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Menina retirada da mãe por iniciação no candomblé tem guarda devolvida

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mulher de máscara
TV TEM / Reprodução

Caso apontado como intolerância religiosa foi registrado em Araçatuba

Uma decisão emitida pela Justiça de São Paulo na noite desta sexta-feira (14) devolveu à manicure Kate Ana Belintani a guarda da filha dela, que tinha sido  retirada após denúncia de supostos maus tratos em um centro de candomblé da cidade de Araçatuba, no interior do estado.

A filha de Kate, que não teve identidade revelada e tem 12 anos, ficou sob tutela da avó materna após denúncia anônima. A avó da garota é evangélica e teria feito uma denúncia ao Conselho Tutelar da cidade, alegando que a menina estava sofrendo maus tratos e abusos sexuais.

Após algumas denúncias, os conselheiros foram acompanhados de policiais ao terreiro Ilê Axé Egbá Araketu Odê Igbô, onde a adolescente estava com a mãe, que tentou explicar que elas não poderiam deixar o terreiro enquanto estivessem passando pelo ritual. Mesmo assim, elas foram levadas ao Instituto Médico Legal (IML), que não identificou hematomas ou lesões corporais.

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Além do depoimento da adolescente, que afirmava participar do ritual por vontade própria, o juiz que emitiu o parecer favorável à mãe levou em consideração o exame de corpo de delito e a manifestação do Ministério Público contra a retirada da guarda da mãe.

A denúncia de intolerância religiosa, feita à revista Época no começo de agosto, ocorreu poucos dias após a retirada da garota da guarda da mãe. Na ocasião, ela estava dentro do terreiro há uma semana, tinha o cabelo raspado como parte de um ritual de 21 dias e nenhuma marca de agressão do corpo.

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Incêndios no Pantanal já afetam quase metade das terras indígenas da região

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incêndio pantanal
Mayke Toscano/Secom-MT

Incêndios no Pantanal já tomam conta de quase metade das terras indígenas

Os incêndios no Pantanal, que já têm repercussões práticas em outros locais do Brasil, como a ‘chuva preta’ no Rio Grande do Sul , que poderá se repetir também em São Paulo neste fim de semana , tomam conta das terras indígenas – apenas neste mês de setembro, já foram 164 focos de incêndio -, afetando quase metade das terras indígenas do Pantanal, segundo levantamento da Agência Pública a com base em dados de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A apuração analisou todos os focos de incêndio registrados no Pantanal neste ano e mostra que o número passou a subir no fim de julho de julho e teve salto ainda maior em agosto e setembro. Nesses dois meses, estão concentrados 72% dos focos de incêndio no Pantanal .

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Segundo o Inpe, em alguns casos os focos de incêndio começaram em propriedades privadas, se multiplacaram e só então invadiram as terras indígenas . Áreas de reserva legal e de mata nativa de donos de terra, que devem ser preservadas e são protegidas por lei, também tiveram registros de início dos focos.

Os relatos dão conta que as queimadas estão destruindo roças, queimando casas e tomando contas das terras indígenas da região. A Agência Pública encontrou focos de incêndio em cinco terras indígenas regularizadas nos municípios do Pantanal. Ao todo, são apenas 11 na região, então quase metade já sofre com a dura realidade dos incêndios no segundo semestre de 2020. A maior área indígena da região, localizada no Mato Grosso do Sul , é também a que teve mais focos até então, segundo os dados do Inpe. Na TI Kadiwéu, dos Terena e Kadiwéu, a maior TI da região, foram 176 focos de incêndio desde maio, sendo a maior parte concentrada no mês de agosto, o mais atingido até este sábado.

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Nesta semana, em viagem ao Mato Grosso, o presidente Jair Bolsonaro chegou a sentir na pele os efeitos das queimadas no Pantanal. O  voo que levava o presidente arremeteu no aeroporto de Sinop (MT), justamente por conta da fumaça provocada pelos incêndios. Bolsonaro, no entanto, minimizou a situação, dizendo que “Quem nos critica não tem queimada  porque já queimaram tudo”, criticando sobretudo países europeus, que denunciam o desmonte ambiental no Brasil.

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