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Núcleo de Desaparecidos localiza 816 pessoas em 2019

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Assessoria | PJC-MT

O esclarecimento de ocorrências de desaparecimento na região metropolitana chegou a 93% em 2019, em trabalhos investigativos realizados pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). Durante o ano, foram 876 casos de desaparecimentos registrados na unidade, sendo 816 pessoas localizadas.

O Núcleo de Desaparecidos recebe em média 70 a 75 ocorrências por mês e a maior parte dos casos está relacionadaao desaparecimento de adultos, com idades entre 18 a 64 anos, totalizando 537 registros, sendo 399 de homens e 138 de mulheres.

O desaparecimento de adolescentes, entre 13 e 17 anos de idade, vem em segundo lugar, contabilizando 243 casos registrados. A unidade também atuou em casos de desaparecimentos de crianças (0 a 12 anos), sendo 65 ocorrências registradas e de idosos (mais de 65 anos), com 24 ocorrências.

Grande parte dos casos foi registrada em Cuiabá e Várzea Grande, totalizando 827 ocorrências, mas também houve registros referentes a pessoas que sumiram no interior e  em outros estados, as quais tiveram providências tomadas pelo Núcleo.

Motivação

Das 816 pessoas localizadas, 792 foram encontradas com vida, totalizando 97% das ocorrências. Nas 24 ocorrências em que as pessoas foram localizadas sem vida, o desaparecido foi vítima de acidente de trânsito, afogamento, homicídio, encontro de cadáver ou ossada (casos mais antigos que estavam em andamento na unidade), morte natural ou suicídio.

Um dos casos mais emblemáticos de 2019 foi a localização das ossadas de duas mulheres que estavam desaparecidas desde 2013. As ossadas foram encontradas enterradas na calçada externa da casa do suspeito, no bairro Nova Conquista, em Cuiabá.

Exames de DNA confirmaram que as vítimas são Talissa de Oliveira Ormond, 22 anos, que desapareceu em julho de 2013, e Benildes Batista de Almeida, 39 anos, que sumiu em dezembro do mesmo ano. A primeira era namorada do suspeito e a segunda sua ex-mulher, que morava fora do Brasil.  

Ambos os casos eram investigados pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas, que mesmo diante do espaço temporal dos desaparecimentos, os policiais persistiram em esclarecer o que havia acontecido com as vítimas, em resposta aos seus familiares.

Nos casos em que a vítima desaparece por conta própria, a principal motivação é o afastamento do convívio familiar por brigas ou insatisfação, representando 53% das ocorrências registradas na delegacia, seguido por causas enigmáticas ou diversas (41%), cooptação para práticas criminosas, evasão de custódia legal, sequestro, subtração por familiares ou vítimas de calamidades, e acidentes.

No mês de agosto, a equipe do Núcleo de Desaparecidos não mediu esforços para localizar três irmãos, uma adolescente de 13 anos e dois meninos com idades de 9 e 10 anos, que deixaram o convívio familiar. Após três dias desaparecidos, os menores foram encontrados quando pegavam um ônibus, em frente a um supermercado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), na Capital. Durante o período em que ficaram desaparecidas, as crianças contaram que dormiram no Parque das Águas e que pediam dinheiro para pessoas na região para sobreviver.

O delegado titular da DHPP, André Renato Gonçalves, disse que o Núcleo de Pessoas Desaparecidas mesmo com grande demanda e pequeno efetivo, contando atualmente com dois investigadores de polícia, uma escrivã, duas estagiárias e um delegado, vem desenvolvendo um excelente trabalho na localização de pessoas.

“É um trabalho muito importante que exige empenho e dedicação dos policiais para esclarecimento dos caso e não tenho dúvida de que presta um serviço de excelência à sociedade através da DHPP”, disse o delegado.

Denúncias e preservação das vítimas

O Núcleo de Pessoas Desaparecidas da DHPP é um dos setores que mais conta com a ajuda da população, que contribui com informações para o esclarecimento dos casos de desaparecimentos.

É natural que a comunidade que ajuda solucionar uma investigação em andamento queira saber da localização do desaparecido, o que é informado através de redes sociais, mas também outras informações como onde e em que condições a pessoa foi encontrada, são situações não divulgadas pela Polícia Civil.

A preservação da vítima depois de localizada ocorre porque a princípio, quando a pessoa desapareceu, as razões eram desconhecidas, mas as circunstâncias que ocorreram durante ou depois podem estar vinculadas a algum tipo de crime ou situação que envolva a intimidade da vítima.

