Momento Esportes

Paralimpíadas 2020: coronavírus cancela evento da bocha antecipada

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O Centro de Treinamento (CT) Paralímpico de São Paulo recebe até amanhã (23) a 2ª fase de treinamento da Seleção Brasileira de Bocha Adaptada. Entre os convocados, estão oito membros da comissão técnica, 12 atletas e seis assistentes esportivos. A previsão inicial era que todos eles seguissem na segunda-feira (24) para Tóquio, para o evento-teste. Mas a crise do Covid-19 (novo coronavírus) mudou tudo.

A BISFed (entidade internacional da modalidade) informou que a Federação Japonesa (JPSA – Japan Para Sport Association) decidiu cancelá-lo. “Viemos para cá com tudo pronto para a ida a Tóquio. Bem tensos por causa da situação da saúda na China e no Oriente. O cancelamento só nos foi passado aqui mesmo no CT em São Paulo. Mas acabou sendo bom. Ninguém sabe a real dimensão que essa epidemia pode atingir. Pelo lado esportivo, a nossa ida a Tóquio ia ser muito proveitosa para o preparo da equipe quanto ao fuso horário, tempo de viagem e clima”, comentou Bianca Bargas, staff da atleta Natali de Faria (classe BC2).

“A gente já esperava alguma ação. Mas não tão perto da viagem. Quando a gente acaba uma missão, que foi a primeira etapa de treinos em janeiro, já começamos a trabalhar na próxima. Até a nossa convocação para essa etapa foi visando ao evento-teste “, afirmou Moisés Fabrício, coordenador da modalidade. “Do evento-teste só participariam os campeões continentais. Assim, nós iríamos com uma equipe mais “enxuta”, com oito atletas, três calheiros e três assistentes técnicos”, disse o dirigente.

Piso

Wagner Lima, comandante da equipe da classe BC 3 (atletas com paralisia cerebral ou não cerebral, ou de origem degenerativa), reconhece que o cuidado com a saúde dos integrantes das seleções é importante, mas mostra uma preocupação também com o lado técnico das disputas. “Não vai mudar muito o nosso cronograma de preparação. Mas seria interessante irmos até lá, principalmente para conhecermos mais o piso. Em São Paulo, treinamos no piso utilizado na “Rio 2016″. Tudo indica que o modelo será o mesmo lá em Tóquio. Mas, lá em Lima, nos Jogos Parapan-americanos, o piso foi mais rápido e tivemos um pouco de dificuldade de adaptação. Demorou um pouco até chegarmos aos 100%”, lembrou.

Próximas competições e vagas 

Antes dos Jogos Paralímpicos (previstos para o período de 29 de agosto a 5 de setembro), a seleção tem dois eventos que ainda contarão para o ranking internacional e para a definição dos participantes dos Jogos de Tóquio. De 23 a 30 de abril, será o BISFed 2020 Laval World Open, no Canadá. Entre 13 e 20 de julho, haverá o BISFed 2020 Póvoa World Open, em Portugal.

Ainda dependendo da confirmação oficial, a chegada da deleção brasileira para a aclimatação na cidade de Hamamatsu (Japão) está prevista para ocorrer entre os dias 4 e 5 de agosto. Até o momento, o Brasil já tem confirmadas nove vagas para os jogos. A classificação é para o país e não nominal. Os atletas que representarão o Brasil em Tóquio ainda serão definidos e convocados.

Surto do novo coronavírus

O coronavírus já infectou mais de 75 mil pessoas na China e mais de 1.000 em mais 25 países, incluindo o Japão. Na quinta-feira (20), duas pessoas de 80 anos, contaminadas em um navio de cruzeiro em quarentena, morreram.

 

Edição: Graça Adjuto

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Taison bate papo com D’Alessandro, promete volta ao Internacional e cobra do argentino: “Vai ter que me esperar”

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Com o futebol paralisado, os clubes têm apostado em transmissões ao vivo nas redes sociais. Nesta terça-feira, foi a vez do Internacional juntar dois ídolos colorados: o atacante Taison, atualmente no Shakhtar Donetsk, e o meia D’Alessandro(foto).

O atleta do clube ucraniano prometeu voltar ao clube do coração e pediu para o camisa 10 esperá-lo antes de se aposentar.

