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Novo Corolla enfrenta os rivais Civic e Cruze. Qual dos três sedãs leva?

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Toyota Corolla cinza

ha 2020

A nova geração do Corolla chega com nova plataforma, motor bem diferente do anterior e outro desenho, baseado no Camry. Mas a Toyota não muda o tempero que faz parte da receita de sucesso do carro, cujos ingredientes incluem bons índices de confiabilidade e  custos em geral bem competitivos.

Porém, confesso que esperava mais do Toyota Corolla da nova geração quando o assunto é economia de combustível e sofisticação. Dos três, é o sedã que tem o acabamento mais simples, além de ter a menor autonomia na estrada e faltaram itens mais sofisticados, como sistema stop/start para ajudar a conter o consumo. Em contrapartida,  vem com  mais itens de segurança e comodidade dos três e tem custos gerais compatíveis com os do Cruze, conforme o site carros na web.

Levando em conta a versão topo de linha Altis 2.0 (R$ 124.990), preço do Toyota é R$ 10 mil menor que o do Civic Touring, de 124.900. E fica apenas um pouco acima do preço do Chevrolet Cruze Premier (R$ 122.790), que tem alguns opcionais que são de série nos rivais.

A briga entre os três é bem acirrada. E mais ainda entre Corolla e Cruze, com o Civic um pouco na frente como carro em si, sem contar o preço e os custos maiores do Honda. Embora os valores de seguro e IPVA sejam bem parecidos entre o GM e o Toyota, este último tem garantia de cinco anos, ante três do Chevrolet. Aliás, apesar do Toyota não ser o mais econômico dos três, o motor 2.0, de ciclo Atkinson tende a ser mais durável que os turbinados dos rivais da Honda e GM.

Nesse tipo de motor aspirado do Toyota, as válvulas de admissão ficam abertas por mais tempo, o que não apenas permite aproveitar melhor a energia da queima do combustível, mas também gera menos desgastes das peças ligadas ao pistões e bielas. Bem diferentes, os rivais Honda Civic e Chevrolet Cruze têm motores turbinados, que conseguem render melhor em rotações baixas, mas estão sujeitos a maiores esforços de funcionamento.

 Novo Corolla diante dos outros dois rivais

Acelere o Corolla é verá que os níveis de vibração e ruído poderiam ser menores. Fazendo o mesmo tanto no Civic quanto no Cruze, a sensação é que ambos são mais refinados que o rival da Toyota.  Mas o Honda é o que se mais se destaca no quesito desempenho, com o melhor conjunto. Na aceleração de 0 a 100 km/h, o Civic precisa de 8,6 segundos, ante 9 s do Cruze e 9,6 s do Corolla. E as máximas também são maiores no Honda e no GM do que no Toyota (221 km/h no Civic, 214 km/h no Cruze e 199 km/h no Corolla). 

Se o câmbio do Honda não fosse um pacato CVT, a esportividade do Civic viria ainda mais à tona. No Toyota, o câmbio automático também é do tipo com relações de marcha continuamente variáveis, mas a primeira tem engrenagens convencionais e não polias e correias. Isso dá um impulso inicial maior. E no Cruze a caixa é uma confusa automática convencional, de seis marchas, com conversor de torque, mas sem hastes no volante para trocas sequenciais, ao contário dos outros dois rivais.

Afora o câmbio, o conjunto do Honda é mais voltado para quem curte mesmo dirigir. Dos três, é o único com suspensão traseira do tipo multibraço, que ajuda a manter o carro estável em uma tocada mais animada nas curvas.  O Civic também tem a melhor relação peso potência do trio, com 7,7 kg/cv, ante 7,9 kg/cv do Corolla e 8,6 kg/cv do Cruze, outro ponto que contribui com a agilidade do carro em qualquer situação. 

Embora seja o mais caro dos três e tenha os maiores custos gerais, Civic tem a maior autonomia e o menor consumo, conforme dados do Inmetro. Com gasolina, faz 11,8 km/l na cidade e 14,4 km/l na estrada, ante 11,1 km/l e 14,2 km/l do Cruze e 11,6 km/l e 13,9 km/l do Corolla. Mas é bom lembrar que o Toyota é o único com versão híbrida flex, que custa o mesmos R$ 124.990 do Altis e pode fazer 21 km/l na cidade.

De qualquer forma,  o Civic leva uma vitória apertada diante dos dois rivais. Poderia ser mais folgada se não fosse o preço e os custos gerais maiores. Entretanto, o Honda consegue aliar melhor desempenho com menor consumo e bom espaço interno. Os três têm o mesmo entre-eixos de 2,70 m, mas o porta-malas do Civic é o maior, com cavernosos 517 litros ante 470 l do Corolla e 440 litros do Cruze. 

O que falta também para o Civic é uma central multimídia de fato moderna, completa, eficiente e fácil  de usar. Nesse aspecto o Cruze se sobressai. Em se tratando de tecnologia, o GM vence fácil.  Tem acesso à internet via 4G (mediante um plano de R$ 30 por mês por 3 Gb), OnStar (serviço de concierge, entre outros), além de ser o único a poder vir com itens como sistema que gira o volante sozinho na hora de estacionar e GPS com atualização do trânsito em tempo real,  com tela de alta resolução.