Fonte: PJC MT
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Polícia Civil prende mais três suspeitos com drogas e armas em continuidade de operação em Alta Floresta

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Assessoria/Polícia Civil-MT

 

Em continuidade aos trabalhos da operação Vitae III, a Polícia Civil de Alta Floresta (650 km ao norte de Cuiabá) prendeu mais u três suspeitos e  apreendeu drogas, armas e munições, em ação realizada na tarde de sexta-feira (10.07).

As diligências realizadas para dar cumprimento ao mandado de busca e apreensão contra um alvo da operação  foram realizadas pelos policiais da Delegacia de Alta Floresta, Gerência de Operações Especiais (GOE) com apoio da  Agência Regional de Inteligência da Polícia Militar.

Segundo as investigações da operação Vitae III, o suspeito alvo da ordem judicial atua na função de “disciplina” na organização criminosa, sendo responsável pela aplicação de castigos físicos e homicídios àqueles que descumprem as ordens e regras da facção.

Com informações de que o suspeito não estava em sua residência, os policiais realizaram sua abordagem em via pública, realizando sua prisão. Em seguida, os policiais realizaram as buscas na casa do investigado, no bairro Parque dos Lagos, porém no local não foi encontrado nenhum material ilícito.

Durante entrevista com os policiais, o suspeito apontou dois endereços, um no setor industrial e o outro no bairro Boa Nova III, onde estariam guardados entorpecentes e armas de fogo pertencente à organização criminosa.

Em buscas em uma das residências, os policiais encontraram porções de entorpecentes (maconha e pasta base), balança de precisão, aparelhos celulares e R$ 500. Um suspeito que estava na casa foi preso e encaminhado para a Delegacia de Alta Floresta.

No segundo endereço no bairro Boa Nova III, foi localizada uma pistola calibre 380, um carregador, um revólver calibre 32 e munições calibres 32 e 380.  O morador da casa foi preso em flagrante e confessou que estava guardando as armas a pedido do integrante da facção criminosa.

Diante das evidências, todo material ilícito foi apreendido e os suspeitos foram encaminhados a Delegacia de Alta Floresta, onde após serem interrogados pelo delegado Pablo Carneiro,  foram lavrados os flagrantes.

Fonte: PJC MT

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Homem investigado por furto de gado no Araguaia tem prisão preventiva cumprida

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Assessoria/Polícia CiviL-MT

Policiais civis de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá) cumpriram na quinta-feira (09) mandado de prisão preventiva contra um homem investigado em inquérito que apura furto de gado na região. O mandado foi cumprido pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), responsável pela investigação. 

A prisão preventiva faz parte da representação feita pelo delegado Nelder Martins Pereira para responsabilização de mais um dos envolvidos nos crimes de associação criminosa, receptação de animal, falsidade ideológica e uso de documentos falsos.

O delegado explica que essa prisão é desdobramento das investigações que tiveram início em 24 de junho, quando investigadores da Derf, com apoio da Polícia Militar de Barra do Garças, abordaram três caminhões que transportavam juntos 60 cabeças de gado bovino. A Polícia Civil apurou que o gado furtado de uma propriedade no município de Alto Garças.

 

Um dos caminhões apreendidos com gado furtado

Um dos caminhões apreendidos em junho com o gado furtado

As investigações apontaram que o homem preso nesta quinta-feira foi o responsável pela contratação dos fretes dos caminhões e também por entregar as notas fiscais e as GTAs (Guias de Transporte Animal) dando ao gado a aparência de produto lícito.

Além disso, as evidências levantadas apontam que suspeito articulou tanto para a retirada do gado no local do furto, quanto para o tráfego, até ocorrer a abordagem policial. A todo instante, os motoristas seguiam sua orientação.

O gado seria desembarcado na propriedade de outra pessoa envolvida nos crimes em apuração, na cidade de Araguaiana, próxima a Barra do Garças.

Conforme o delegado Nelder Martins, os investigados devem responder pelos crimes associação criminosa, receptação de animal, falsidade ideológica e uso de documentos falsos, conforme tipificados nos artigos 288, 180-A, 299 e 304 do Código Penal Brasileiro.

O suspeito preso está preso na cadeia pública de Barra do Garças, à disposição da Justiça para as providências cabíveis.

 

Fonte: PJC MT

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