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Novo tipo do vírus HIV é descoberto em 20 anos

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Olhar Digital

Um artigo publicado no periódico científico Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes (JAIDS) informou na quarta-feira (6) sobre a descoberta de um novo tipo do vírus HIV, causador da AIDS. Desconhecido até então, o novo subtipo pode ajudar a planejar novas formas de tratamento para os portadores e previnir futuros surtos da doença. 

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O novo subtipo do vírus HIV pode ajudar a planejar novas formas de tratamento para os portadores e prevenir surtos

O novo subtipo descoberto pertence ao grupo “M” do  HIV , um dos quatro grupos nos quais se subdivide o vírus, e responsável pela maior parte dos casos de  AIDS   em todo o mundo, de acordo com dados da Revista Brasileira de Análises Clínicas.  

Os especialistas que trabalham no caso afirmam que a primeira amostra do subtipo L foi coletada entre os anos de 1983 e 1990, época em que ainda não havia conhecimento o suficiente para fazer o sequenciamento de genomas. Na ocasião, dois indivíduos da República Democrática do Congo, na África, foram identificados como portadores desse tipo do vírus. 

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“Identificar novos vírus como esse é como procurar uma agulha num palheiro. Ao avançar nossas técnicas e usar a nova geração de tecnologia de sequenciamento, puxamos essa agulha com um ímã”, declarou Mary Rodgers, uma das autoras do estudo, em comunicado oficial. 

No Brasil, o  vírus  da imunodeficiência adquirida humana está presente em quase 870 mil pessoas. No mundo, esse número ultrapassa a casa dos 37 milhões de portadores. Com a identificação desse novo subtipo, os cientistas poderão acompanhar seu funcionamento dentro do organismo humano e, a partir disso, criar possíveis novos medicamentos e vacinas para o tratamento e erradicação do vírus. 

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A descoberta surgiu a partir de um programa da área de saúde da Abbott, empresa americana, que já dura 25 anos e tem como objetivo monitorar os vírus do HIV e da hepatite. Desde o começo da empreitada, a empresa coletou mais de 78 mil amostras de vírus e identificou mais de cinco mil subtipos diferentes para chegar ao resultado.

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Fonte: IG SAÚDE

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Momento Saúde

OMS faz alerta sobre a saúde dos adolescentes

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Quatro em cada cinco adolescentes no mundo são sedentários, especialmente as meninas, informa estudo revelado nesta sexta-feira (22) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), elaborado entre 2001 e 2016, em 146 países. No Brasil, a situação é pior: 84% de jovens entre 11 e 17 anos não praticam uma hora diária de atividade física, conforme recomendação da OMS.

De acordo com o estudo, uma das causas desta tendência é a “revolução digital”. O documento foi publicado pela revista The Lancet Child & Adolescent Health.

Para calcular o número de adolescentes sedentários, a OMS analisou pela primeira vez dados reunidos entre 2001 e 2016, envolvendo 1,6 milhão de estudantes de 146 países. Em todo o mundo, 81% dos jovens entre 11 e 17 anos escolarizados não cumpriram a recomendação de uma hora diária de atividade física em 2016, registrando uma ligeira queda em relação a 2001 (82,5%). A situação atual é muito mais preocupante entre as meninas, 85%, do que entre os meninos, 78%.

Os primeiros dados sobre tendências globais em termos de atividade física insuficiente entre adolescentes mostram a necessidade de medidas urgentes para aumentar os níveis de atividade física entre meninas e meninos dos 11 aos 17 anos de idade. O documento conclui que mais de 80% dos adolescentes em idade escolar em todo o mundo – especificamente, 85 % de meninas e 78% de meninos – não atingem o nível mínimo recomendado de uma hora de atividade física por dia.

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A diferença entre a porcentagem de meninos e meninas que atingiram os níveis recomendados em 2016 excedeu 10 pontos percentuais em aproximadamente um em três países (29%, ou seja, em 43 dos 146 países), e as maiores diferenças foram registradas nos Estados Unidos da América e na Irlanda (mais de 15 pontos percentuais). Na maioria dos países considerados no estudo (73%, ou seja, em 107 de 146), observou-se um aumento nessa diferença de gênero entre 2001 e 2016.

Atividade física

De acordo com o documento, os níveis de atividade física insuficiente observados entre os adolescentes permanecem extremamente altos e isso representa um perigo para sua saúde atual e futura. “É necessário adotar medidas regulatórias urgentes para aumentar a atividade física e, em particular, promover e manter a participação das meninas”, diz a Dra. Regina Guthold (OMS), autora do estudo.

Dentre os benefícios à saúde de um estilo de vida fisicamente ativo na adolescência, vale destacar a melhora da capacidade cardiorrespiratória e muscular, a saúde óssea e cardiometabólica e os efeitos positivos no peso. Da mesma forma, há evidências crescentes de que a atividade física tem um efeito positivo no desenvolvimento cognitivo e na socialização. Os dados atualmente disponíveis indicam que muitos desses benefícios permanecem até a idade adulta.

