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Nós contra nós mesmos

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Em 1950 0 Brasil perdeu o jogo final da Copa do Mundo para o Uruguai, por 1 a zero. E desabou! O jornalista Nelson Rodrigues, profundo conhecedor da alma brasileira escreveu: “O Brasil tem complexo de vira-latas”. Isso nunca mais mudou.

Hoje, o complexo está nas mínimas coisas e acabou com a nossa capacidade de enxergar as coisas boas de qualquer natureza. Nada é bom. Nada está bom. Nada será bom! A passagem da esquerda pelo governo desde 1995, acentuada recentemente, potencializou ao limite o complexo de vira-latas. Vai demorar muitos anos até que as gerações novas compreendam que a vida segue em ciclos e que os novos ciclos não são necessariamente iguais aos anteriores.

Essa introdução tem a ver com essa ressaca brasileira diante do futuro. A esquerda fez o seu papel. Quebrou a auto-estima. Agora, qualquer tentativa de crença, gera imediatamente um rancor que resume medo e falta de fé. Ou, pior, resulta em intolerância que é outra forma de manifestação do medo como sentimento coletivo.

Por que estou dizendo isso? Na semana passada assisti a uma série de quatro grandes palestras sobre economias setoriais e uma do professor Paulo Braga, da Fundação Dom Cabral, ex-consultor do Banco Mundial e professor da Universidade John Hoppkins, dos EUA, sobre macroeconomia global. A primeira, da professora Mariana Crespolini, diretora de Produção Sustentável e Irrigação, do Ministério da Agricultura. Umas leitura profunda do presente e do futuro, considerando todas as variáveis possíveis.  Seguiu-se Francisco Camacho, confinador de gado de MT comemorando 500 mil cabeças em  8 anos. Nas comemorações do 15º. aniversário do Shopping Pantanal, debates e discussões sobre o futuro do negócio shopping centers e sobre o varejo.

Em nenhuma das palestras a menor incerteza conjuntural. Todos certos de que o futuro será promissor no curto prazo. Mas na população o sentimento é de rancor, de medo e de intolerância. A leitura econômica do Brasil em relação ao mundo, é fantástica. Claro que há uma estrada a percorrer. Mas não tem muitas encruzilhadas e as pontes já foram construídas. Camacho e Mariana mostraram cenários realísticos e promissores na medida em que o país avança em reformas, etc. O mundo nos olha atento!

A leitura do professor Paulo Braga foi uma cirurgia na visão do mundo atual e a dos próximos anos. O Brasil será protagonista. Queira ou não queira. Seu problema são os problemas internos. Falta de fé. Intolerância. Rancor. Ineficiência do Estado. Ineficiência dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo. Gastadores irresponsáveis. Castas demoníacas! Nos cenários do professor Braga, o mundo caminha pra se basear em três colunas: EUA, China e Brasil. De novo ressalvo: é um caminho a ser construído em tempos de profundas transformações.

Encerro com a frase que ouvi do executivo do Grupo Novo Mundo, empresa de varejo, no evento do Shopping Pantanal: “não vivemos uma época de transformações. Estamos vivendo a transformação de uma época!”.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]   www.onofreribeiro.com.br

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Bastidores do senador

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A aparência pública da eleição suplementar que vai escolher o substituto/a da ex-senadora Selma Arruda, tem várias leituras. Umas aparentes e outras de bastidores.

Vamos tentar enumerá-las.

1 – a vaga existe depois da cassação do mandato da senadora Selma Arruda.

2 – muitos nomes disputam a vaga. Muitos partidos se escondem atrás dos nomes pretendentes, porque não tem força de arregimentação capaz de criar uma candidatura viável.

3 – no passado recente os partidos tinham força e eram guiados por grupos políticos. Juntos, determinavam o rumo da política estadual. Desde a eleição de Blairo Maggi ao governo em 2002, os grupos perderam a força e se dissolveram. Restam nomes egressos, mas com força apenas individual. Não mais do grupo.

4 – os grupos existentes, não lotam uma Kombi, dizem os mais pessimistas. Vamos lembrar. Até a eleição de Blairo, o grupo do PFL, comandado pela família Campos, reunia gente de peso como o senador Jonas Pinheiro e tinha voz política no Estado. Tinha deputados estadual, federais, prefeitos e vereadores. O MDB tinha Carlos Bezerra, Dante de Oliveira (que se separou do grupo em 1998). Mas tinha ainda nomes de peso como José Marcio de Lacerda, José Lacerda. O PT tinha nomes de peso como Serys Slhessarenko, Carlos Abicalil, Gilney Viana, entre outros. Os demais partidos tinham líderes solitários ou se juntavam aos majoritários em época de eleições.

