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“Pode levar a danos irreversíveis”, diz infectologista sobre hidroxicloroquina

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Nos últimos dias, foi divulgado um estudo realizado na França em que a cloroquina – usada para tratar a malária – e a hidroxicloroquina – prescrita para casos de artrite reumatoide e lúpus – diminuíram a contagem viral e tornaram-se uma esperança na luta contra o coronavírus.

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Pixabay/Pexels

Cloroquina e hidroxicloroquina são usados para tratar, principalmente, malária, artrite e lúpus

Após a divulgação dos primeiros resultados positivos, porém, o fármaco começou a desaparecer das prateleiras das farmácias. Preocupados com os riscos, profissionais alertam para o fato de que a eficácia desses medicamentos para o tratamento, por enquanto, é experimental. 

“Parece claro que frente a uma situação grave se queira usar qualquer recurso viável para sobreviver, no entanto, temos que lembrar que condutas médicas são baseadas em princípios de ética e não de achismos”, defende Susanne Edinger, infectologista da Cia da Consulta, em São Paulo. 

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A médica ainda reforça que mesmo os medicamentos já autorizados exigem prescrição e acompanhamento médico. “As pessoas que se beneficiam do tratamento são doentes graves e ele não está indicado de forma profilática ou para pacientes com sintomas leves. A medicação repercute em vários efeitos colaterais graves se incorretamente utilizada”, diz Susanne. 

Não é hora de sair comprando remédio

Um dos responsáveis pela produção do medicamento no Brasil e pelos testes iniciais, a farmacêutica EMS reforça, em nota, a recomendação para que as pessoas não comprem os medicamentos nas farmácias caso não haja necessidade. “Se alguém acha que pode prevenir a doença e comprar o produto sem prescrição médica , como a empresa soube que ocorreu nos últimos dias, isso pode provocar um desabastecimento desnecessário nas farmácias”. 

A empresa recomenda que a população só consuma o produto sob prescrição médica e reforça:  “Não há qualquer respaldo científico que comprove eficácia do medicamento para a prevenção do coronavírus”, diz a nota. 

A infectologista Susanne Edinger também recorda o fato de que muitos pacientes de uso contínuo desses remédios podem sofrer caso haja o desabastecimento. “Além de não ser recomendado para casos leves se impede que pessoas que já estão em uso por outros problemas de saúde tenham acesso ao medicamento o que prejudica o tratamento”.

Para evitar problemas dessa natureza, além do uso irresponsável da hidroxicloroquina, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) restringiu a venda dos remédios com a retenção de atestado apenas para pessoas com as três doenças tratadas pelos medicamentos: malária, lúpus e artrite reumatoide.

Brasil se prepara para uso do medicamento

Ainda considerado um medicamento experimental, a hidroxicloroquina pode ser autorizada para alguns pacientes com  Covid-19 . De acordo com o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, a eventual liberação dos remédios terá caráter experimental e valerá apenas para pacientes internados em estado grave. 

Enquanto isso, os medicamentos seguem em pesquisas clínicas e testes pelas farmacêuticas autorizadas. Em nota, a EMS afirmou estar  iniciando estudos em vários centros do Brasil para checar a eficácia do uso de hidroxicloriquina em pacientes que estão em tratamento contra a Covid-19 e o possível benefício de sua associação à azitromicina, antibiótico cujo uso está relacionado ao medicamento nas pesquisas mais otimistas sobre o assunto. 

Segundo a empresa, o medicamento será usado inicialmente em pacientes voluntários graves, depois em moderados. A avaliação será feita em 500 a 600 pacientes, divididos em dois grupos: os que receberão doses de hidroxicloroquina por 10 dias e os que tomarão o medicamento associado à azitromicina , também por 10 dias. 

Já o presidente Jair Bolsonaro, que concorda com a aposta no remédio, afirmou que a produção da hidroxicloroquina será maximizada com ajuda dos laboratórios do exército . “Agora há pouco, me reuni com o senhor ministro da Defesa, onde decidimos que o laboratório químico e farmacêutico do Exército deve, imediatamente, ampliar a sua produção desse medicamento”, afirmou o presidente no sábado (21).

Fonte: IG SAÚDE

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Brasil tem 3.904 casos e 114 mortes por covid-19

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O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, informou neste sábado (28) que o Brasil tem 3.904 casos e 114 mortes por covid-19. Com os dados atualizados, o índice de letalidade da doença no país está em 2,8%.

