Política Nacional

“Nós vamos continuar”, diz Mandetta após quase ser demitido por Bolsonaro

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Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta arrow-options
Isac Nóbrega/PR

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, deu entrevista coletiva nesta segunda-feira (6) após reunião de pouco mais de duas horas com o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe ministerial e disse que continua como titular da pasta. “Nós vamos continuar”, enfatizou o ministro.

Mandetta voltou a reforçar que a conduta do ministério continuará se pautando por “ciência, planejamento, estratégia e foco”. “É normal que as pessoas cobrem, façam perguntas sobre cenários e perspectivas que nós mesmo também nos perguntamos. Nós não somos os donos da verdade, mas o donos das dúvidas”, disse.

Sobre a reunião de mais cedo no Planalto, o ministro disse que o encontro foi proveitoso e que o governo federal vai “se reposicionar” no sentido de ter mais união. “Nós não temos receio de crítica, nós gostamos muito de críticas construtivas. O que nós temos dificuldades é quando determinadas críticas não vêm no sentido de construir, mas de criar dificuldades”, afirmou Mandetta sem citar nenhum nome.

Durante todo o dia hoje, membros da equipe do ministério da Saúde chegaram as esvaziar as gavetas em meio às incertezas da demissão de Mandetta. A tradicional coletiva que os ministros fazem diariamente para falar sobre as novas medidas de combate à Covid-19 não teve a participação de nenhum integrante da equipe ministerial.

Os pronunciamentos foram realizados por secretários e funcionários das áreas técnicas de cada ministério por causa de uma reunião na tarde desta segunda que decidiu o futuro de Mandetta.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro chegou a decidir pela demissão do ministro, mas foi convencido do contrário pelos militares Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de governo).

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Política Nacional

Pré-candidato no Rio, Fred Luz é o convidado na live do Dia desta sexta-feira

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Fred Novo
Divulgação/O Dia

Fred Luz é pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo partido Novo

Fred Luz, pré-candidato à prefeitura pelo Novo, será o convidado desta sexta-feira (5) na série de lives que O DIA está promovendo de forma pioneira sobre as eleições municipais do Rio.

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O encontro desta sexta-feira vai acontecer novamente às 15h e será conduzido pelo colunista político do DIA Sidney Rezende e também pelo repórter Venê Casagrande.

A live será transmitida ao vivo no  perfil do Facebook e no  canal do YouTube do jornal O DIA . A transmissão será simultânea nos dois canais.

Fique a vontade para interagir e mandar perguntas durante a live. Essa é a hora para esclarecer todas as dúvidas e votar de forma consciente. Somente com informação de qualidade e democracia caminhando lado a lado que se toma a melhor decisão nas urnas.


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Política Nacional

Senadores do PR repudiam nome de jornal em lista de propagadores de fake news

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Os senadores paranaenses Alvaro Dias (Podemos), Oriovisto Guimarães (Podemos) e Flavio Arns (Rede) divulgaram nota conjunta nesta quinta-feira (4) defendendo o jornal Gazeta do Povo, com sede em Curitiba, de produzir e propagar notícias falsas. De acordo com os parlamentares, o jornal foi incluído, junto com outros veículos, em relatório técnico apresentado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, como responsáveis por disseminar notícias falsas e que teriam recebido anúncios do governo federal. Os senadores também se pronunciaram durante a sessão plenária remota do Senado Federal.

O relatório foi publicado no site da comissão no dia 7 de maio e consta como informação técnica elaborada pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados sobre canais nos quais os anúncios do governo, contratados por meio da plataforma Google Adwords, foram exibidos no período de 1º de janeiro a 10 de novembro de 2019.

Na nota conjunta, os parlamentares destacam a importância da Gazeta do Povo e de seus 101 anos de história, “sempre marcados pela responsabilidade e pela credibilidade conquistada perante a comunidade paranaense e brasileira”, e lembram que “esse reconhecimento parte também de entidades representativas da área, como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ), além dos prêmios nacionais e internacionais que o jornal acumula”.

Na abertura da sessão plenária remota desta quinta-feira, o senador Oriovisto pediu a palavra pela ordem e classificou a inclusão do jornal no relatório como uma grande injustiça com todo o estado do Paraná.

— Eu já falei ao nosso querido Senador Angelo Coronel, e ele certamente não é o culpado disso, mas veja: uma CPMI de fake news não pode produzir uma fake news, E olha o que fizeram: catalogaram o jornal Gazeta do Povo, o mais tradicional jornal do Paraná, com mais de 100 anos de existência, que é um jornal equivalente para o Paraná ao que é o jornal O Estado de S. Paulo para o estado de São Paulo; ou do que é o Correio Braziliense para Brasília; ou do que é o jornal A Tarde para Salvador, catalogaram esse jornal como sendo um jornal gerador de fake news — ressaltou.

Oriovisto Guimarães afirmou ainda que a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) já se pronunciou em defesa do jornal paranaense e pediu que a CPMI tenha mais cuidado ao fazer tal classificação.  

— Acho mesmo que o culpado por isso — certamente é algum assessor ou alguém que fez isso desavisadamente — deveria fazer um pedido formal de desculpas ao jornal Gazeta do Povo, que faz parte da tradição dos paranaenses e que teve a sua reputação não maculada, porque isso não macula um jornal que tem a tradição do jornal Gazeta do Povo, mas foi uma notícia muito triste, e eu queria fazer esse reparo — destacou.

O senador Alvaro Dias também lamentou o episódio envolvendo o jornal paranaense durante a sessão remota.

— Quero subscrever as palavras do Senador Oriovisto, e sei que falo também em nome do Senador Flávio Arns, já que hoje publicamos nota conjunta — os três senadores do Paraná solidários à Gazeta do Povo —, entendendo como um equívoco o que ocorreu com a presença do jornal paranaense na relação no relatório da CPMI das Fake News.

A CPI Mista das Fake News tem a finalidade de investigar, no prazo de 180 dias, os ataques cibernéticos que atentam contra a democracia e o debate público; a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições de 2018; a prática de cyberbullying sobre os usuários mais vulneráveis da rede de computadores, bem como sobre agentes públicos; e o aliciamento e orientação de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio.

Confira a íntegra da nota:

NOTA CONJUNTA

A valorização de veículos sérios e que são reconhecidos por sua atuação profissional e dentro dos princípios da ética e do jornalismo nunca se fez tão necessária. Neste sentido, destacamos a importância da Gazeta do Povo e de seus 101 anos de história, sempre marcados pela responsabilidade e pela credibilidade conquistada perante a comunidade paranaense e brasileira.

Esse reconhecimento parte também de entidades representativas da área, como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ), além dos prêmios nacionais e internacionais que o jornal acumula.

Por estes motivos, nós, senadores do Paraná, vimos manifestar nosso testemunho em favor do jornal paranaense Gazeta do Povo por ocasião de sua classificação como divulgador de “notícias falsas” no relatório apresentado pela “CPMI das Fake News”, sempre respeitando a independência e liberdade de trabalho que devem ser a marca de qualquer comissão parlamentar de inquérito.

Assinam esta nota os senadores:

Alvaro Dias (Podemos-PR)

Flávio Arns (Rede-PR)

Oriovisto Guimarães (Podemos-PR)

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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