fome! E comer o máximo que conseguir!”.

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Rio: mulher agride funcionária de posto de saúde e foge com cartão sem vacinar

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Vacina contra Covid-19
Reprodução: iG Minas Gerais

Vacina contra Covid-19

A cena se passou neste sábado em um posto de vacinação em Marechal Hermes. Após declarar seu nome e CPF à assistente de enfermagem, uma mulher tenta fugir com o cartão, sem ter a dose contra a Covid 19 aplicada. Quando funcionários tentam contê-la, ela atira as chaves contra o rosto da atendente, que não se machucou. A tentativa de agressão foi apenas um de oito casos de roubo de cartões registrados em apenas uma semana pela secretaria municipal de Saúde em unidades da prefeitura.

Desde quarta-feira, dia 15, o ‘’passaporte da vacina’’ passou a ser exigido para uma série de atividades na cidade, emtre as frequentar academias, piscinas, clubes, cinemas, teatros, vilas olímpicas, feiras, convenções e pontos turísticos.

Inicialmente,o comprovante também valia para servidores e fornecedores da prefeitura. Mas a exigência foi suspensa por uma liminar concedida pela desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça, com base em uma representação de constitucionalidade proposta pelo deputado estadual Márcio Gualberto (PSL)

Apesar dos incidentes, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, explicou que nada mudará no esquema de aplicação das doses, porque não existe o risco das pessoas saírem dos postos, sem estarem previamente identificados

“Em todos os casos,os autores foram identificados porque a primeira informação que precisam prestar é informar o nome e o CPF. Registramos todas as occorrências, bem como o roubo dos cartões (por fraude de documento oficial, que prevê até 2 anos e meio de prisão pelo Código Penal)”, disse Soranz.

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Os responsáveis também serão multados em R$ 1 mil com base em uma lei de autoria do vereador Átila Alexandre Nunes (MDB), sancionada semana passada pelo prefeito Eduardo Paes. Caso o infrator seja servidor público, a multa sobre para R$ 1,5 mil.

Segundo o relato da servidora, a mulher tentou coagi-la a não aplicar o imunizante. ‘’Paciente insiste em não tomar a vacina e levar o cartão com ela. O auxiliar de portaria foi acionado para apoio quando a paciente me agride no rosto, com um chaveiro com várias chaves e sai correndo com o cartão, sem administrar a vacina’’, diz um trecho do boletim de ocorrência obtido pelo Globo.

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A paciente, Michele Moreira, foi localizada pela reportagem. E negou que tenha agredido a auxiliar de enfermagem:

“Não aconteceu nada disso. Não roubei cartão algum e nem chave levava. O que ocorre: sou uma pessoa muito ansiosa. Quando vi a agulha fiquei nervosa pedi para esperar um pouco até darem a injeção. Por que isso tudo? Não acho que vacina seja obrigatória mas também ninguém me obrigou a ir. Essa conversa tambem está me deixando ansinosa. Estou nervosa, vou desligar agora”, disse Michele .

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Os demais incidentes ocorreram em bairros como Bangu, Realengo e Cidade de Deus. Somente na Cidade de Deus foram três casos. Como relatou o colunista Ancelmo Gois, um dos casos na Cidade de Deus envolveu im policial que tentou coagir uma profissional de saúde para pegar o comprovante sem ter tomado as duas doses. Ainda, segundo o colunista, no sábado cambistas tentavam vender por R$ 100 certificados da vacina em frente a Jeunesse Arena, na Barra, para garantir acesso ao shoW de Diego Nogueira. Soranz disse que a SMS ainda não conseguiu confirmar a denúncia.

Além dos casos de agressões, um outro fato chama a atenção. Com a instituição do Passaporte da Vacina no Rio, começaram a aparecer vídeos de protesto contra a exigência do documento para ter acesso a vários locais. Em um deles, uma mulher que estava na Clínica da Família Isabela Severo (Campo Grande) portava um cartaz em que afirmava ter sido obrigada pelo prefeito Eduardo Paes a virar cobaia da vacina. A maioria das reações eram de críticas contra a paciente. Entre as quais, uma mulher que afirmava ter sido uma das voluntárias para testar vacinas e que por isso ‘’cobaia tinha sido ela’’. No entanto, também havia algumas mensagens de solidariedade.

“O direito de protestar, conttra ou a favor, é livre. Desde que não haja agressões”, acrescentou Soranz.

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