A dupla conversou com os torcedores colorados pelo perfil do clube no Instagram. Em determinado momento, Taison afirmou que tem o sonho de retornar ao clube que o revelou para o mundo e atuar novamente ao lado de D’Ale, como ocorreu entre 2008 e 2010.

— Ainda não penso em parar, tenho mais umas coisinhas para conquistar no Brasil. Quero voltar. Meu sonho era voltar e poder jogar contigo (D’Alessandro). De um jeito ou de outro, vai ter que me esperar. Logo, logo a gente vai realizar esse sonho — disse Taison para o argentino.”(Taison) Não me deixava dormir de tarde, virava o lixo e começava a tocar pagode. Foi assim que aprendi os pagodes” (D’Alessandro).

A amizade de ambos foi ressaltada pelo atacante, que citou as orientações do gringo ainda no início de sua carreira como essenciais para chegar ao sucesso. D’Alessandro completará em breve 39 anos e já planeja a aposentadoria.

Taison e D’Alessandro atuaram juntos entre 2008 e 2010 e conquistaram a Sul-Americana e a Libertadores pelo Inter, antes da venda do atacante para o Metalist, da Ucrânia. Ambos criaram um laço de amizade e mantêm contato constante — o jogador do Shakhtar é figura carimbada no Lance de Craque, jogo beneficente promovido por D’Ale no Beira-Rio desde 2014.

Em dezembro do ano passado, o atacante, inclusive, afirmou que aceitaria assinar um pré-contrato com o Inter em dezembro de 2020, já que tem vínculo com o Shakhtar Donestk até o meio de 2021.

Otavio Ventureli(Assessorias)

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Antônio Lopes compara Vasco atual ao de 1996, quando iniciou ciclo vitorioso: “Estava quebrado, recuperamos e vencemos””

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Se o novo técnico do Vasco, Ramon Menezes, disse via Instagram na última segunda-feira(30) que recolocará o clube no topo, o coordenador-técnico Antônio Lopes(foto), na mesma rede social, adotou tom muito semelhante nesta terça(31).

Lopes, porém, recorreu à história pessoal vivida em São Januário em 1996. Então treinador, chegou em outubro, na reta final do Brasileiro. Segundo o Delegado, o “Vasco estava quebrado de dinheiro e ameaçado de rebaixamento”.

Depois disso, o Vasco conquistou em sequência o Brasileiro de 1997, o Carioca e a Libertadores em 1998, o Rio-São Paulo 1999 e o Brasileiro e a Mercosul em 2000 (os últimos dois já sem Lopes).

Confira abaixo o relato do ex-treinador e atual coordenador do futebol vascaíno:

“Vascaínos,

Graças a Deus conquistamos vários títulos dentro do Clube. Dizem que sou o treinador mais vitorioso da história do Vasco e isso me enche de orgulho. Mas o que interessa é daqui pra frente. É muito satisfatório começar esse trabalho em que estou me sentindo um principiante, muito empolgado, feliz, honrado e agradecido ao presidente Alexandre Campello e ao vice presidente José Luiz Moreira pelo convite.

Galera Vascaína, pode ter certeza que vou dar o meu máximo, 24 horas por dia pensando no clube e vamos elevar novamente o nome do Vasco. Este momento do clube é muito parecido com o de 1996 quando cheguei no mês de Outubro. Se não me engano, faltavam seis rodadas para acabar o Brasileiro.

Para quem não sabe, o Vasco estava quebrado de dinheiro naquela época. Havia risco de rebaixamento naquele ano e começamos a construir o ciclo mais vitorioso da história do clube. Podem achar que eu estou louco, mas também acharam quando dei uma entrevista no início de 1997 afirmando que o Vasco seria um dos melhores times do Brasil dentro em breve. Podem pesquisar e hoje em dia é fácil fazer isso, e acharão. Fui muito criticado e até ridicularizado por dar essa entrevista e no fim do ano fomos campeões brasileiros.

Conheço a política do clube e sei que ano de eleição é complicado. Mas estou aqui para trabalhar pelo Vasco. O verdadeiro vascaíno quer que o Vasco vença SEMPRE. Ajude o clube em todos os momentos e se quiser se manifestar politicamente terá todo o direito quando chegar a eleição, através do voto. Mas até lá, AJUDE O CLUBE.

Vamos arregaçar as mangas e começar a trabalhar, todos nós JUNTOS !!! Saudações vascaínas”

Antônio Lopes

Otavio Ventureli(com GE)

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