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Cães e gatos na mesma casa: como garantir uma boa convivência entre eles

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Cães e gatos podem viver juntos de forma saudável
André Almeida Adestrador Comportamental

Cães e gatos podem viver juntos de forma saudável

Ter um animalzinho de estimação em casa é uma das melhores sensações que se pode ter na vida. Contudo, para quem tem um pet em casa e sente  vontade de adotar um de outra espécie, talvez uma das grandes preocupações seja: será que eles vão se dar bem? Essa dúvida ocorre principalmente quando de trata de colocar cães e gatos para dividir o mesmo espaço.

Para responder essa pergunta, o Canal do Pet conversou com o professor de medicina-veterinária Tarso Felipe Teixeira e os adestradores comportamentais André Almeida e Wagner Brandão. Eles explicam a seguir como preparar o ambiente para a chegada do novo bichinho e quais erros não se deve cometer quando for apresentar o pet ao novo amigo.

Adaptados ao ambiente e entre si, cães e gatos podem se tornar os melhores amigos
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Adaptados ao ambiente e entre si, cães e gatos podem se tornar os melhores amigos

Pense antes de adotar

Adotar um novo bichinho exige o dobro da responsabilidade, por isso deve ser algo bem planejado. Seja um cão ou um gato, a adaptação para o animal mais velho pode levar algum tempo. As duas espécies são territorialistas, ou seja, precisam ter seus espaços respeitados.

É preciso entender como o animal está encarando a chegada do novo bichinho e, com isso, buscar alternativas na adaptação: “Um ponto importante é que este senso territorialista e uma eventual barreira criada pelo animal não devem ser encarados como ponto definitivo na decisão de adotar ou não um novo pet”, diz o professor Tarso Felipe Teixeira.

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Tarso também explica que os gatos, com seus costumes de passar entre as pernas dos tutores e deitar pelos cantos da casa espalham feromônios, deixando seu cheiro. Com o espaço antes dominado pelo cão, agora sendo dividido com um gato, pode ser que o cão rejeite o novo morador nos primeiros dias ou se sinta ameaçado. Por isso é importante que os tutores apresentem os animais e não deixem que fiquem sozinhos, para evitar possíveis brigas.

“Uma boa dica é deixar objetos de uso do cão como brinquedos e cobertas que ele use espalhados pela casa para que também o gato entenda que o espaço será dividido. Ao longo dos dias, os tutores devem continuar acompanhando os pets, observando seus comportamentos e buscando mantê-los próximos, sem que um invada o espaço do outro”.

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Como manter uma boa convivência entre cães e gatos
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Não seja ansioso 

É de consenso entre os especialistas que os animais devem ter seus espaços respeitados, o que é do cão na área do cão e o que é do gato, na área do gato. Não se deve forçar a aproximação. Cada animal leva o seu tempo e ambos devem saber que a presença do novo morador não irá interferir em sua rotina e que, ao contrário, será benéfica para ele. Por isso, é sempre importante recompensá-los quando fizerem algo bom nos primeiros dias, seja com afagos ou petiscos.

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A água e a comida dos cães devem ser servidas no chão enquanto as dos gatos podem ser colocadas em lugares altos como prateleiras. Para nenhum dos dois é indicado deixar comida à vontade: é importante estabelecer um horário para que eles façam as suas refeições. “Vale lembrar que gatos são exímios caçadores, sendo mais fácil fazer um enriquecimento alimentar no ambiente e deixando eles caçarem a comida, através de brinquedos feitos em casa mesmo”, explica o adestrador Wagner Brandão.

O adestrador André Almeida também ressalta que é importante criar uma aproximação gradual entre os dois, levando aos poucos o que é do cão para o lado do gato e vice-versa, para que se acostumem com o cheiro.

É importante também que eles tenham contato visual, pois eles vão aprender a identificar o comportamento um do outro baseado no que olham. As expressões corporais entre as espécies são inversas, o que pode levar a um conflito devido a confusão.

Wagner Brandão lembra que a socialização não é um trabalho tão rápido e que os tutores precisam de calma e paciência, avançando um pouco, dia após dia. Dependendo do caso, o ideal é ter orientações de um profissional que entenda tanto do comportamento canino quanto felino.

