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Motoboy humilhado em SP agradece vaquinha de quase R$ 150 mil

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Reprodução/redes sociais

Matheus foi humilhado após atraso na entrega de um cliente

O motoboy Matheus Pires Barbosa, de apenas 19 anos,  que foi humilhado por um cliente em um condomínio fechado em Valinhos, no interior de São Paulo, agradeceu as mensagens de apoio e o valor que foi arrecadado por uma vaquinha online. O valor ultrapassou os R$ 140 mil.

Em seu instagram, Matheus agradeçeu as todas as mensagens de apoio que recebeu. “Quero agradecer a todos que estão mandando mensagens para mim. Também quero agradecer ao Matheus Ceará que me presenteou com uma moto e ao pessoal do “Razões para acreditar”, que organizou a vaquinha. Isso mudou completamente a minha vida e as coisas que estou fazendo”, disse ele nos stories.

Após o vídeo circular nas redes sociais, o jovem recebeu uma nova moto e também agradeçeu. “Essa ajuda vai me ajudar bastante. Minha moto estava ferrada no mecânico. E, como eu estou recebendo ajuda de todos os lugares, vou doar a minha para outra pessoa”, disse Matheus.

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“Tudo isso já mudou a minha vida. Mas a gente fica achando que as coisas acontecem longe da gente, mas o racismo e o preconceito está perto da gente. No meu caso se não tivesse ninguém gravando, talvez seria mais um caso que ninguém saberia de nada”, completou o jovem motoqueiro.

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Três minutos: mercado controla ida de funcionário ao banheiro e é condenado

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Nathália Rosa/Unsplash

Mercado deverá pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais

Uma rede de supermercados no Rio Grande do Sul foi condenada por limitar a três minutos o tempo de um funcionário ir ao banheiro . O mercado terá que indenizar o empregado no valor de R$ 10 mil, por danos morais.

De acordo com os autos, cada vez que o operador de atendimento – que trabalhava respondendo dúvidas e fornecendo informações a clientes por telefone – precisava usar o banheiro, era computada uma pausa no sistema de controle de horas e o nome do funcionário aparecia no telão. Ainda, caso o intervalo fosse maior do que o tempo limitado, a supervisora fazia cobranças quanto à “demora”.

As informações foram divulgadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região.

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A desembargadora Brígida Joaquina, relatora do caso, destacou que o assédio moral nem sempre está relacionado ao trabalho em si. Segundo a magistrada, em muitas situações de assédio, as cobranças excessivas vão além de questões relativas a metas de produtividade, atingindo os limites do respeito esperado no ambiente de trabalho. 

“Além de a limitação de uso do banheiro violar a dignidade da pessoa humana, é certo que as regras instituídas pela demandada ultrapassaram os limites razoáveis do poder diretivo do empregador”, completou a desembargadora.

De acordo com a corte, o monitoramento do número de pausas e do tempo de cada uma foi comprovado por depoimentos de testemunhas. Os relatos apontavam excesso de controle e constrangimentos em frente aos demais funcionários, para que o trabalho fosse exercido de forma contínua.

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