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“Isso vai passar e a gente vai voltar a viver”, declara 1ª vacinada no DF

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Enfermeira de 31 anos que trabalha na linha de frente contra a Covid-19 é a primeira vacinada no Distrito Federal
Walder Galvão/G1

Enfermeira de 31 anos que trabalha na linha de frente contra a Covid-19 é a primeira vacinada no Distrito Federal

Emocionada por ser a primeira a ser vacinada no Distrito Federal contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2) , a enfermeira Lídia Rodrigues Dantas, de 31 anos, tem esperança que tudo vai voltar ao normal. Ela trabalha na emergência do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) há três anos e, desde o início da pandemia, está longe da família.

“Estou muito emocionada de ser a primeira a ser vacinada”, disse Lídia, completando: “Eu estou feliz, com a esperança no coração que logo, logo, isso vai passar e a gente vai voltar a viver normalmente. Não doeu nada ( a vacina). A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou e tenho certeza que é segura”, afirmou a enfermeira depois de receber a primeira dose.

Lídia conta que os últimos dez meses foram de crescimento profissional e pessoal. Também está confiante que a vacinação vai mudar o panorama da pandemia no Brasil. O Hran onde trabalha é um hospital de referência para o tratamento de Covid-19.

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“Foi muito intenso, Nós trabalhamos o tempo inteiro, todo mundo fazendo de tudo e vivenciado uma realidade que nós não tínhamos noção. Foi muito pesado perder colegas e estar longe da família. Acredito que agora a gente vai sair dessa mais forte”.

A enfermeira teve que sair de casa para garantir a segurança de seus familiares. No início da pandemia passou um período no hotel oferecido pelo governo do DF , mas depois quando acabou o programa resolveu mudar e morar sozinha. Lídia não tem irmãos, mas a mãe está com 60 anos e mora com sua avó.

“Meus planos agora é continuar trabalhando, ainda não acabou. Então a gente tem que continuar na luta”, afirmou.

No lançamento da vacinação seis profissionais do hospital receberam a primeira dose da CoronaVac. O público-alvo desta primeira etapa no DF é estimado em cerca de 51 mil pessoas.

Serão vacinados profissionais de saúde em contato com pacientes infectados ou com suspeita da Covid-19; trabalhadores das áreas de vigilância, limpeza e administrativo que trabalham em pronto-socorro ou setor de atendimento a infectados; equipes da atenção primária à saúde; servidores no Samu e Corpo de Bombeiros em atendimento pré-hospitalar.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, disse no laçamento que a primeira fase da vacinação deve ser concluída em cinco dias. Ele destacou que é “um momento histórico” e de agradecimento os profissionais de saúde.

“Nós conseguimos superar o ano de 2020 sem que nenhum paciente deixasse de ser atendido, graças ao profissionais de saúde”, afirmou Ibaneis.

Além de Lídia também foram vacinados no lançamento da campanha: Karina de Jesus Silva, técnica de enfermagem, 38 anos; Ana Paula Barbosa Pereira, fisioterapeuta, 49 anos; Juliana Bento da Cunha, médica, 32 anos; Narcisa Trajano de Araujo, auxiliar de limpeza, 61 anos e Pedro Teodoro, vigilante, 58 anos.

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‘Boteiros’: os ladrões que roubam cargas de drogas de traficantes no RJ

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Apreendido e mais três homens foram acusados de sequestro e homicídio
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Apreendido e mais três homens foram acusados de sequestro e homicídio

O encontro foi marcado às 20h, num prédio de frente para a Praia de Copacabana, bairro do Rio de Janeiro . Os três homens aguardavam os visitantes na entrada — na mochila de um deles, com sotaque de fora da cidade, havia um quilo de skunk, uma derivação da maconha.

Os dois compradores chegaram no horário combinado, numa caminhonete blindada. Na entrada do prédio, quando os visitantes foram convidados a entrar, um deles, de boné e máscara, sacou uma pistola e gritou: “Polícia!”. Dois dos vendedores correram para ruas próximas. O terceiro, com a mochila, se rendeu, entregou a droga e foi liberado em seguida.

