Polícia Civil MT

Polícia Civil indicia madrasta por homicídio qualificado na morte de criança de 11 anos

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Assessoria/PJC-MT

A Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) de Cuiabá, concluiu o inquérito da morte da menina Mirella Poliane Chue de Oliveira, 11 anos, e indiciou a madrasta da criança, J.G.A., 42 anos, por homicídio duplamente qualificado, praticado por envenenamento e motivo torpe.

As investigações da Deddica concluíram que a indiciada teria cometido o crime sozinha, sem auxílio de outra pessoa. O inquérito aponta ainda que o pai da vítima não teve envolvimento direto e que ele teria sido induzido a erro pela mulher. A madrasta conduzia e tinha controle de todas as situações na família – financeira, educação, saúde e demais cuidados com a criança.

O trabalho investigativo apontou ainda a suspeita de que a madrasta teria envenenado o avô paterno da vítima, Edson Emanoel. No curso das diligências, a Deddica solicitou exames que constataram a possibilidade da morte do homem ter sido causada por envenenamento – ocorrida em março de 2018. A vítima morava com o avô e, com a morte dele, a menina passou a ficar com a indiciada.

Para confirmar essa suspeita, será necessária a exumação do corpo do avô para coleta de material e exames, que possam apontar vestígios de veneno o que, devido ao tempo, pode não ser possível. A Deddica solicitou à justiça autorização para que uma cópia do inquérito seja encaminhada à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, para investigar a suspeita de envenenamento do avô de Mirella.

A indiciada teve a prisão temporária convertida em prisão preventiva pela Justiça e permanece em uma unidade penitenciária feminina. O inquérito será remetido ao Ministério Público Estadual.

Crime

Mirella Poliane morreu em junho deste ano, de causa inicialmente indeterminada. A criança deu entrada em um hospital privado de Cuiabá, já em óbito, e como o hospital não quis declarar a morte, foi acionada a DHPP para liberação do corpo, que solicitou perícia por precaução, diante da falta de evidência de morte violenta. Em princípio, houve suspeita de meningite, bem como de abuso sexual, mas exame de necropsia pelo Instituto Médico Legal descartou o abuso.

A Politec coletou materiais para exames complementares e, conforme Pesquisa Toxicológica Geral realizada pelo Laboratório Forense, foram detectadas no sangue da vítima duas substâncias, uma delas um veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte.

O caso foi então remetido à Deddica, que durante as investigações desvendou o plano de envenenamento em virtude de a criança ter recebido uma indenização em decorrência da morte de sua mãe por erro médico, durante parto dela em um hospital de Cuiabá.

A equipe da Deddica concluiu que o crime foi premeditado e praticado em doses diárias, pelo período de dois meses. A indiciada causou a morte da menina usando o veneno, de venda proibida no Brasil, e ministrando gota a gota, entre abril e junho de 2019.

Motivação

As investigações apontaram que a indenização recebida pela criança foi a motivação do plano de envenenamento. A ação indenizatória foi movida pelos avós maternos da criança, que ingressaram na Justiça e neste ano, após 10 anos de tramitação do processo, a família ganhou a causa em última instância, cujo valor foi de R$ 800 mil, incluindo os descontos de honorários advocatícios.

Parte do dinheiro ficaria depositada em uma conta para a menina movimentar somente na idade adulta. A Justiça autorizou que fosse usada uma pequena parte do dinheiro para despesas da criança, mas a maior quantia ficaria em depósito para uso, após atingir a maioridade.  

Até 2018, Mirella era criada pelos avós paternos. Em 2017, a avó morreu e no ano seguinte (2018) o avô também faleceu, passando a garota a ser criada, naquele mesmo ano, pelo pai e madrasta. A partir disso, teve início o plano da mulher para matar a criança com o objetivo de ter acesso ao dinheiro.

A mulher, presa no início de setembro, foi ouvida após a morte da menina e contou que convive com o pai da vítima desde que ela tinha dois anos de idade e que se considerava mãe da criança. Ela declarou que Mirella começou a ficar doente em 17 de abril de 2019, apresentando dor de cabeça, tontura, dor na barriga e vômito.

Fonte: PJC MT
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Polícia Civil cumpre prisão de envolvido em violência doméstica e tentativa de homicídio

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Assessoria/Polícia Civil-MT

 

Um homem envolvido com crimes de violência doméstica, tentativa de homicídio e oferecer bebida alcoólica para menor de idade teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na segunda-feira (06.07), em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a oeste de Cuiabá).

As investigações contra o suspeito iniciaram há cerca de duas semanas quando ele agrediu a ex-companheira e a ameaçou de morte. Após a situação de violência doméstica, ele foragiu porém continuou a se envolver em outros crimes.

 

Dois dias depois dos fatos, o suspeito forneceu bebida alcoólica a uma menor de idade. Na ocasião, o pai da adolescente interferiu entrando em vias de fato com o investigado, momento em que o suspeito efetuou três disparos de arma de fogo contra o desafeto.

A vítima (pai da menor) não foi atingida e o suspeito foragiu novamente ao perceber a aproximação de outras pessoas. Com base nas informações levantadas durante as investigações, o delegado de Vila Bela da Santíssima Trindade, representou pelo mandado de prisão preventiva do suspeito, que foi deferido pela Justiça.

A ordem de prisão foi cumprida na segunda-feira (06) pelos policiais civis de Vila Bela da Santíssima Trindade. A arma de fogo utilizada pelo suspeito na tentativa de homicídio não foi encontrada e as investigações continuam.

Fonte: PJC MT

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Polícia Civil MT

Operação integrada cumpre 87 mandados judiciais contra tráfico de drogas nas regiões norte e noroeste de MT

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Assessoria/Polícia Civil-MT

Uma operação integrada, com a participação das forças de segurança do Estado, foi deflagrada simultaneamente nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (08.07) nas regiões norte e noroeste de Mato Grosso, para o cumprimento de 87 mandados judiciais de prisões e de buscas e apreensões contra alvos envolvidos com o tráfico de drogas e organização criminosa. As ordens judiciais da Operação Vitae III são cumpridas em municípios das Regiões Integradas de Segurança Pública (Risp) de Alta Floresta, Juína e Sinop.

As investigações para desmantelar a organização criminosa, que age principalmente em cidades das regiões de Alta Floreste e de Juína, teve início em fevereiro deste ano, a partir de investigação da Delegacia da Polícia Civil de Alta Floresta, quando foram realizadas outras duas etapas da operação resultando em prisões de diversas pessoas envolvidas com o tráfico de entorpecentes e abastecimento de pontos de venda de drogas nas cidades do norte e noroeste do estado.

Os mandados judiciais foram expedidos pela 5ª Vara Criminal de Alta Floresta para cumprimento nas cidades de Alta Floresta, Nova Monte Verde, Carlinda, Panaraíta, Sorriso e Sinop. Na Risp de Juína serão cumpridos 20 mandados judiciais nas cidades de Cotriguaçu, Juína e Juruena.

O coordenador da operação, delegado da Polícia Civil, Pablo Carneiro, informou que foram apreendidos quase 100 quilos de entorpecentes em Alta Floresta nas fases anteriores que integraram a Operação Vitae.

A operação Vitae III tem a participação de profissionais da Polícia Civil, Polícia Militar, Sistema Penitenciário, Corpo de Bombeiros, Politec e de policiais de unidades especializadas da PJC, entre elas a Gerência de Operações Especiais (GOE), Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia de Repressão a Entorpecentes e Polinter.

Fonte: PJC MT

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