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Mulher cola bilhetes racistas na porta de seu apartamento: “Imundos”

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Um dos bilhetes racistas escritos por nutricionista de 56 anos na porta de seu apartamento
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Um dos bilhetes racistas escritos por nutricionista de 56 anos na porta de seu apartamento

Uma mulher foi denunciada por  racismo após escrever ofensas a moradores do condomínio que vive, em Santos, no litoral de São Paulo. A mulher, de 56 anos, colou papeis na porta de sua casa se referindo a negros como pessoas de “espírito imundo”, “imundos” e “escória da sociedade”. As informações são do G1.

Ela chegou a ser presa na madruga da última quarta-feira (5) após moradores registrarem boletim de ocorrência por injúria racial, dano e ameaça contra a suspeita, Entretanto, foi liberada após o pagamento da fiança.

Segundo disse o zelador do prédio, Arilton de Souza, ao G1, as ofensas racistas da moradora não são novidade. O próprio zelador já registrou B.O. contra ela em dezembro do ano passado, também por injúria racial.

“Já faz um tempo que sempre que ela me vê pelo condomínio fazendo meu serviço já muda a cara. Questiona o que estou fazendo e me chama de ‘negro’, ‘marginal’, ‘preto encardido'”, disse.

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Eu tenho até um boletim de ocorrência de um dia que estava saindo do trabalho, quando ela saiu de um táxi, me abordou e me agrediu. Nesse dia ela me ofendeu com diferentes xingamentos. Diversas vezes tentava me tratar como se eu fosse um escravo”, continua Arilton.

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Segundo relata o zelador, em março deste ano, quando tirava o lixo do condomínio, foi ofendido mais uma vez com palavras de cunho racista. “Nesse dia, após me ofender, ela subiu até o apartamento dela e pegou uma garrafa e voltou para ver onde eu estava. Como a moça da portaria disse que não sabia onde eu estava, ela [nutricionista] a xingou e jogou a garrafa no vidro de onde fica a portaria. Foi registrado outro boletim contra ela na ocasião, por injúria e lesão corporal”, diz.

“É humilhante. A gente está no ambiente de trabalho, fazendo nosso serviço honesto e passa por essas situações. Mas tentei ter a postura certa e registrei boletim de ocorrência, porque não podemos aceitar esse tipo de crime calados. Mas, mesmo denunciando, ela segue solta. Então isso faz com que nós [negros] nos sintamos oprimidos e impotentes.”

Um novo boletim de ocorrência foi feito contra a moradora neste sábado (8). O crime segue sendo investigado pelo 7º DP de Santos.

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Testemunha disse à polícia ter visto Ronnie Lessa matar rival do ex-vereador

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Ronnie Lessa
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Ronnie Lessa


Uma testemunha ouvida pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) afirmou ter visto o policial reformado Ronnie Lessa atirando no ex-policial André Henrique da Silva Souza, o André Zóio. Segundo essa testemunha, cujo nome está sendo mantido em sigilo pela polícia por razões de segurança, o carro das vítimas chegou a dar marcha-ré, mas um Fiat Doblô branco, usado pelos autores do crime, interrompeu a passagem do veículo de Zóio.

Nesse momento, diz a testemunha, ela viu Lessa “caminhando com uma arma de fogo na mão”, um fuzil, e disparando contra os ocupantes. A testemunha já conhecia o sargento reformado da PM, que seria temido na Gardênia Azul. Nesta sexta-feira, o ex-vereador Cristiano Girão foi preso em São Paulo numa operação da DHC. Lessa, detido pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, também foi alvo da ação.

Segundo as investigações da polícia, Girão teria contratado Lessa para executar Zóio e sua companheira, Juliana Sales de Oliveira, de 27 anos, em 14 de junho de 2014, devido a uma disputa pelo controle da Gardênia.

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O vínculo é considerado pela polícia e pelo Ministério Público do Rio de Janeiiro como um passo decisivo na elucidação do Caso Marielle. O ex-vereador foi denunciado pelo MP no último dia 9. Outros mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos por agentes da DHC no Rio e em São Paulo. Pouco depois das 10h, Girão foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito. O ex-vereador deve ser transferido ainda nesta sexta-feira para o Rio de Janeiro.

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Girão foi preso numa rua da capital paulista, após um trabalho de monitoramento e vigilância. As investigações mostraram que, nos últimos dias, ele não estava dormindo em casa, mas sim em uma loja, de onde saía diariamente antes das 6h, o horário regular para início de operações policiais. O ex-vereador foi surpreendido quando dirigia seu carro, após ter saído, ainda na madrugada, da loja. Segundo as investigações, ele passou a adotar tal rotina depois da veiculação de notícia que apontava que havia um pedido de prisão contra ele.

“Causa estranheza uma prisão ser decretada por fato ocorrido há 7 anos, mas preciso ter acesso aos autos para me manifestar sobre o mérito da acusação”, afirmou Zoser Hardman, advogado do ex-vereador, completando que vai pedir habeas corpus./

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