POLÍCIA FEDERAL

PF investiga desvio de recursos públicos para ações de enfrentamento ao covid-19 no Amazonas

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Manaus/AM – A Polícia Federal (PF) deflagrou, com apoio do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), nesta quinta-feira (8/10), a segunda fase da Operação Sangria, por meio da qual são investigados fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude à licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

A ação da Polícia Federal visa a cumprir 14 mandados judiciais, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), dos quais 9 são de busca e apreensão e 5 de prisão temporária, todos cumpridos na cidade de Manaus/AM.

Na primeira fase da operação, verificou-se que uma empresa comercializadora de vinhos, utilizando-se de empréstimo de dinheiro, adquiriu de uma empresa local os respiradores pulmonares. Em seguida, revendeu-os ao Estado do Amazonas com preço superfaturado. Já o dinheiro recebido pelo Governo do Amazonas foi remetido ao exterior, para uma empresa aparentemente de fachada.

A partir dos elementos de prova, angariados após o cumprimento dos mandados judiciais na primeira fase, identificou-se que mais funcionários do alto escalão da Secretaria de Saúde do Amazonas também participaram do processo de contratação fraudulenta para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação do Governo do Estado.

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Há indícios de que a aquisição destes respiradores pulmonares seria apenas o início de outros esquemas de compra de equipamentos que seriam realizados durante a pandemia do COVID-19, na medida em que, na primeira fase ostensiva, foram apreendidas consideráveis propostas de preços de respiradores pulmonares de diferentes empresas na posse de apenas um empresário, sem razões aparentes.

Observou-se, ainda, a participação efetiva de sócio oculto ligado a uma empresa investigada, o qual, com o lucro obtido de maneira fraudulenta, investiu na aquisição dos testes rápidos para COVID-19, com a finalidade de revender ao Estado do Amazonas e aumentar o proveito da vantagem obtida de maneira ilícita.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, pertencimento a organização criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de reclusão.

O nome da operação é uma alusão às suspeitas de que uma revendedora de vinhos tenha sido utilizada para desviar recursos públicos que deveriam ser destinados ao sistema de saúde.

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Comunicação Social da Polícia Federal no Amazonas

[email protected] | www.pf.gov.br

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POLÍCIA FEDERAL

PF incinera mais de 2 toneladas de drogas

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Santos/SP – A Polícia Federal realizou a incineração, nesta quarta-feira (21/10), de mais de 2 toneladas de drogas (2.254 kg de cocaína), resultado da apreensão no Porto de Santos, somente neste segundo semestre. No ano de 2020, já foram apreendidos 16.148 kg de cocaína no porto.

O trabalho para incineração e completa destruição da droga é precedido de prévia autorização judicial, com base na Lei Antitóxicos (Lei n. 11.343/2006), e é realizado periodicamente com o apoio de indústria local. A droga é inserida pelos agentes num forno industrial de altíssima temperatura, sendo imediatamente destruída pelas chamas e pelo calor provocado, num processo químico devidamente seguro e obediente às regras do meio ambiente.

Para a segurança da operação, é necessário o envolvimento de vários policiais e viaturas ostensivas, inclusive de caminhão da PF para condução do material a ser destruído.

 

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo

Contato: (11) 3538-5013
E-mail: [email protected]

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