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Tudo no sigilo: festas clandestinas são divulgadas nas redes e ignoram segurança

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Festas clandestinas estão acontecendo durante a pandemia. Imagem ilustrativa


Desrespeito às orientações de prevenção à Covid-19, às restrições sanitárias e aos protocolos de segurança : todos essas atitudes podem ser vistas em festas clandestinas , organizadas em imóveis e em casas noturnas de São Paulo. As dicas ao público interessado em participar incluem o uso de máscara até a entrada – e sua retirada uma vez que se esteja dentro do local, e nenhuma preocupação com o distanciamento social e o uso de álcool em gel.

Os convites são feitos diretamente por mensagens em aplicativos . Uma prática comum entre os organizadores é criar um grupo “central” para a divulgação dos eventos. Em um deles, chamado ” Tudo no Sigilo “, membros enviam artes e links com informações de festas previstas para acontecer durante os próximos dias. 

Uma dessas reuniões clandestinas está sendo anunciada nesta semana como “Despedida – Festa Fechada”, programada para este sábado (29). O endereço é divulgado apenas momentos antes do início , marcado para 22h, mas informações como preço e atrações estão acessíveis.

De acordo com os organizadores, a festa começa em um local do bairro Tatuapé  e termina às 6h. Na manhã do dia 30, domingo, todos estão convidados a seguirem para Itaquera – local ainda não divulgado – para uma “after” (um tipo de pós-festa) que deve seguir até 15h, se não houver denúncia (este trecho está claro na descrição do evento). No cartaz, as atrações incluem DJS de música eletrônica, piscina aquecida liberada, sala de jogos, espaço para uso de narguilé, entre outros. O valor? Homens e mulheres pagam apenas R$ 20 de entrada. 

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Reprodução

Flyer de “after” clandestina, marcada para acontecer no domingo (30)


Uma lista de quase 250 participantes troca áudios e mensagens refletindo ansiedade e animação até a hora da festa. “Já, já eu ponho a capa do Batman, entra a bruxa no corpo e vira aquele inferno, né? Aí, é droga em cima de droga e aquele caminhão de doença”, afirma um rapaz por meio de áudio. 

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Em outro áudio, um participante, ao ver uma foto do que seria maconha , demonstra empolgação. “Eu fiz as contas aqui, eu vou querer, bando de ‘nóia'”.

Além dos áudios, os jovens compartilham “figurinhas” para se comunicar. As imagens, na maior parte das vezes, fazem alusões ao uso de entorpecentes, bebidas e diversão sem limites. 

Desrespeito à quarentena em outros lugares


Outra super festa está marcada para acontecer no próximo dia 5 de setembro. Na descrição do evento, dentro do grupo ” Tudo no Sigilo “, as informações indicam que o endereço será dado apenas no próprio dia, com ingressos a R$ 70 para os homens e R$ 50 para as mulheres. Vídeos de eventos anteriores também são compartilhados por membros do grupo.


Segundo os organizadores, o local será na capital paulista, onde serão oferecidos open bar, piscina, painel de led, e mais ao som de muita música eletrônica. A ironia fica para o último ítem de oferecimento da festa: pasmem, uma ambulância !

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O que diz a Prefeitura de São Paulo

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura da capital – responsável pela fiscalização -, que afirmou que, “desde o início da quarentena, os agentes têm trabalhado na fiscalização e 1.016 estabelecimentos foram interditados por descumprirem as regras vigentes, destes, 616 são bares, restaurantes, lanchonetes e cafeterias. O valor da multa é de R$ 9.231,65, aplicada a cada 250m². Os estabelecimentos devem solicitar a desinterdição na subprefeitura da região.”

A assessoria ainda informou que representantes da “Secretaria Municipal das Subprefeituras,  interditou 14 bares e restaurantes no último final de semana, sendo 6 na sexta-feira (21); 1 na Sé, 2 na Lapa e 3 em Pirituba. No sábado (22), foram 8 interdições, 2 em Pinheiros, 1 em Capela do Socorro, 3 em Pirituba, 3 na Sé e 1 em Santana.

Questionada se havia pedidos de desinterdição nas subprefeituras de Tatuapé e Itaquera sobre as festas clandestinas de hoje e do próximo dia 5, a assessoria ainda não havia dado esclarecimentos até o fechamento da reportagem. 

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Sem máscaras, Eduardo e Flávio Bolsonaro visitam aldeia indígena no Amazonas

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ESTADÃO CONTEÚDO

Flávio e Eduardo Bolsonaro posam sem máscaras ao lado de indígenas no Amazonas


Sem máscaras e sem respeitar o distanciamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus , o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) visitiram, recentemente, uma aldeia indígena no Amazonas. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (23) pela  Folha de S.Paulo.


Uma foto, publicada nas redes sociais do presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, mostra os filhos do presidente Jair Bolsonaro sem máscaras , ao lado dos índios e do secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Júnior. 

Outras imagens compartilhadas pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, confirmam a visita à aldeia, apesar de, em outro momento, ambos os irmãos terem utilizado o equipamento de proteção individual.

Perigo para os indígenas

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Por não terem histórico de interação com os mesmos vírus e bactérias que a maioria da população urbana, os indígenas possuem um sistema imunológico mais sensível .

A exposição ao novo coronavírus implica em riscos mais graves a esses povos. Dados recentes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) indicam que 32,9 mil índios foram contaminados pela Covid-19 e 825 já morreram  por causa da doença. 

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