Na linha 2020 do Civic Touring, entre as poucas novidades, destacam-se carregador de celular por indução e a câmera que capta imagens do lado direito do carro toda vez que o pisca é ligado, o que não se mostrou muito útil no dia a dia.

O Corolla vira o jogo a seu favor na briga com o Cruze por vir de série com itens de segurança e comodidade como controlador de velocidade de cruzeiro adaptativo, assistente de farol alto e alertas de colisão iminente e de mudança de faixa,  esses dois últimos, opcionais no Cruze.

O que não poderia faltar no Corolla, porém, são os sensores nos para-choques para facilitar nas manobras de estacionamento e o alerta de ponto cego, bem como saídas de ar para o banco traseiro. Mesmo assim, o Toyota consegue reunir um pouco mais equipamentos realmente importantes para manter a segurança e a comodidade no dia a dia que o Cruze.

Conclusão

O Honda Civic é ligeiramente melhor que os outros dois sedãs rivais deste comparativo, mas é o mais caro e os maiores custos de seguro e IPVA. Consegue tem o melhor desempenho e o menor consumo, além de porta-malas bem maior que dos rivais, algo importante para quem busca um sedã médio. Tem o desenho mais arrojado, com faróis de LED.  Entretanto, poderia ter uma central multimídia mais moderna e fica devendo mais itens de tecnologia ligada à segurança e comodidade.

O novo Corolla deverá continuar sendo um sucesso de vendas, mas decepcionou nas questões de consumo, autonomia e refinamento, o que inclui melhor isolamento acústico e de vibrações. E o Cruze tem como destaque o acesso à internet a bordo e a melhor central multimídia do trio, com larga margem de vantagem, em todos os aspectos.

Ficha técnica

Chevrolet Cruze Premier

Preço:  a partir de R$ 122.790
Motor: 1.4, quatro cilindros, turbo flex  
Potência: 153 cv (E) / 150 cv (G) a 5.200 rpm  
Torque: 24,5 kgfm (E) /24 kgfm (G) a 2.000 rpm  
Transmissão: automática, de seis marchas 
Suspensão: independente McPherson (dianteira), eixo de torção (traseira)  
Freios: discos ventilados (dianteira), discos sólidos (traseira)  
Pneus: 215/50 R 17 

Dimensões: 4,67 m (comprimento), 1,81 m (largura), 1,48 m (altura), 2,70 m (entre-eixos) 

Porta-malas: 440 litros  
Tanque: 52 litros  
Consumo: 7,6 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada (etanol), 11,1 km/l na cidade e 14,2 km/l na estrada (gasolina)

0 a 100 km/h: 9s

Vel. max:214 km/h

Ficha Técnica

Honda Civic Touring 1.5 Turbo

Preço: a partir de 134.900

Motor: 1.5, quatro cilindros, turbo, gasolina
Potência: 173 cv  a 5.500 rpm 
Torque: 22,4 kgfm a 1.900 rpm  
Transmissão: automática do tipo CVT, simula sete marchas  
Suspensão: independente (dianteira), multilink (traseira)  
Freios: discos ventilados (dianteira), discos sólidos (traseira)  
Dimensões: 4,64 m (comprimento), 1,80 m (largura), 1,43 m (altura), 2,70 m (entre-eixos)  
Porta-malas: 517 litros  
Tanque: 56 litros  
Consumo: 11,8 km/l (cidade) km/l e 14,4 km/l (estrada) com gasolina

 0 a 100 km/l: 8,6 s

Vel. Max: 221 km/h

Ficha técnica

Toyota Corolla Altis 2.0

Preço:  a partir de 124.990

Motor: 2.0, quatro cilindros, flex  

Potência: 177 cv (E) / 169 cv (G) a 5.750 rpm  
Torque: 21,4 kgfm a 4.400 rpm  
Transmissão: automático,  do tipo CVT, simula 10 marchas , tração dianteira  
Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / braços sobrepostos (traseira)  
Freios: Discos ventilados (dianteiros) / discos sólidos (traseiros)  
Pneus: 225/545 R17  
Dimensões: 4,63 m (comprimento) / 1,78 m (largura) / 1,46 m (altura), 2,70 m (entre-eixos)  
Tanque: 50 litros  
Porta-malas: 470 litros  
Consumo etanol: 8 km/l (cidade) / 9,7 km/l (estrada)  
Consumo gasolina: 11,6 km/l (cidade) / 13,9 km/l (estrada)  
0 a 100 km/h: 9,6 s
Velocidade máxima: 199 km/h

Fonte: IG Carros e Motos

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Inteligência artificial recria jogo de Pac-Man do zero

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Olhar Digital

Pac-Man inteligência artificial
Unsplash/Sei Kakinoki

Pac-Man é recriado por inteligência artificial


Pesquisadores da Nvidia , empresa influente no mercado de computação visual, desenvolveram um sistema de inteligência artificial capaz de recriar o jogo Pac-Man a partir somente de análises visuais do game em execução. Em comemoração aos 40 anos do jogo, a companhia produziu uma versão do produto original que deve ser disponibilizada ao público em breve.

