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Alunos de Cuiabá e da Polônia fazem intercâmbio online de língua espanhola

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Para motivar os alunos a estudar e dominar a língua espanhola, a professora Cristiane Montes de Novaes realiza um intercâmbio online com alunos de escola pública da Polônia. São dois países que não têm o espanhol como língua materna, mas estudam como língua estrangeira.

O resultado é o melhor possível com os alunos que não veem a hora de fazer contato não presencial com seus colegas do outro lado do mundo.

Cristiane leciona na Escola Estadual Ferreira Mendes, no bairro Boa Esperança em Cuiabá, e trabalha com o projeto “uso das redes sociais no ensino remoto de língua espanhola – intercâmbio cultural e linguístico entre Brasil e Polônia”. Participam 20 alunos do Ensino Médio da EE Ferreira Mendes.

Do lado polonês, também participam 20 alunos com o trabalho coordenado pela professora Malgorzata Wilk, da Escola Pública IV Liceum Ogólnoksztalcace im. Boleslawa Chrobrego w Bytomiu do município de Bytom.

O contato entre os alunos é via WhatsApp (que é popular na Polônia), Instagram e Facebook. Por causa do fuso horário – 6 horas – os alunos não tiveram contato por vídeo.

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“Para não tornar um projeto cansativo, nós decidimos deixá-los mais à vontade. Eles se comunicando via chat e dentro de horário disponível de cada um, considerando que muitos deles trabalham ou têm outros afazeres”, ressalta Cristiane. 

Entre os alunos participantes está Mateus Henrique, do 3º ano do Ensino Médio. Entusiasta do intercâmbio, ele gravou um vídeo para os colegas da Polônia relatando o que faz e seus hobbies em Cuiabá. “Estou aprendendo a falar espanhol e conhecendo alguns aspectos da Polônia”, ressalta.

Mateus estudou desde o 1º ano com a professora Cristiane e consegue dominar a língua espanhol.

Seu colega Italo Silva, do 1º ano, também gravou um vídeo falando sobre ele e Cuiabá. O estudante aprendeu espanhol em casa e ao chegar ao Ensino Médio, demonstrou um interesse que impressionou a professora. “É muito gratificante você ter um aluno que chega motivado para uma língua estrangeira”, festeja a professora.

Cristiane conheceu sua colega polonesa em agosto de 2019, em Santander na Espanha durante um curso de formação em língua espanhola, na cidade de Santander na Espanha.

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Cristiane foi a única professora de Mato Grosso selecionada pelo Ministério da Educação da Espanha para as nove vagas destinadas ao Brasil.

“Lá mesmo na Espanha montamos o esboço desse intercâmbio. O foco desse projeto é fazer com que os alunos usem a língua espanhola como meio de comunicação entre ambos, considerando que tanto Brasil como Polônia não têm a língua espanhola como língua materna e que os mesmos ofertam o ensino da Língua Espanhola como língua estrangeira em suas respectivas instituições”, assinala.

Para Cristiane, a tecnologia aproxima as pessoas, pois oferece uma oportunidade de conversar com pessoas de outro continente, uma situação impensável há 20 anos. 

Fonte: GOV MT

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“Com seca mais intensa, prevenção é essencial para evitar que tragédia no Pantanal se repita”, alerta Lúdio Cabral

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Foto: Helder Faria

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) destacou a importância do planejamento para prevenção e combate aos incêndios para evitar novas tragédias provocadas pelo fogo no Pantanal. Em audiência pública remota na quinta-feira (17), Lúdio reuniu moradores da região, pesquisadores, sociedade civil organizada e os órgãos responsáveis, para apresentar as ações que já estão em execução e o que ainda precisa ser feito. Muitos debatedores alertaram que a seca deve ser pior neste ano e o risco de grandes incêndios é alto. Uma comissão especial ou câmara setorial temática deverá ser criada para acompanhar o andamento das ações.

