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Onyx Lorenzoni acusa estados e municípios de “mau uso da verba federal”

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Reprodução: iG Minas Gerais

Onyx Lorenzoni acusa estados e municípios de “mau uso da verba federal”

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), concedeu uma entrevista ao canal CNN nesta manhã e acusou os estados e municípios de utilizarem os recursos oriundos do  governo Bolsonaro de maneira indevida para o combate ao novo coronavírus.

“Dinheiro não faltou. Tanto é que você tem operações da Polícia Federal em 5 estados por mau uso da verba mandado pelo governo federal. Quem é que executou isso? Ou foram governadores e seus auxiliares ou prefeitos e seus auxiliares”, disse o ministro.

Mesmo com o recorde de mortes diárias e ultrapassando a barreira dos 360 mil mortos pela covid-19, Onyx aproveitou para pedir a reabertura dos comércios. Segundo o político, se você abre os comércios por mais tempo, as pessoas se aglomeram menos sem a necessidade do ” sacrifício da atividade econômica”.


O ministro também rechaçou as avaliações de que o governo está com medo da CPI da Covid. “Primeiro, o governo não tem nenhum temor. Segundo, quem idealizou a CPI, achava que o governo teria alguma coisa para esconder . Governo sabe o que fez e fez com competência . Brasil foi o país que conduziu de maneira mais equilibrada o processo [de enfrentamento].”

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Fachin: ‘Diluir o processo eleitoral está criando um novo tipo de desertor’

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Ministro do STF Edson Fachin
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Ministro do STF Edson Fachin

BRASÍLIA — O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou preocupação com movimentos que buscam deslegitimar o processo eleitoral brasileiro. As declarações do ministro foram feitas em um evento organizado pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe), na noite desta quinta-feira.

— Eleições periódicas não constituem por si só o remédio para a bula democrática, mas são imprescindíveis. E, portanto, diluir o processo eleitoral, diluir o sistema eleitoral está criando um novo tipo de desertor no Brasil, que são os desertores da democracia —, disse Fachin, ao se referir a”recursos discursivos e práticas autoritárias no Brasil do presente”, mas sem citar nomes.

Para o ministro, esse tipo de desertor se acha “acima da Constituição” e “contra Constituição e atuam fora da Constituição. Essa deserção precisa ser apontada e deve merecer a reação de todas as instituições, quer seja dentro do Estado quer estejam na sociedade civil”.

— Eu estou entre aqueles que manifestam uma grande preocupação por aquilo que se avizinha no horizonte. Não é hora de silenciar. Calar agora é cumplicidade. E como magistrado não vou cruzar os braços diante da violência contra a Constituição —, destacou Fachin, que presidirá o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir de fevereiro de 2022.

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Nesta quinta-feira, em sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que, sem a adoção do voto impresso nas eleições do ano que vem, o Brasil poderá ter “um problema seríssimo”, uma “convulsão”.

Bolsonaro, que defende o “voto auditável impresso”, também disse mais uma vez, sem provas, que houve fraude nas eleições de 2014, vencida por Dilma Rousseff (PT) sobre Aécio Neves (PSDB), e de 2018, quando o próprio Bolsonaro derrotou Fernando Haddad (PT) no segundo turno.

— Mais que desconfio, eu tenho convicção [de] que realmente tem fraude. As informações que nós tivemos aqui é que, em 2014, o Aécio ganhou as eleições, em 2018, eu ganhei em primeiro turno —, declarou.

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