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Cálculo matemático simples compara a idade de um cão à do tutor, mas há exceções

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A idade canina não pode ser comparada diretamente com a idade humana, mas há uma média comparativa básica
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A idade canina não pode ser comparada diretamente com a idade humana, mas há uma média comparativa básica

É comum acreditarmos que para  cada ano de vida de humano, o equivalente a sete anos caninos  se passam, mas essa máxima está longe de ser verdadeira. Existem diversas formas para se calcular a idade canina, em comparação a humana, mas vários quesitos devem ser levados em consideração.

Além dos fatores externos, como alimentação adequada e atividades físicas, que podem elevar a vida dos animais de estimação por mais tempo, o porte e a raça dos cães também tem uma grande influência nessa questão. Um exemplo básico para isso é que cães de raças menores costumam viver mais tempo que cães maiores.

No entanto, enquanto um cão menor atinge sua maturidade mais rápido que um cão maior e, por outro lado, o cachorro maior chega à fase da velhice mais rápido que o pequeno. Em números, enquanto um pinscher atinge a maturidade em alguns meses, um Golden retriever chegará à sua fase adulta em um ou dois anos. No entanto, aos cinco o Golden já é considerado idoso, enquanto o pinscher chegará nessa fase por volta dos 10 anos de vida.

Mas também não é tão simples assim. Como explicado pela  Naomi Harvey, zoóloga da Universidade de Nottingham, que estudou como os cães são tradicionalmente avaliados pela saúde e capacidade física, ela concentrou maior foco na parte comportamental dos animais.

Para exemplificar, ela menciona os cães de raças maiores, como o Dogue Alemão, que fisicamente já podem estar “velhos”, mas com a mente ainda de um cachorro jovem e em seu auge. Embora fisicamente eles já não aguentem mais grandes caminhadas e brincadeiras mais agitadas, ainda precisam ser mentalmente estimulados.

Calculando a idade do pet

Há diversos modos para se calcular a idade de um cão em relação à idade humana. Um cão de apenas um ano é considerado um adolescente em sua puberdade, aos dois já pode ser um jovem adulto de aproximadamente 25 anos. Aos sete o pet já é considerado como um idoso e aos 12 é classificado como geriátrico.

Outros estudos, porém, também consideram questões como o DNA dos animais,  que determinam sua deterioração, crescimento ósseo, entre outros fatores que determinam a sua idade pelo envelhecimento físico.

Um  gráfico produzido pelo professor de biologia da Universidade de Bath, Christian Yates, dá uma base média comparativa entre a idade canina e a idade humana.

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Em oito anos humanos, um cão terá aproximadamente o equivalente a 64 anos
Christian Yates

Em oito anos humanos, um cão terá aproximadamente o equivalente a 64 anos

Em 2013, a BBC publicou uma espécie de calculadora  em que, baseado em dados, pode-se fazer um comparativo em relação à idade do cão e a do tutor. Lembrando que para calcular a idade dos cães também depende de alguns fatores, como o tempo que cada raça leva para atingir as fases da vida (juventude, adulta e idoso). Lembrando que esse tempo também muda de acordo com o porte.

  • Cães de raças menores têm uma juventude mais curta, porém uma vida adulta mais longa
  • Cães de raças maiores levam mais tempo para atingir a maturidade, mas chegam à velhice mais cedo
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Logo, os cães de raças menores possuem uma expectativa de vida maior do que os cães maiores.

  • Cães de porte pequeno: cada ano canino equivale a 12,5 anos humanos.
  • Cães de porte médio: cada anos equivale a 10,5
  • Cães de porte grande: cada anos equivale a 9

Como saber a idade do cachorro?

Alguns fatores também são levados em conta para determinar a idade de um cãozinho, como a arcada dentária, quando um cão perde os dentes de leite e crescem os dentes definitivos. O nível de  deterioração dos dentes caninos ajuda a determinar a fase em que o pet está, conforme os dentes vão se amarelando, ou o nível de tártaro, por exemplo.

Mas este fator também varia de acordo com a vida que o animal leva e os cuidados que se tem com a alimentação. Um cachorro que não tem uma alimentação adequada terá essa deterioração mais rápida que um cão que segue uma dieta regrada.

Por essas questões, para identificar a idade de um cachorro adotado já adulto, por exemplo, apenas um médico veterinário poderá avaliar.

Comparação 

Considerando fatores apresentados, como não apenas a idade física do pet, como a idade mental (afinal, quem tem um espírito jovem jamais envelhece, não é mesmo?), um gráfico comparativo realizado pelo American Kennel Club ajuda a determinar, de forma básica, a idade equivalente entre os cachorros e os humanos e como isso se altera ao logo da vida, de acordo com cada porte.

tabela comparativa de idade
American Kennel Club

Tabela de comparativa de idade canina e idade humana


Fonte: IG PET

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Enforcador pode fazer mal aos cães? Adestrador explica o uso do equipamento

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Existem enforcadores de variados modelos e materiais
André L. Almeida

Existem enforcadores de variados modelos e materiais

O enforcador é um equipamento bastante utilizado por profissionais em adestramento canino e, muito devido ao nome, se tornou mal visto por muitas pessoas que entendem a ferramenta como uma forma de “torturar” os animais durante os treinamentos ou mesmo durante passeios.

