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Operação Apocalipse: PF investiga fraudes em licitação no oeste do Paraná

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Agência Brasil

Operação Apocalipse investiga fraudes em licitações.
Bruna Kobus/RPC Foz do Iguaçu

Operação Apocalipse investiga fraudes em licitações.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (7), a Operação Apocalipse . O alvo é uma uma organização criminosa que atuava em São Miguel do Iguaçu, no oeste do Paraná .

As investigações revelaram indícios de que a organização criminosa infiltrada na prefeitura era especializada em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, falsidade e uso de documentos e lavagem de dinheiro.

As irregularidades ocorriam em secretarias relacionadas à saúde pública, limpeza urbana, esporte e cultura.

Um dos alvos é o prefeito de São Miguel do Iguaçu, Cláudio Dutra, que foi preso preventivamente no dia 23 de setembro em decorrência de outra investigação sobre fraudes em licitações.

Segundo a apuração, as empresas selecionadas, algumas delas apenas de fachada, estavam relacionadas, direta ou indiretamente, a um empresário municipal.

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Na ação estão sendo cumpridos 51 mandados de busca e apreensão e 44 ordens de afastamento de sigilo bancário e fiscal, além de dois mandados de prisão preventiva e quatro de prisão temporária.

Há também 30 ordens específicas que fizeram o bloqueio de contas bancárias e de patrimônio estimados em R$ 20 milhões.

“Com os contratos em vigor, foram realizadas inúmeras manobras ardilosas que possibilitaram o desvio de recursos públicos e enriquecimento ilícito daqueles que foram identificados como os supostos líderes da organização criminosa. Essas práticas possibilitaram uma exponencial evolução patrimonial de alguns investigados, cujos bens estavam ocultados em nome de interpostas pessoas, mas foram revelados pelas medidas investigativas adotadas no bojo da presente investigação”, diz nota da PF.

Entre 2013 e 2020, em 25 licitações , foram movimentados mais de R$ 60 milhões de verbas públicas por meio de 25 contratos celebrados com as empresas do grupo.

Há elementos que indicam que até licitações relacionados ao combate da pandemia causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) foram manipuladas pela organização criminosa .

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A operação, batizada de “Apocalipse”, tem seu nome relacionado ao padroeiro da cidade onde os fatos foram praticados, Arcanjo Miguel, o qual é reportado no livro de Apocalipse como um guerreiro na luta contra o mal.

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PF aponta que Chico Rodrigues era ‘gestor paralelo’ na Saúde em Roraima

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Senador Chico Rodrigues (DEM-RR)
Edilson Rodrigues/Agência Senado

PF aponta que Chico Rodrigues era ‘gestor paralelo’ na Saúde em Roraima

Um relatório da Polícia Federal mostrou que o senador Chico Rodrigues, que foi flagrado com dinheiro na cueca pelos agentes, usou da proximidade que tem com o governador de Roraima, Antonio Denarium, para beneficiar empresas investigadas pela PF.

Segundo a PF, o senador atuava como um “gestor paralelo” da Secretaria Estadual de Saúde de Roraima. O documento mostra que Chico agiu para evitar a demissão do então Secretário Adjunto de Saúde de Roraima, Francisco Monteiro Neto.

Além disso, Chico Rodrigues estaria tentando articular com a gestão do estado para que o governador não abrisse uma nova licitação. Ao invés disso, ele deveria estender os contratos com empresas de Gilce Pinto, uma empresária também investigada pela PF e que estaria sendo beneficiada com a ajuda da máquina pública.

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O relatório da PF aponta que em diversas ocasiões, o senador cobrava de Francisvaldo de Melo Paixão, um ex-servidor da Sesau, pagamentos para Gilce.

Histórico 

Chico Rodrigues foi preso tentando ocultar dinheiro na cueca no último dia 14. A quantia girava em torno de R$ 33 mil em dinheiro. A defesa do senador afirma que o dinheiro tem origem lícita e diz que ele não cometeu irregularidades. 

Após a polêmica e o envolvimento em atividades suspeitas que estão sendo investigadas, o senador pediu licença do cargo no Senado por 121 dias.

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