Tratava-se da ação dos “boteiros” — numa referência à palavra “bote” —, como são conhecidos os integrantes de quadrilhas especializadas em roubar cargas de entorpecentes de alto padrão na Zona Sul do Rio. A ação aconteceu na última semana de setembro de 2020.

Ação foi reconstituída com base em depoimentos dados à polícia tanto pelos donos do carregamento quanto pelos ladrões, dentro da investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) sobre outro crime: o assassinato do estudante de Farmácia da UFRJ Marcos Winícius Tomé Coelho de Lima, de 20 anos — morto em 8 de outubro do ano passado.

Vítima por engano

Segundo o inquérito, Marcos Winícius foi sequestrado e executado com quatro tiros porque era amigo dos “boteiros” e estava presente quando a venda da droga foi acertada, num encontro na Urca horas antes do roubo. Após o “bote”, os ladrões foram dividir o butim de R$ 40 mil num hotel de São Conrado.

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Na semana seguinte, fugiram para São Paulo — onde realizaram outros roubos, conforme dito em mensagens a amigos. Marcos Winícius ficou no Rio. Seu corpo foi encontrado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no dia 9. Os assassinos pensavam que ele integrava o bando.

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O crime foi desvendado graças ao depoimento de um dos “boteiros”, um morador da Urca de 20 anos, amigo do estudante. Ele chegou a ser preso durante as investigações como suspeito do homicídio, mas foi solto ao revelar à polícia como se deu o “ bote ” e como agia a quadrilha, além de apontar as vítimas do roubo como responsáveis pelo homicídio. Segundo seu depoimento, a quadrilha também pratica golpes convencendo traficantes a entregar os entorpecentes mediante promessa de pagamento — que nunca é cumprida.

O grupo também criou uma estratégia para roubar dinheiro de traficantes que desejam comprar droga. Os integrantes anunciam o entorpecente pela internet e, no encontro com o comprador, entregam uma bolsa pesada, mas sem o produto. Antes que a carga seja examinada, uma falsa ação policial é encenada para que o pagamento seja levado. O grupo só negocia drogas de alto padrão, como skunk, haxixe e uma variedade de maconha de qualidade superior apelidada de “Colômbia”.

O “boteiro” também explicou à polícia que o grupo tem membros que atuam “na inteligência”, com a função de encontrar novos traficantes sobre os quais aplicam os “botes”. Segundo ele, na maior parte das vezes, policiais militares que integram o grupo são os responsáveis por dar os “botes” — por vezes, até fardados.

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Participação de PMs

A participação de PMs é relatada em outros depoimentos. Uma testemunha, que não faz parte da quadrilha, mas conhece integrantes, afirmou que os traficantes do bando só informam “para policiais que haverá uma compra de entorpecentes em determinado dia” para que os agentes possam dar o “bote” na carga.

Mais de uma testemunha ouvida na DHBF afirmou que PMs integraram o “bote” que culminou no homicídio do estudante. Mas não são policiais os homens que um dos traficantes que tiveram a carga roubada reconheceu como os responsáveis pela abordagem. Em depoimento, a vítima do “bote” disse que a dupla que o abordou mencionou ter uma “equipe” na retaguarda, pronta para agir caso necessário.

Quatro homens acusados pelo homicídio de Marcos Winícius tiveram suas prisões decretadas pela Justiça: Denner Dias Barcia Alves, Jaul Carvalho Carneiro de Mendonça, José Ricardo dos Santos Pontes Junior, o Russão da Ilha, e Igor Moreira Dantas. Segundo o inquérito, Denner e Russão são dois dos que levaram o “bote” e mataram Marcos Winícius em represália. Com o inquérito sobre o homicídio finalizado, a DHBF abriu outra investigação que agora tem os “ boteiros ” como alvo.

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