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Operação no Rio: perícia vai rastrear a origem das armas apreendidas

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Armas apreendidas na operação terão origem rastreada
Reprodução/Twitter Cláudio Castro

Armas apreendidas na operação terão origem rastreada

Vinte e dois fuzis e cinco pistolas usados na troca de tiros entre policiais e traficantes, que resultou em pelo menos 24 mortes, nesta terça-feira (24), na Vila Cruzeiro, na Penha, na Zona Norte do Rio, foram apreendidos por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital. 

A especializada investiga as circunstâncias do confronto e como cada pessoa foi atingida pelos disparos. A 25ª vítima do tiroteio é a cabeleireira Gabrielle Ferreira da Cunha, de 43 anos, que foi morta por uma bala perdida a 300 metros de distância da entrada da Favela da Chatuba. 

A comunidade não era alvo de nenhuma operação policial, mas faz parte do Complexo da Penha e fica bem próxima da Vila Cruzeiro.

Todas as armas passarão por uma perícia que deverá descrever a eficácia e capacidade de funcionamento de cada uma delas. O exame também deve fornecer dados para ajudar a rastrear a origem do armamento que estava nas mãos dos bandidos — saber se o tráfico estava usando armas contrabandeadas ou supostamente desviadas de alguma força de segurança.

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Do total apreendido, dez fuzis estavam nas mãos de traficantes envolvidos no confronto, além de cinco pistolas. Já nove fuzis foram apresentados pelos PMs do Batalhão de Operações Especiais e outros três por policiais rodoviários federais. 

Todos os agentes teriam participado de confrontos na Vila Cruzeiro. Também foram apreendidos vários carregadores, 210 balas de fuzil e 133 de pistola. 

O material faz parte do arsenal usado pela facção criminosa que controla o tráfico de drogas na comunidade, alvo da operação deflagrada pela Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal, nesta terça-feira, na Penha.

Além das armas, os polícias apreenderam pelo menos 1.600 embalagens de pó branco, 1700 de crack, 1600 de maconha, dois tabletes de crack e 160 saquinhos contendo a mesma droga. 

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) aguarda ainda o resultado dos exames periciais feitos pelos peritos do Instituto Médico-Legal (IML) nos corpos dos 25 mortos. 

O resultado vai descrever dados como a quantidade de tiros que cada uma das vítimas levou e possivelmente a trajetória dos disparos. 

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No caso da cabeleireira Gabrielle Ferreira da Cunha, a Polícia Civil também aguarda para saber se os legistas encontraram ou não, no corpo da vítima, o projétil responsável pela morte de Gabrielle.

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PGR diz que sugestões da Defesa sobre urnas eletrônicas são legítimas

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Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira
Billy Boss/Câmara dos Deputados

Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira

A Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou uma manifestação nesta quarta-feira para o Supremo Tribunal Federal (STF) em que classifica como legítima a atuação do  Ministério da Defesa ao encaminhar sugestões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral.

O parecer foi dado em uma ação em que um advogado pede investigação e acusa o general Marco Antônio Freire Gomes, o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior e o almirante Almir Garnier Santos de supostos crimes de terrorismo e de tentativa de “abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”.

Segundo o autor do pedido, as Forças armadas lançariam mão de “ameaças veladas e às vezes abertas” às eleições. O caso está com a ministra Rosa Weber, que solicitou a manifestação da PGR.

No parecer assinado pela vice-procuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, o pedido de investigação não deve ser acolhido, e representa um “possível inconformismo particular à atuação, em princípio, legítima do Ministério da Defesa”.

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“Com a devida venia, qual terrorista ou transgressor da ordem democrática identificar-se-ia ao presidente do TSE em documento oficial com sugestões para o alegado aprimoramento e a ampliação da transparência do sistema de votação?”, diz Araújo.

“Para mais, não se vislumbra indícios de materialidade e de autoria no fato de, por meio de expediente teoricamente subscrito por Ministro da Defesa, as Forças Armadas não se sentirem “devidamente prestigiadas” ou no fato de Paulo Sergio Nogueira afirmar que “secreto é o exercício do voto, não a sua apuração”.

Segundo a PGR, “o Ministro da Defesa não tenta nem ameaça abolir a urna eletrônica ou o método empregado nas últimas eleições, mas sim propõe diretamente ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral medidas aditivas sob o pretexto da melhoria da apuração”.

As Forças Armadas foram convidadas em 2021 pelo ex-presidente da Corte Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, a integrar o Comitê de Transparência das Eleições (CTE). 


Isso ocorreu diante da insistência do presidente da República Jair Bolsonaro questionar, sem provas, a confiabilidade das urnas eletrônicas, usadas há mais de 20 anos nas eleições do país sem qualquer caso de fraude comprovado.

Desde o início do ano, o ministro da Defesa e o presidente da Corte Eleitoral, ministro Edson Fachin, têm trocado uma série ofícios. O general Paulo Sérgio Nogueira Oliveira tem cobrado que o TSE acate as sugestões feitas por militares. 

Em um documento enviado no dia 10 de junho, o ministro disse que as Forças Armadas, convidadas a participar da comissão, não se sentiam prestigiadas e cobrou medidas para eliminar divergências.

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Fonte: IG Nacional

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