Veja a evolução do número de casos no país, desde o registro do primeiro caso:

número de casos por dia em 28/3número de casos por dia em 28/3
Ministério da Saúde/Divulgação

Veja como os casos estão espalhados por região no país:

Casos por região do país em 28/3Casos por região do país em 28/3

Veja a íntegra da coletiva:

Um mês de coronavírus no Brasil

Ao completar um mês da primeira detecção de covid-19 no país, na quinta-feira (26), o país registrava 77 mortes e 2.915. O primeiro caso foi registrado em 26 de fevereiro.

A perspectiva do Ministério da Saúde para o próximo mês é de que a epidemia aumente no Brasil, uma vez que o país está no início da curva de crescimento pela qual outras nações já estão passando, como Estados Unidos, Itália e Espanha.

Auxilio a pequenas e médias empresas

Ontem (27) o governo anunciou uma linha de crédito emergencial para ajudar pequenas e médias empresas a quitar a folha de pagamentos. O setor está entre os mais afetados pela crise gerada pela pandemia de covid-19. A estimativa é de liberação de R$ 40 bilhões.

A medida deve beneficiar 1,4 milhão de empresas, atingindo 12,2 milhões de trabalhadores. O crédito será destinado a empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil a R$ 10 milhões e vai financiar dois meses da folha de pagamento, com volume de R$ 20 bilhões por mês.

Entrada de estrangeiros no país

Também na sexta-feira, o governo editou uma portaria para proibir temporariamente a entrada de estrangeiros de todas as nacionalidades que chegarem ao Brasil pelos aeroportos. A medida tem validade de 30 dias.

O fechamento da fronteira aérea foi feito a partir de recomendações técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a regra não será aplicada no caso de brasileiros que retornem ao país, imigrantes que moram no Brasil, parentes diretos de brasileiros e estrangeiros que são membros de órgãos internacionais. A norma também libera a entrada de quem estiver em trânsito para outros países, desde que o passageiro fique somente na sala de trânsito dos aeroportos, além de tripulantes de empresas aéreas.

Número de mortes atualizado às 17h52

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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Crivella diz que número de infectados no Rio é menor que o previsto

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O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, inspecionou neste sábado (28) o trabalho de desinfecção executado por militares das Forças Armadas no terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. O serviço faz parte de uma parceria entre o Comando Militar do Leste, a prefeitura e a concessionária dos ônibus articulados BRT.

Foram aplicados produtos desinfetantes nas catracas, corrimãos, validadores de cartões e outros pontos comuns ao toque de passageiros no terminal, que concentra um número expressivo de usuários diariamente.

De acordo com Crivella, o trabalho continua diariamente. “Vamos desinfetar todos os pontos de ônibus, portas de hospitais, barcas, metrôs e trens. É, inclusive, uma coisa didática. As pessoas devem fazer o mesmo em suas casas, sobretudo nas partes em que tocam com mais frequência, como as maçanetas das portas” disse o prefeito.

Números abaixo do esperado

Mais cedo, no Gabinete de Crise contra o novo coronavírus, instalado no Riocentro, Crivella classificou de “efetivas e equilibradas” as medidas adotadas até agora pela prefeitura no combate ao vírus, tendo em vista que os números de propagação da doença evoluíram  abaixo da expectativa. Crivella disse ainda que os números de infectados na cidade são menores que o previsto inicialmente:

“Durante a semana que começou a intervenção efetiva da prefeitura no afastamento social, ou seja, o comércio todo da cidade fechou, na madrugada de terça-feira, com exceção das atividades essenciais. Se nós formos olhar pela série histórica, deveríamos ter 2.200 casos de pessoas confirmadas. Nesta sexta-feira , tínhamos 431 casos. Vamos monitorar dia a dia, mas isso mostra que a medida que tomamos foi equilibrada. Nós não mexemos com a indústria e não mexemos com os serviços. Os números estão menores até do que uma previsão otimista”.

Reunião

O prefeito informou que neste domingo (29) terá uma reunião com os especialistas da área de saúde do município, no Riocentro, para analisar a curva de disseminação da covid-19.

De acordo com Crivella, participarão da reunião diretores de hospitais, professores universitários, infectologistas e membros da secretaria de Saúde: “Vamos avaliar as medidas que tomamos, os efeitos que tiveram e como e quando retomaremos a vida normal. Eu diria que a expectativa é boa”, avaliou.

Isolamento social

O prefeito reiterou a necessidade de manter o afastamento social até que a comunidade científica avalie que outras ações podem vir a ser tomadas em relação à circulação das pessoas.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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