“Em 2020, um terço do Pantanal foi devastado pelo fogo. A escassez de chuvas e a previsão de uma seca mais intensa mostravam o perigo. Se os órgãos responsáveis utilizassem os mecanismos que medem e preveem essas situações, isso poderia ter sido evitado. Mesmo quando o fogo começou, se houvesse uma intervenção mais eficiente de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e dos órgãos federais, não teríamos vivido a tragédia que vivemos. Temos que evitar que isso se repita em 2021. Ou conseguimos concretizar as medidas para evitar que os incêndios aconteçam, ou teremos uma nova tragédia de proporções muito maiores”, afirmou Lúdio.

O climatologista Rodrigo Marques, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mostrou índices que apontam que a seca em 2021 pode ser pior que a de 2020. “O volume de chuvas do Pantanal é semelhante ao semiárido nordestino, o que mostra a fragilidade do sistema. Entre janeiro e maio deste ano, choveu 50,6% do volume previsto. E não adianta falar de seca no Pantanal sem saber de onde vem a chuva”, alertou o pesquisador, que exibiu ainda uma animação que mostra como a Floresta Amazônica alimenta as nuvens que trazem chuva ao Cerrado e ao Pantanal, por meio dos chamados “rios voadores” (veja o vídeo nesse link https://www.youtube.com/watch?v=teeXse6pk7k).

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Marcondes Coelho, do Instituto Centro de Vida (ICV), apresentou o mapeamento das brigadas em Mato Grosso e alertou que o estado já lidera os focos de incêndio em 2021. “São 3,3 mil focos de calor detectados entre janeiro e maio deste ano, o que é muito preocupante, somado à questão pluviométrica e climatológica”, disse. O coronel Paulo Barroso, da reserva do Corpo de Bombeiros e do grupo SOS Pantanal, alertou para a necessidade de preparação para enfrentar a tragédia anunciada. “O professor Rodrigo demonstrou bem como Mato Grosso depende da Amazônia para ter chuva. Com menos chuva, tem mais fogo”, observou.

Representantes do Corpo de Bombeiros, coronel Agnaldo Pereira, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Marco Aurelio Aires, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Cibele Xavier, e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Ademar do Nascimento, apresentaram a estrutura disponível nos órgãos e o planejamento das ações. A deputada federal Rosa Neide (PT) citou as ações da comissão externa do congresso que acompanha a situação no Pantanal e alertou que o corte de verbas promovido pelo governo federal dificulta a ação dos órgãos ambientais.

Alterações no bioma

A bióloga Solange Ikeda, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), acompanha a recuperação do bioma e alertou para o desequilíbrio gerado pelos incêndios do ano passado. “O Pantanal está rebrotando, mas precisamos de pesquisas para saber quais espécies estão rebrotando e entender se a configuração natural do Pantanal foi alterada pelos incêndios. A restauração das nascentes precisa ser feita de forma cuidadosa. É importante pensar também na recuperação social, econômica e cultural das comunidades pantaneiras”, afirmou.

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A coordenadora da Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, Cláudia Sala de Pinho, citou que as políticas públicas demoram a chegar às comunidades tradicionais e que há insegurança alimentar. O ambientalista Isidoro Salomão, da Sociedade Fé e Vida, lembrou que, além do fogo, há outras ameaças ao Pantanal. “Só temos água porque vem de fora. A água que nasce no Pantanal é muito pouca. Vamos cuidar da água, dos bichos e da gente que vive no Pantanal. Vamos lutar contra a ameaça da hidrovia, das PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) e dos agrotóxicos que envenenam nossa água e matam os peixes”, disse.

Lúdio Cabral destacou ainda que o debate sobre o fogo no Pantanal não pode se limitar a ações pontuais de combate aos incêndios. “Há um debate muito mais profundo que precisamos fazer, sobre as causas estruturais que levam o Pantanal a essa situação. O problema está muito claro: escassez de água e mudanças climáticas causadas por intervenções humanas locais. Temos que discutir o modelo de desenvolvimento atual baseado na monocultura para exportação, no uso intensivo de agrotóxicos, na destruição do Cerrado e no desmatamento da Floresta Amazônica, além de rever a instalação das mais de 100 PCHs previstas nos rios da bacia do Alto Paraguai que alimentam o Pantanal”, listou.

Fonte: ALMT

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