A confusão acontece pela forma como é utilizado que, em muitos casos, é causado pela falta de conhecimento e prática por parte do tutor ou até mesmo do adestrador, e não diretamente relacionado ao enforcador em si.

O enforcador,  assim como qualquer outro equipamento, precisa de um conhecimento prévio  por parte de quem utiliza, que deve apresentar ao cão de maneira correta e simplificada. Assim, o animal associa o equipamento e o uso a algo que seja bom para ele e que reforça ou inibi determinados comportamentos.

Isso envolve o que é conhecido como “reforço positivo e negativo” e “punição positiva e negativa”. O adestrador comportamental André Almeida explica que não existe uma distinção entre “adestramento do bem” e “adestramento do mal”.

O “adestramento positivo”, como é chamado, tem como objetivo sempre reforçar e não punir ou corrigir comportamentos indevidos, dessa forma apenas estimula o que é bom. Na aplicação cotidiana essa prática vai contra o embasamento científico que é usado como referência.

“Para citar um exemplo, quando usam esse nome, a questão de positivo e/ou negativo – baseada nos reforçadores e punidores – que têm embasamento científico é representado por sinais de ‘mais’ e ‘menos’, em que mais é adicionar algo e menos é retirar”, explica o profissional.

O uso do enforcador feito na prática por um adestrador profissional, pode ser visto em vídeo ao final da matéria
Reprodução/Youtube

O uso do enforcador feito na prática por um adestrador profissional, pode ser visto em vídeo ao final da matéria

Quando se fala em “adestramento positivo”, o que se imagina é que apenas dessa forma será algo bom, porém o “adestramento punitivo” também se divide entre positivos e negativos, acrescentando ou retirando algo.

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De forma simples, quando se fala em reforço punitivo, o adestrador não maltratará o animal, apenas deixando de dar algo que ele goste, como deixar de oferecer um petisco para indicar que um comportamento não é adequado.

Reforço ou estímulo reforçador: segundo o behaviorismo, é a consequência de um comportamento que o torna mais provável de voltar a acontecer. O reforço poderá ser positivo ou negativo.

Punição: busca diminuir a probabilidade de que determinado comportamento indesejado volte a acontecer, por meio da apresentação de estímulo aversivo, ou a retirada de um estímulo positivo logo após tal comportamento.

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“Quando o tutor pede que o pet sente, por exemplo, ele apresenta o prêmio e aguarda que o pet realize a função desejada. Enquanto o prêmio não for dado ao animal, essa é a punição negativa, pela retirada de algo bom (algo não foi dado ao cão mesmo que ele tenha feito o desejado)”, continua.

O enforcador não deve ser usado para que o animal pare de puxar durante os passeios, isso requer treinamento adequado
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O enforcador não deve ser usado para que o animal pare de puxar durante os passeios, isso requer treinamento adequado

“A punição positiva será acrescentar algo que irá diminuir a frequência de um comportamento indesejado, em muitos casos, apenas dizer ‘não!’ ao animal, ele já entende aquilo como uma punição positiva, pois é acrescentado algo para impedir um comportamento”, exemplifica.

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Em resumo, o adestrador oferece ou deixa de dar algo para o animal de acordo com o comportamento exercido, assim o pet associa determinada ação ao que está recebendo no momento. O reforçador aumenta e o punidor diminui a frequência de determinados comportamentos. Isso também deve ser definido observando a resposta que cada animal dará para determinadas ações.

Entendendo o enforcador

O uso correto do enforcador não causa nenhum mal ao cão durante o adestramento
André L. Almenda

O uso correto do enforcador não causa nenhum mal ao cão durante o adestramento

O mesmo sentido vale para o uso de equipamentos como o enforcador. A forma como o adestrador, ou tutor, o utiliza faz com que o animal associe o objeto a algo bom ou ruim. Por isso é importante que se saiba o porquê o equipamento será usado e, principalmente, como ele será usado.

“Assim como diversas outras ferramentas, se for utilizado de forma errada, será prejudicial ao animal de alguma forma. Não se pode jogar a culpa no equipamento por si só”, diz André.

O cão também precisa ser habituado ao enforcador, que não deve ser usado como um atalho para chegar aos resultados. “Muitas pessoas acreditam que os enforcadores são utilizados para impedir que o animal puxe durante um passeio e isso pode piorar muito a situação dele”, diz. “De início, o cão ficará cansado e tende a diminuir, mas para ele o passeio é algo bom e pode acabar entendendo que aquele esforço vale a recompensa”.

André acrescenta ainda que cada animal leva um tempo de aprendizado e o treinamento deve respeitar esse período. “Não se pode tentar impor a pressa do dono ou mesmo do adestrador para o animal, isso é injusto com o cão. Os problemas de um cão devem ser resolvidos no tempo certo, que é o tempo dele.  Não se pode tentar adiantar as coisas,  o pet não aprenderá nada de um dia para o outro”, avisa.

O enforcador não representa nenhum mal ao cachorro se usado de maneira correta, contudo se o tutor tentar apressar os ensinamentos e usar o equipamento para resolver problemas de maneira mais rápida, este poderá sim fazer mal e até causar lesões ao pet. Isso pode ocorrer com qualquer outro equipamento que seja usado de maneira indevida, até mesmo uma coleira comum.

No vídeo a seguir é possível ver o uso do equipamento sendo feito pelo adestrador na prática:


Fonte: IG PET

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