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"Parecia uma cidade fantasma", diz nadador após deixar a Itália

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O nadador paralímpico Carlos Farremberg fez parte da delegação brasileira que precisou voltar da Itália às pressas após o cancelamento da etapa de Lignano Sabbiadoro da World Series – circuito mundial da modalidade. A competição estava marcada para iniciar nesta quinta-feira (27) e seguir até domingo (1º de março), reunindo 900 atletas de 41 países, mas foi cancelada por causa do surto do novo coronavírus (Covid-19), cujos casos tiveram aumento repentino em território europeu.

Em entrevista à Agência Brasil, Farremberg contou que no pouco tempo em que permaneceram na sede do evento (na região de Veneza), entre domingo (23) à noite e segunda-feira (24) pela manhã até por volta das 15h, a sensação era de estar “praticamente” em uma quarentena.

“Muitos eventos, não só esportivos, mas com aglomeração de pessoas, foram cancelados. Em algumas regiões, as escolas estavam fechadas. Parecia uma cidade fantasma. A gente ficou poucas horas, mas deu essa impressão. Nosso hotel estava bem vazio. Muita gente era esperada para o torneio. Quem teve a informação (do cancelamento) antes, nem foi. Demos azar de estarmos no meio do caminho”, relatou.

“Saímos do Brasil com orientações do Comitê [Paralímpico Brasileiro], que forneceu álcool em gel e máscaras. Lavávamos a mão direto. Estávamos tranquilos, mas querendo ir embora logo, até porque não podíamos treinar. Não dava para usar a piscina e nem a academia. Estava tudo fechado. Fomos orientados a não sair do hotel ou passear porque a passagem (de volta) poderia chegar a qualquer momento e teríamos que sair rápido”, acrescentou o brasileiro, que compete na classe S13 (atletas com baixa visão) e defende a equipe da Unisanta, de Santos (SP).

Segundo o nadador, a delegação do país, com 33 integrantes, foi informada sobre o cancelamento da etapa ao chegar em Veneza. “Viemos de Roma, onde fizemos escala. Lá, todo mundo que desceu (do avião) teve que aferir a temperatura com uma funcionária, que usava máscara e tudo. Até ali, sabíamos que os casos [do novo coronavírus] haviam aumentado no país, mas não tinham falado de cancelar [o torneio]. Chegamos tarde [em Veneza] no domingo. Já pensava em como seria a organização, pois havia outras delegações lá também querendo retornar. Felizmente, o Comitê foi bem ágil”, descreveu.

Conforme a agência de notícias italiana Ansa, o último balanço da Defesa Civil da Itália registrou que 11 pessoas foram mortas e 322 estão contaminadas pelo novo coronavírus. As vítimas mais recentes, todas idosas, residiam em cidades situadas ao norte do país – onde se situa Lignano Sabbiadoro.

Sem a competição na Itália, o próximo compromisso da seleção brasileira de natação paralímpica é o Open Loterias Caixa, evento internacional marcado para os dias 26 a 28 de março no Centro de Treinamento Paralímpico em São Paulo. Os atletas têm até o fim de abril para estabelecer os índices mínimos determinados pelo Comitê Paralímpíco Brasileiro para obter vaga na Paralimpíada de Tóquio, no Japão – que tem registadas cinco mortes e 862 casos do novo coronavírus até 0h desta quarta-feira (26).

No Brasil

O voo de volta da delegação de paratletas brasileiros chegou na manhã de terça-feira (25) no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Diferentemente da Itália, conforme Farremberg, a delegação não foi submetida a avaliações após o desembarque. Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) explicou que o país “não está adotando ou recomendando a medição de temperatura em passageiros sem sintomas, já que esta medida tem baixa efetividade” e que o papel da agência é “dar encaminhamento aos casos sintomáticos, adotar medidas para encaminhamentos desta pessoa ao serviço de atendimento e tornar possível o rastreamento dos demais passageiros em casos de confirmação”.

Ainda segundo a Anvisa, após a confirmação de um caso do Covid-19 em um passageiro que veio da Itália para o Brasil na última sexta-feira (21), foi solicitada “a lista de passageiros que estavam no mesmo voo”, que será encaminhada ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) para investigação de outros presentes na aeronave. A agência, por fim, “aumentou a criticidade no monitoramento dos voos internacionais provenientes de países onde há casos confirmados da doença”.