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Para alcançar esses benefícios, a OMS recomenda que os adolescentes pratiquem atividade física moderada a intensa por uma hora ou mais por dia.

 

Edição: José Romildo
Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

Médicos usam podcasts para divulgarem dicas de saúde: “Ótimo canal de diálogo”

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2019, dizem, é o ano do podcast no Brasil. Nunca o formato de programa de áudio, que pode ser ouvido por streaming ou baixado para celular ou computador, foi tão popular por aqui. Rendendo-se ao formato, profissionais de saúde vêm encontrando nele uma maneira de dividir seu conhecimento e oferecer  dicas de saúde  e beleza aos pacientes.

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Formato de podcasts cresceu no Brasil em 2019 e deve continuar em alta no ano que vem

Para Apolônia Sales, foi uma questão de aderir a mais mídia. Dermatologista com 12 anos de atuação, há quatro ela produz vídeos para seu canal no YouTube, que tem quase 12 mil inscritos, e, em julho, publicou o primeiro episódio do podcast “Dra. Apolonia Sales”, em que fala de cuidados com a pele e os cabelos .

“Eu já tinha vontade de gravar um podcast, mas depois de um curso de cirurgia plástica que fiz este ano em Nova York com a Lara Devgan, conheci o programa dela e decidi fazer o meu”, conta, referindo-se à cirurgiã plástica americana que tem um dos podcasts de estética mais populares do mundo, o “Beauty bosses”.

A facilidade de produzir e consumir o formato foi seu maior estímulo. “Para ver um vídeo, a pessoa tem que estar prestando atenção. O podcast dá para ouvir no carro, na academia. E a gravação também é mais simples. Para fazer vídeos eu preciso da câmera, de luz, de preparar o local de gravação”, compara. “Ainda vou fazer os vídeos, mas penso em expandir o podcast.”

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No atual formato do programa, Apolônia fala por três ou quatro minutos. A duração mais curta (bem abaixo da média brasileira, que é de 65 minutos, segundo uma pesquisa da agência de jornalismo e produção de conteúdo digital Volt Data Lab) foi pensada para não cansar os ouvintes. Para gravar, Apolônia usa o celular e o esboço de um roteiro que ela mesma prepara. A edição é feita por um profissional.

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Segundo uma pesquisa do Ibope divulgada em maio, pelo menos 50 milhões de brasileiros (40% dos 120 milhões de usuário de internet do país) já ouviram um podcast. Sendo assim, há um enorme público potencial para o formato. Por isso, Apolônia já pensa em mexer no modelo do programa no ano que vem.

Ouvinte de podcasts, ela revela alguns que lhe servem de referência. “Ouço o “Beauty, by Dr. Kay” e o “Master of scale”. Brasileiros ouço menos, até porque não existem muitos na área de saúde.”

“Este é um ótimo canal de diálogo”

Márcia Linhares, dermatologista que também lançou seu programa este ano, acredita que a pouca oferta de conteúdo em áudio sobre saúde no Brasil se deve a um certo conservadorismo dos médicos, mas crê que o cenário tende a mudar. “O médico precisa abrir a cabeça e entender que este é um ótimo canal de diálogo”, diz . 

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O “Dra. Márcia Linhares”, lançado em outubro, é semanal e já abordou temas como os cuidados na hora de aplicar botox e tratar das celulites. Foi ouvindo audiolivros que Márcia percebeu o poder desse tipo de mídia. As pautas são sugeridas por seus seguidores no Instagram:

“As pessoas mandam muitas mensagens em privado no Instagram com dúvidas. Achei que responder de maneira mais ampla poderia ser um serviço público interessante. E só preciso do silêncio do consultório e do meu celular para gravar.”

Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, ela explica alguns cuidados que um médico precisa ter na hora de gravar. “Não podemos fazer propagandas de marcas, receitar nem sugerir tratamentos. O material deve ser apenas informativo.”

O endocrinologista Henrique Passos está lançando seu podcast este mês, no qual entrevista outros profissionais de saúde:

“A ideia é que eu seja uma espécie de guia para apresentar ao público outros profissionais. Já entrevistei um preparador físico, um nutricionista e um psicólogo. O objetivo é promover conhecimento, para evitar que as pessoas cometam erros como tomar hormônios para melhorar o desempenho na atividade física ou fazer dieta sem acompanhamento.”

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Henrique ouve podcasts de educação financeira, sobre mercado de trabalho e de notícias. Para ele o momento é de crescimento desta mídia. “Praticamente não existiam podcasts sobre saúde no Brasil no começo do ano. A tendência é que esse número seja cada vez maior.”

Fonte: IG SAÚDE

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