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Transplantes de órgãos caem 61% por causa da pandemia

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Rio de Janeiro tem 85% de ocupação nos leitos de UTI.
Rogerio Santana/Governo do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro tem 85% de ocupação nos leitos de UTI.

Os transplantes de órgãos e tecidos tiveram queda de 61% entre abril e junho deste ano. Com a baixa, devido à pandemia do novo coronavírus (Sars-coV-2), cresceram 44,5% as mortes de pacientes cadastrados na fila de espera.

Quando comparados – o primeiro semestre de 2020 e o de 2019 – a diminuição nos transplantes foi de 32%, e o aumento de mortes foi de 34%. Se o país seguir nesse ritmo, segundo Associação Brasileira de Transplantes (ABTO), o ano pode trazer queda de 20,5% nos procedimentos.

O número de doadores efetivos também teve baixa relevante. Atualmente, o indicador é de 15,8 doadores por milhão de população (PMP). O número é 6,5% menor que a marca de junho de 2019 (16,9 doações PMP).

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A taxa idealizada pela ABTO para o ano é de 20 doadores PMP e esteve perto de ser alcançada no primeiro trimestre, quando o país teve 18,4 doadores PMP. Todavia, com as excepcionalidades trazidas pela Covid a realidade mudou.

Com a pandemia , houve descarte de órgãos infectados, aumento da negação familiar para que os entes fossem sepultados rapidamente, contraindicação para a realização do procedimento nos casos em que o receptor pudesse esperar com tratamentos paliativos e até falta de logística aérea para que órgãos viajassem para outras cidades.

Outro efeito da pandemia foi a diminuição do ritmo de ingresso de pacientes em fila de espera. No primeiro semestre, o número de novos cadastros foi 28,4% menor que o do mesmo período de 2019.

Na tentativa de manter a realização dos transplantes com a maior segurança possível, o Ministério da Saúde emitiu em março uma nota técnica indicando os critérios para a triagem clínica de coronavírus nos candidatos à doação. A realização do exame RT-PCR passou a ser obrigatória, junto a outras testagens. Ou seja, a retirada dos órgãos agora só acontece com o diagnóstico negativo de Covid-19 .

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Para ministro da Educação, homossexualidade ocorre em “famílias desajustadas”

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dois homens de terno e gravata
Reprodução/Facebook/Mauro Ribeiro

Ministro da Educação Milton Ribeiro ao lado de Jair Bolsonaro

Dois meses a pós assumir o Ministério da Educação, o pastor Milton Ribeiro falou em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo nesta quinta-feira (24) sobre temas envolvendo a pasta. Além de considerar Paulo Freire um “marxista”, Ribeiro afirmou que a homossexualidade é uma “opção” e que a educação sexual é utilizada por alguns professores para “incentivar discussões de gênero”, o que, segundo o religioso, “não é nomal”.

“É importante falar sobre como prevenir uma gravidez, mas não incentivar discussões de gênero. Quando o menino tiver 17, 18 anos, ele vai ter condição de optar. E não é normal. A biologia diz que não é normal a questão de gênero”, disse Ribeiro ao falar que respeita, mas não concorda com o que ele chamou de “opção”.

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“Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe”, continuou o representante da Educação após garantir que a homossexualidade é uma questão de “valores e princípios”.

O ministro falou sobre educação sexual ao citar a educação básica. Ele disse que o Enem serve para balizar alguns dos assuntos requeridos pelo ministério quando os estudantes chegam ao ensino médio. “porque senão começa a falar lá de ideologia, sabe tudo sobre sexo, como colocar uma camisinha, tirar uma camisinha”, comentou, classificando os assuntos como “laterais” e garantindo que “crianças têm que aprender outras coisas”.

Questionado sobre a opinião dele em relação ao educador Paulo Freire, Ribeiro afirmou que leu o livro Pedagogia do Oprimido e que o educador “transplanta valores do marxismo” para dentro do ensino e da pedagogia. O ministro desafiou, ainda, que acadêmicos o expliquem sobre “onde ele quer chegar com as metáforas” na publicação.

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Ribeiro garantiu que tem como uma das metas dentro da pasta valorizar a profissão do professor e tirar do protagonismo “somente o aluno, a infraestrutura, a comida, o assistencialismo”.

Ao falar sobre a crise educacional causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, o ministro disse não acreditar que as problemáticas envolvendo falta de internet e equipamentos para os mais pobres assistirem às aulas é da alçada do ministério.

“A sociedade brasileira é desigual e não é agora que a gente, por meio do MEC, vai conseguir deixar todos iguais”, respondeu o ministro, garantindo que a diminuição dessas desigualdades só cabe ao MEC “em termos” e que ela é de responsabilidade dos estados e municípios.

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