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Vira-lata caramelo é o preferido entre tutores e tem origens europeias; conheça

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Uma das fotos de vira-lata caramelo mais famosas da internet
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Uma das fotos de vira-lata caramelo mais famosas da internet

No dia 31 de julho é celebrado nos Estados Unidos o “National Mutt Day”, apesar de não ser uma data oficial no Brasil, a internet assumiu para si e também comemora o dia dos cãezinhos que são tão queridos pelos brasileiros: os vira-latas .

Não há uma confirmação exata da origem do apelido dado aos cães sem raça definida, mas acredita-se que tenha sido pelo óbvios, cães de rua que viravam latas de lixo em busca de alimento. Um apelido pejorativo que hoje usamos com muito carinho quando vamos nos referir a estes doguinhos.

Ao contrário dos cães de raça pura, que são minuciosamente selecionados por criadores para que carreguem o pedigree e tenham uma árvore genealógica perfeitamente definida (muitos cães inclusive não se reproduzem de forma natural, apenas artificialmente, como é o caso dos Pugs, para citar um exemplo) os vira-lata são o resultado de uma miscigenação de uma variedade de raças, em alguns casos é possível até ter uma noção de quais deram origem aos cãezinhos, já outras, praticamente impossível.

Um estudo realizado em 2018, chamado Projeto MuttMix, mostrou ser realmente quase impossível definir a olho nu quais raças originaram um cão vira-latas, nas pesquisas, além das opiniões de voluntários, foram feitos exames de DNA para buscar essas origens e comparar os resultados.

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O vira-latas no Brasil

Vira-latas caramelo são muito populares no Brasil
Reprodução/Pixabay

Vira-latas caramelo são muito populares no Brasil

Várias pesquisas já comprovaram que  os vira-lata estão no topo do ranking de cachorros mais amados pelos brasileiros, mas há alguns anos um tipo bem específico conquistou corações por todo o país, o famoso vira-latas caramelo.

Parte da fama desses simpáticos cãezinhos, na realidade, é o resultado de uma realidade bem triste, o abandono. Por serem muito comuns nas ruas, é raro encontrar alguém que nunca tenha se deparado com um vira-latas caramelo pelo caminho de qualquer lugar que fosse.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que existem cerca de 30 milhões de animais abandonados no Brasil.

Mas a fama do simpático caramelo, inclusive, ajudou a mudar parte deste cenário, para a alegria de muitas ONGs de proteção animal. Cães que antes eram ignorados em feiras de adoção, graças a essa popularização, passaram a ser vistos com outros olhos.

Há alguns anos, no Brasil, foi feito um abaixo assinado com milhares de assinaturas pedindo para que o caramelo fosse o novo símbolo da nota de R$ 10, algo que voltou a se repetir quando anunciaram que seria lançada a nova nota de R$ 200, com o lobo-guará.

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Os memes com o símbolo nacional

O meme do vira-lata caramelo como a nota de 200 reais
Reprodução/Twitter

O meme do vira-lata caramelo como a nota de 200 reais

Parte da popularidade dos caramelos, sem dúvida nenhuma, se deve aos memes de internet, que mostram cães caramelo nas mais diversas situações. Voltando ao episódio da nota de R$ 200, há uma história triste por trás do meme.

Das várias montagens produzidas, a mais popular se tornou a que usa a imagem de uma cadelinha chamada Pipi. Esta foto foi usada pela tutora, Vanessa Brunetta, que espalhou cartazes de busca para encontrar a pet, que desapareceu em 2015 e nunca mais foi encontrada.

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Outro que se popularizou muito, foi um vira-lata caramelo chamado Chico, que ficou popular graças a um vídeo compartilhado pela tutora, mostrando a reação do pet após destruir completamente um colchão. Chico ganhou milhares de seguidores nas redes sociais e se tornou embaixador de uma marca de ração.

Um vira-lata caramelo chegou a receber o título de brasileiro honorário (válido apenas na internet, é claro), foi cãozinho de estimação da cantora Ariana Grande, chamado Toulouse.  Que chegou a ser capa de uma importante revista ao lado da tutora famosa.

Mas de onde vieram os caramelos?

Vira-Lata Caramelo
Pixabay

Vira-Lata Caramelo

Os caramelos são descendentes de cães trazidos da Europa, pelos portugueses, ainda na época da colonização – como quase todo brasileiro, veja só. Mais de 500 anos de misturas de raça deram origem ao que hoje conhecemos como vira-lata caramelo.

Eles estão por toda a parte e não é raro ver notícias envolvendo alguns deles, seja por terem arrumado alguma confusão – no bom sentido –, por aparecerem em coberturas jornalísticas ou por um novo meme de internet.

O vira-lata caramelo se tornou um grande símbolo para o brasileiro e são cada vez mais amados e, pode-se dizer, talvez, que esses simpáticos cachorrinhos tenham feito uma grande revolução por aqui e quase entraram para a história estampando uma cédula de dinheiro. Quem sabe um dia?


Fonte: IG PET

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Enforcador pode fazer mal aos cães? Adestrador explica o uso do equipamento

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Existem enforcadores de variados modelos e materiais
André L. Almeida

Existem enforcadores de variados modelos e materiais

O enforcador é um equipamento bastante utilizado por profissionais em adestramento canino e, muito devido ao nome, se tornou mal visto por muitas pessoas que entendem a ferramenta como uma forma de “torturar” os animais durante os treinamentos ou mesmo durante passeios.