5 – Em 2020, o grupo da família Campos tem os irmãos Júlio e Jaime. No seu partido, o DEM tem o governador Mauro Mendes e fraca representação parlamentar. O MDB tem fraca representação parlamentar.

6 – fora dos grupos, o senador Welinton Fagundes caminha solitário. O ex-senador Blairo Maggi caminha solitário também. Pretende disputa a atual vaga de senador outro nome solitário, o do vice-governador Otaviano Piveta. Carlos Fávaro vem com a herança de 234 mil votos da eleição de 2018 para o Senado.

7 – Esta eleição vai dar um azarão eleito. Mas a eleição fora de época servirá como freio de arrumação para as eleições municipais de outubro deste ano. E uma prévia pra 2021. Havendo ou não uma reforma político-partidária pra 2021, a arrumação de agora vai ser importante nessa eleição.

8 – Finalmente, quadros políticos empobrecidos e enfraquecidos olham pra vaga de Selma Arruda. Não existe mais exuberância e força nos quadros políticos mato-grossenses.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]     www.onofreribeiro.com.br

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Desafios, todo profissional precisa!

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Como estão suas metas? Já parou para desenhá-las?

As metas são muito importantes para as empresas e para as pessoas, pois são elas que levarão ambas a se movimentarem com maior compromisso ativo de realizá-las.

Afirmo que uma empresa com metas claras sobre qual caminho se deva seguir gera mais segurança à equipe.

Cuidado se você ainda não pensou sobre as metas do seu negócio, ou sendo você o gestor, se ainda não repassou as metas da empresa à sua equipe. Esse é um dos grandes erros que muitos cometem. Afinal, o que move todo ser humano são os desafios. Aqueles que não têm desafios acabam conduzindo seu trabalho geralmente em um piloto automático passivo, repetitivo e desmotivado, ficando à deriva aguardando uma boa perspectiva do mercado.

Motivação, como o próprio nome diz, está diretamente ligado ao motivo para agir.

Certa vez eu acompanhava um diretor proprietário no processo de feedback e apresentação das metas individuais à sua equipe de gerentes. Quando chegou a vez do gerente sênior Fernando, o diretor proprietário me disse:

– Agora, se você quiser sair tá liberada. Não tenho nada a falar para o Fernando, ele está pronto.

Quando fui questioná-lo, logo fui interrompida por Fernando que batia na porta e pelo diretor que rapidamente convidou-o a entrar sem que eu pudesse concluir.

Ali, ao contrário do sugerido, permaneci na sala observando o desenrolar da situação. Naquele momento diferente de todos os outros nove feedbacks e apresentação de metas o diretor disse:

– Parabéns, Fernando! O que eu tenho a falar para você é que hoje você é meu melhor gerente! Eu diria até que você hoje é o mais preparado para ocupar o meu lugar, isso se ele estivesse vago é claro – concluiu soltando uma gargalhada. – Agora vamos falar de futebol…

Mas antes que pudesse seguir, Fernando, o gerente, o interrompe:

– Legal, chefe! Mas, e os desafios…

– Relaxa Fernando, você está ótimo, não tenho nem o que falar, o desafio é seguir fazendo o que você já faz.

Fernando ficou em silêncio por uns segundos e logo embarcou no assunto sobre o campeonato até se despedirem e sair dali.

Naquele momento, quando novamente eu me encontrei a sós com o diretor disse:

– Você acabou de perder o seu melhor gerente!

Após três meses, Fernando, para a frustração do diretor proprietário, pediu sua demissão à empresa.

O que aconteceu com aquele potencial incrível pronto para ocupar o lugar do diretor? Viu-se sem desafios, estático e, assim, diante de novas possibilidades de crescimento apresentadas pelo concorrente, não pensou duas vezes e aceitou a proposta.

Alguns devem estar pensando que a proposta que estou a apresentar aqui era financeira. Não, não era, o salário ofertado foi o mesmo, mas os desafios representavam crescimento profissional para Fernando.

Com esse exemplo, quero alertar você, líder, sua equipe precisa se sentir contribuindo, mas também crescendo profissionalmente.

Dessa forma, estabeleça e clarifique as metas, e desafie a sua equipe!

Todo ser humano precisa disso!

Cynthia Lemos é Psicóloga Empresarial e Coach na Grandy Desenvolvimento Humano. Especialista no Desenvolvimento de Líderes e Empresas tem a missão de: Expandir a Consciência e Gerar Ações Transformadoras – para pessoas e empresas que desejam evoluir em seus projetos e objetivos. Email: [email protected]

“Se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria.” #RM12.8

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