Edição: Liliane Farias

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Conselheiro do Corinthians diz que contas de 2019 devem ser reprovadas, cujo débito do referido ano deve atingir 175 milhões de reais

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O Corinthians votaria no dia 23 de março pela aprovação ou reprovação das contas de 2019. O Presidente do Clube, Andrés Sanches(foto) afirmou que a reunião do Conselho Deliberativo teve de ser adiada devido ao combate a Covid-19 e ainda não tem nova data para acontecer.

Apesar da paralisação momentânea, os membros do órgão fiscalizador estão em contato e agindo. Em entrevista ao PodcasTimao, Max Anselmo Carvalho, conselheiro ligado a uma chapa de oposição, falou sobre o clima nos bastidores.

“Essas contas têm de ser reprovadas. Gastaram 222 vezes a mais do que o previsto. A gente vai quebrar. Com R$ 20 milhões de dívida todo mês não dá. É complicado”, comentou o contador, que vive seu primeiro mandato apesar de ter 15 anos de envolvimento na política do clube.

“A reprovação vai mostrar que o Conselho está fiscalizando o órgão executivo. E com a reprovação é vida nova. O que vai acontecer? Não sei. Mas, tem que mudar, o mundo está mudando”.

Suplente no Conselho Fiscal à época de Roberto de Andrade como presidente, Max Anselmo Carvalho chegou a dizer que o Corinthians precisa de um Bandeira de Mello, em referência ao mandatário flamenguista responsável por colocar as contas rubro-negras em dia antes da ascensão financeira e futebolística do clube carioca.

“São R$ 25 milhões de dívidas todo mês. Não estamos conseguindo fechar a torneira. Quem vai ser o Bandeira de Mello do Corinthians? Vai ser aquele que fechar a torneira e falar: ‘vamos ficar dois ou três anos sem ganhar título nenhum’. Temos de fazer isso”.

Ex-lutador de taekwondo do Corinthians, Max também se mostrou a favor do ‘clube empresa’, com capital aberto, reclamou pela ausência de acesso a contratos e documentos e valorizou a importância da manutenção dos esportes olímpicos.

O déficit do Corinthians previsto para 2019 é de R$ 170 milhões.
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Fernando Diniz revela relação especial com Muricy Ramalho e relembra visita ao CT da Barra Funda

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Fernando Diniz deu mostras de que pode montar um São Paulo competitivo e que, ao mesmo tempo, consiga resultados importantes. Para isso, o treinador se espelha em alguns dos principais nomes que já passaram pelo comando técnico do Tricolor. Dentre eles, Muricy Ramalho é uma figura muito admirada pelo atual treinador da equipe do Morumbi.

Em entrevista a um podcast produzido pelo próprio São Paulo, Diniz relembrou a visita do amigo no CT da Barra Funda(foto), em fevereiro deste ano. O treinador do Tricolor não poupou elogios ao treinador e ainda destacou a conexão que os dois criaram.

“Pra mim, foi um grande presente a visita dele. A gente tem uma sintonia muito fina, desde quando eu iniciei minha carreira como treinador. Na primeira vez que a gente se enfrentou, no São Paulo e Audax, a gente conversou onde os ônibus ficam estacionados no Morumbi, e passamos a nos comunicar de vez em quando. É uma relação que só vai melhorando, ficando mais sólida, mais profunda”, afirmou o técnico.

Apesar de exaltar o histórico de títulos de Muricy, Diniz prefere ressaltar os aspectos humanos que compõem o caráter do seu companheiro de profissão.

“É uma das grandes referências que a gente tem no São Paulo, um cara super vencedor e que faz muita falta ao futebol. É um cara que tem caráter, muito firme, dedicado, lúcido limpo, claro… O futebol precisa muito de gente como o Muricy. Fez muito pelo São Paulo, pelo Santos, pelo Fluminense, pelo Náutico, pelo Inter, por todos os times em que passou. Mais do que o currículo, a pessoa do Muricy serve de exemplo para todos aqueles que militam dentro do futebol”, disse o treinador.
Até o momento, Diniz já comandou o São Paulo em 27 partidas, sendo 13 vitórias, sete empates e sete derrotas. Com um aproveitamento equivalente a 56,7% dos pontos disputados, o treinador conquistou o apoio de parte da torcida do Tricolor com seu modelo de jogo ofensivo, apelidado de “Dinizismo”.
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