A confusão acontece pela forma como é utilizado que, em muitos casos, é causado pela falta de conhecimento e prática por parte do tutor ou até mesmo do adestrador, e não diretamente relacionado ao enforcador em si.

O enforcador,  assim como qualquer outro equipamento, precisa de um conhecimento prévio  por parte de quem utiliza, que deve apresentar ao cão de maneira correta e simplificada. Assim, o animal associa o equipamento e o uso a algo que seja bom para ele e que reforça ou inibi determinados comportamentos.

Isso envolve o que é conhecido como “reforço positivo e negativo” e “punição positiva e negativa”. O adestrador comportamental André Almeida explica que não existe uma distinção entre “adestramento do bem” e “adestramento do mal”.

O “adestramento positivo”, como é chamado, tem como objetivo sempre reforçar e não punir ou corrigir comportamentos indevidos, dessa forma apenas estimula o que é bom. Na aplicação cotidiana essa prática vai contra o embasamento científico que é usado como referência.

“Para citar um exemplo, quando usam esse nome, a questão de positivo e/ou negativo – baseada nos reforçadores e punidores – que têm embasamento científico é representado por sinais de ‘mais’ e ‘menos’, em que mais é adicionar algo e menos é retirar”, explica o profissional.

O uso do enforcador feito na prática por um adestrador profissional, pode ser visto em vídeo ao final da matéria
Reprodução/Youtube

O uso do enforcador feito na prática por um adestrador profissional, pode ser visto em vídeo ao final da matéria

Quando se fala em “adestramento positivo”, o que se imagina é que apenas dessa forma será algo bom, porém o “adestramento punitivo” também se divide entre positivos e negativos, acrescentando ou retirando algo.

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De forma simples, quando se fala em reforço punitivo, o adestrador não maltratará o animal, apenas deixando de dar algo que ele goste, como deixar de oferecer um petisco para indicar que um comportamento não é adequado.

Reforço ou estímulo reforçador: segundo o behaviorismo, é a consequência de um comportamento que o torna mais provável de voltar a acontecer. O reforço poderá ser positivo ou negativo.

Punição: busca diminuir a probabilidade de que determinado comportamento indesejado volte a acontecer, por meio da apresentação de estímulo aversivo, ou a retirada de um estímulo positivo logo após tal comportamento.

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“Quando o tutor pede que o pet sente, por exemplo, ele apresenta o prêmio e aguarda que o pet realize a função desejada. Enquanto o prêmio não for dado ao animal, essa é a punição negativa, pela retirada de algo bom (algo não foi dado ao cão mesmo que ele tenha feito o desejado)”, continua.

O enforcador não deve ser usado para que o animal pare de puxar durante os passeios, isso requer treinamento adequado
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O enforcador não deve ser usado para que o animal pare de puxar durante os passeios, isso requer treinamento adequado

“A punição positiva será acrescentar algo que irá diminuir a frequência de um comportamento indesejado, em muitos casos, apenas dizer ‘não!’ ao animal, ele já entende aquilo como uma punição positiva, pois é acrescentado algo para impedir um comportamento”, exemplifica.

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Em resumo, o adestrador oferece ou deixa de dar algo para o animal de acordo com o comportamento exercido, assim o pet associa determinada ação ao que está recebendo no momento. O reforçador aumenta e o punidor diminui a frequência de determinados comportamentos. Isso também deve ser definido observando a resposta que cada animal dará para determinadas ações.

Entendendo o enforcador

O uso correto do enforcador não causa nenhum mal ao cão durante o adestramento
André L. Almenda

O uso correto do enforcador não causa nenhum mal ao cão durante o adestramento

O mesmo sentido vale para o uso de equipamentos como o enforcador. A forma como o adestrador, ou tutor, o utiliza faz com que o animal associe o objeto a algo bom ou ruim. Por isso é importante que se saiba o porquê o equipamento será usado e, principalmente, como ele será usado.

“Assim como diversas outras ferramentas, se for utilizado de forma errada, será prejudicial ao animal de alguma forma. Não se pode jogar a culpa no equipamento por si só”, diz André.

O cão também precisa ser habituado ao enforcador, que não deve ser usado como um atalho para chegar aos resultados. “Muitas pessoas acreditam que os enforcadores são utilizados para impedir que o animal puxe durante um passeio e isso pode piorar muito a situação dele”, diz. “De início, o cão ficará cansado e tende a diminuir, mas para ele o passeio é algo bom e pode acabar entendendo que aquele esforço vale a recompensa”.

André acrescenta ainda que cada animal leva um tempo de aprendizado e o treinamento deve respeitar esse período. “Não se pode tentar impor a pressa do dono ou mesmo do adestrador para o animal, isso é injusto com o cão. Os problemas de um cão devem ser resolvidos no tempo certo, que é o tempo dele.  Não se pode tentar adiantar as coisas,  o pet não aprenderá nada de um dia para o outro”, avisa.

O enforcador não representa nenhum mal ao cachorro se usado de maneira correta, contudo se o tutor tentar apressar os ensinamentos e usar o equipamento para resolver problemas de maneira mais rápida, este poderá sim fazer mal e até causar lesões ao pet. Isso pode ocorrer com qualquer outro equipamento que seja usado de maneira indevida, até mesmo uma coleira comum.

No vídeo a seguir é possível ver o uso do equipamento sendo feito pelo adestrador na prática:


Fonte: IG PET

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