Fonte: IG PET

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Mancha da lágrima em cachorros é o entupimento de um vaso; entenda

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Mancha da lágrima
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Mancha da lágrima

A mancha da lágrima é uma preocupação muito comum entre os tutores de cães. A alteração, que consiste no escurecimento da pele e do pelo na região que fica logo abaixo dos olhos dos pets, é causada pelo entupimento de vasos responsáveis pela drenagem do líquido lacrimal e pode ser observada principalmente nas raças de focinho achatado, como  pug , buldog,  poodle , bichon frisé, maltês e lhasa apso.

Popularmente conhecida como “lágrima ácida” – o que não condiz com a realidade já que a lágrima não é ácida e nem corrói partes do pet – as manchas se formam nos casos em que o animal tem uma produção lacrimal muito grande, superando a capacidade de drenagem daquele líquido. Não sendo bem absorvida, a lágrima começa a se fixar e provocar manchas no canto interno do olho dos cachorros, onde geralmente se percebe o escurecimento com mais intensidade. Alguns sites especializados na internet apontam que a composição da lágrima possui substâncias chamadas lactoferrina e porfirina que, em contato com o pelo dos animais e da luz do dia, acabam oxidando, resultando na descoloração da pelagem. Essas substâncias também estariam presentes na saliva e na urina dos animais e, por isso, seria comum observar uma mudança na cor do pelo nas regiões em que os animais se lambem bastante, como nas patas, e próximo à vulva ou ao pênis. De acordo com o médico veterinário Raphael Clímaco, a mancha da lágrima não é uma doença. “Os olhos dos pets produzem lágrimas o tempo inteiro, durante toda a vida deles, pela glândula lacrimal. E o canal naso-lacrimal, que liga o olho ao nariz, é responsável por drenar as lágrimas dos pets. Quando existe algum tipo de entupimento desse canal, ao invés da lágrima entrar e descer pelo canal, ela escorre pela parte externa e acaba formando essa mancha da lágrima”, explica. Essa obstrução pode ser causada por vários fatores como o excesso de pelos na região ou de remela. Alguns animais, como os de raças braquicefálicas [com focinhos achatados], têm maior predisposição ao surgimento da mancha da lágrima porque neles o canal lacrimal é mais curto e mais fino. Além disso, o veterinário disserta que pode ser uma questão individual.

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“Às vezes, o animal já nasce com um canal muito estreitinho. Outras nasce até sem o canal, como já vi no consultório”, relata. De acordo com Clímaco, o tratamento para o problema deve ser feito com a desobstrução do canal naso-lacrinal, que é um procedimento ambulatorial, mas ele não irá reverter a mancha. “Não é um procedimento cirúrgico, mas o animal precisa de anestesia porque é feita com uma sonda bem fina que passa por dentro do canal. O tutor não consegue fazer isso sozinho, então é preciso levar ao veterinário. Já a mancha, não é possível limpar porque não é sujeira no pelo do animal, ele fica apenas corado, colorido, mas corrigindo o problema, aos poucos, a mancha pode clarear”, diz. Clímaco comenta que uma alimentação caseira, com restos de alimentos e temperos consumidos pelas pessoas, também pode aumentar as chances de formação da mancha da lágrima. Limpando os olhos dos cachorros Há quem acredite que, limpando adequadamente os olhos dos cachorros, é possível evitar o surgimento da mancha da lágrima. Isso é um mito. De acordo com o especialista, a limpeza dos olhos dos pets nada vai influenciar na formação do problema, já que seria necessária uma frequência de limpeza excessiva e praticamente impossível. “A limpeza dos olhos dos animais pode ser feita com um papel toalha ou algodão umedecidos em água normal. Não é necessário nada específico para essa limpeza, mas ela não evita o aparecimento da mancha da lágrima. Uma vez que o animal tem a obstrução do canal lacrimal ou quando ele tem uma alimentação errada, o líquido vai ficar o tempo inteiro naquela região. Então, a limpeza teria que ser feita minuto a minuto, o que não é viável.” Para melhorar o aspecto da mancha, existem produtos à base de antibióticos no mercado, mas o uso indiscriminado pode ser prejudicial para o animal. Esses medicamentos devem sempre ser receitados por um veterinário qualificado para o atendimento de determinado pet, nesse caso da mancha da lágrima um veterinário oftalmologista.

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Fonte: IG PET

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