A reprodução, no entanto, ainda não é perfeita. Como mostra um vídeo publicado pela Nvidia, as imagens do jogo são borradas e o sistema não conseguiu capturar com precisão os comportamentos específicos dos fantasmas. Cada um deles é programado com diferentes características que determinam seus movimentos no game.

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Ainda assim, o projeto da Nvidia conta com a dinâmica básica do Pac-Man : o jogador deve comer os pontos, evitar os fantasmas e comê-los nas situações apropriadas, além de tentar não morrer. 


O programa responsável pelo produto é chamado de GameGAN. O termo GAN faz referência a redes generativas adversariais, uma tecnologia aplicada a processos de machine learning (aprendizado de máquina). O sistema conta com duas redes neurais: uma delas tenta replicar o jogo a partir dos dados visuais obtidos, a outra compara o resultado com a fonte original.

Se as informações geradas pela máquina e o modelo base não corresponderem, o sistema descarta os dados incongruentes e repete o processo para aperfeiçoar o produto com base nos feedbacks gerados na tentativa anterior. A ideia é fazer ajustes continuos até que o resultado apresente a maior similaridade possível com o original.

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Para produzir a versão comemorativa de Pac-Man , a inteligência artificial da Nvidia foi exposta a 50 mil clipes de execução do jogo. “Ele [o sistema] aprende todas essas coisas apenas assistindo”, disse Rev Lebaredian, vice-presidente de tecnologia de simulação da Nvidia,em entrevista a jornalistas. “É como se um programador humano pudesse assistir a muitos episódios do Pac-Man no YouTube e inferir quais são as regras dos jogos e reconstruí-las”, completou.

Módulo de memória

Sistemas de inteligência artificial capazes de gerar mundos virtuais, como jogos eletrônicos, não são novidade. O modelo da Nvidia, no entanto, apresenta um diferencial: os pesquisadores da empresa introduziram um “módulo de memória” que permite à ferramenta armazenar o mapa interno do jogo.

Isso ajuda o modelo a reproduzir mapas consistentes, uma qualidade fundamental para recriar os labirintos do Pac-Man. Os módulos de memória ainda ajudam a máquina a distinguir elementos estáticos do jogo, como os labirintos, dos elementos dinâmicos, como os fantasmas.

Alguns processos, no entanto, ainda precisam ser melhorados. Em entrevista a jornalistas, Sanja Fiedler, diretor do laboratório de pesquisa da Nvidia em Toronto, no Canadá, disse que, para obter os clipes necessários para o treinamento da máquina foi preciso recorrer a outra solução de inteligência artificial capaz de jogar Pac-Man e gerar os dados.

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A máquina, no entanto, apresentou um desempenho tão bom que quase nunca morreu. Isso dificultou que o GameGAN capturasse detalhes das dinâmicas e situações do jogo em que o jogador falha em se manter vivo.

Os pesquisadores da Nvidia reforçam que a recriação de Pac-Man mostra como a inteligência artificial pode ser uma ferramenta importante para o design de games no futuro. Desenvolvedores poderiam, por exemplo, aplicar um de seus games a uma inteligência artificial e usar o sistema para criar variações do jogo ou mesmo novos níveis e desafios. “Você pode usar isso para misturar diferentes jogos”, disse Sanja Fidler.

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Passando muito tempo no YouTube? Conheça a ferramenta que ajuda a diminuir o uso

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YouTube permite definir lembrete para interromper reprodução


Com a reprodução automática do YouTube , é bastante normal que os usuários percam a noção do tempo ao começar a ver vídeos sem parar. Para tentar resolver isso, a plataforma agora permite definir um lembrete para ser avisado quando é hora de dormir, por exemplo.

É possível escolher o horário de início e de término da visualização do conteúdo no menu ‘Configurações’. Além disso, a funcionalidade permite definir quando o lembrete para interromper a reprodução deve aparecer – se durante o vídeo ou após o término. Independente da escolha, o usuário pode ignorar a notificação e continuar a assistir a um vídeo – ou dez, se preferir.

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A implementação do recurso faz parte da expansão das opções de gerenciamento de tela e bem-estar digital que a empresa trouxe para a plataforma há algum tempo. Dentre as funcionalidades integradas nos últimos dois anos, estão as estatísticas de exibição do conteúdo diário e semanal, possibilidade de desativar notificações do aplicativo em certos momentos do dia e exibição do total de minutos gastos no aplicativo.

A opção de lembrete para interromper a exibição de vídeos no YouTube está disponível para iPhone ( iOS ) e Android  desde quarta-feira (20). Nos próximos dias, a plataforma deve disponibilizar a novidade para outros dispositivos com acesso ao serviço.

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