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Ateliê Gestando Arte expõe criações inspiradas no gestar, parir e maternar

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Foram dois meses de trocas de saberes e criações entre mulheres grávidas, mães, artistas e doulas no Ateliê Gestando Arte. Um projeto gestado em meio ao anseio por encontros e aos desafios da pandemia, e que certamente colhe frutos de muitos aprendizados. Sua última etapa, chamada de “parto-exposição”, traz à luz obras criadas por oficineiras e participantes das atividades artísticas. 

Em um site lançado nesta sexta-feira (07.05), em comemoração ao Mês das Mães, além de criações do Ateliê Gestando Arte, serão expostas obras relacionadas às temáticas do feminino e da maternidade de autoria da equipe artística composta por mulheres mato-grossenses. São elas, a foto´grafa e psico´loga Ju´ Queiroz, a multi-artista e pesquisadora Thais Fernanda, a manualista e educadora Alice Pereira e a artista pla´stica e doula Daniela Monteiro, proponente do projeto. 

No endereço virtual, www.ateliegestandoarte.com.br, gestantes também terão acesso a um e-book com informações e dicas para realizar a cerimônia de despedida e pintura da barriga, já que não será possível celebrar presencialmente esse momento – conhecido como Chá de Bênçãos – também idealizado pelo Ateliê Gestando Arte.

O projeto “Ateliê gestando arte – experiências artísticas no período gravídico-puerperal” foi contemplado no edital MT Nascentes, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e oportunizou oficinas de pintura, manualidades, autorretrato e modelagem em argila. Encontros terapêuticos e rodas de conversa sobre parto e maternidade também fizeram parte da programação voltada especialmente a gestantes e puérperas atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Cuiabá. 

O foco foram mulheres de comunidades da região Sul da capital. O Ateliê, inclusive, chegou a ter um espaço físico no bairro Jardim Imperial, onde foram realizados os primeiros encontros e oficinas, posteriormente adaptadas para o formato virtual devido ao novo pico de casos de covid-19 em Mato Grosso. 

Uma dessas mulheres contempladas pelo projeto foi Cirlene Pereira, moradora do bairro Pedra 90, que chega agora ao seu nono mês de gestação. Desempregada por conta da pandemia, ela viu no Ateliê Gestando Arte uma oportunidade de desenvolver novas habilidades e acabou encontrando um momento para si. 

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“Todas as atividades que participei foram novidades para mim. Eu estava fazendo uma consulta de rotina no postinho quando vi o cartaz e me interessei”, relata Cirlene. “Só o fato de você sair da rotina, conversar com alguém, já é muito bom, ainda mais aprendendo coisas novas. Isso faz toda a diferença”, reflete. 

Cirlene conta que, nesse período, aprendeu técnicas de aquarela e sobre amor próprio através da fotografia. Só lamenta ter tido pouco tempo de contato com o projeto, que, naquele momento, significou para ela uma rede de apoio necessária. 

“Estamos vivendo um momento difícil, muitas vidas se perdendo, e eu me sentia com os pés e mãos atadas. Estava sem condições até de pagar passagem de ônibus e as meninas do projeto se disponibilizaram a me dar carona. Sou muito grata por tudo isso”, relata Cirlene. 

Doula e educadora perinatal, Anne Mathilde, uma das coordenadoras do Ateliê Gestando Arte, acredita que, assim como aconteceu com Cirlene, participantes do projeto foram beneficiadas com um tempo dedicado a si mesmas. Mesmo diante dos desafios apresentados pela pandemia e pelo curto prazo de execução do projeto.

“Fomos percebendo que, durante o processo, aos poucos, criamos uma conexão com quem conseguimos acessar. A dificuldade de acesso às ferramentas tecnológicas e aos aplicativos ainda é algo que dificulta bastante, já que as condições da pandemia não permitiram que continuássemos com as atividades presenciais”, explica Anne.

Para realizar o Ateliê Gestando Arte, a equipe de doulas e artistas contou com o apoio da Associação de Doulas de Mato Grosso (ADOMATO) e de profissionais das Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Jardim Imperial e Pedra 90.

“Seria muito legal se conseguíssemos levar o ateliê adiante. Esse é um projeto abrangente e necessário nessas localidades. Ao mesmo tempo, é um trabalho de formiguinha que precisa de tempo para ser concretizado. Precisamos fortalecer esse vínculo com as comunidades para que possamos acessá-las com cada vez mais facilidade”, avalia Anne. Ela destaca que, com a exposição no site, a ideia também é acessar o público de forma mais abrangente. 

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Exposição online

Criado para abrigar o “parto-exposição”, o site do Ateliê Gestando Arte é um espaço de celebração dos experimentos artísticos inspirados na mulher, no gestar, no parir e no maternar. “Já que a pandemia continua tão desoladora e ainda não podemos nos encontrar, pensando em uma forma de chegar a elas, principalmente agora, no mês das mães, fortalecendo vínculos e afetos”, reforça Anne Mathilde. 

Na plataforma, são destinados espaços para exposição das obras de cada artista oficineira, relacionadas às temáticas do feminino, à maternidade e à gestação. Especificamente na aba Maternidades em Construção, ficarão expostas as produções das participantes do Ateliê Gestando Arte, realizadas durante a vigência do projeto.

No site, a equipe do projeto também disponibiliza um Manual de Despedida da Barriga, material em formato de e-book pensado como um apoio para gestantes, especialmente aquelas que estão na reta final e no período do puerpério. “Nossa intenção é de que ao lê-lo pudessem nos sentir bem pertinho, como um papo leve, um afago ao coração”.

“No manual, a gente mostra como a rede de apoio pode preparar a cerimônia de despedida da barriga para as gestantes, e como elas podem compartilhar esse momento com quem gostariam que estivesse próximo, mesmo que à distância. Também tem várias dicas sobre produção de tintas artesanais, pintura de barriga e conselhos sobre como passar por esse momento de forma mais leve”, explica Anne.

Serviço 

Parto-exposição – Ateliê Gestando Artes

Endereço: www.ateliegestandoarte.com.br

Acompanhe o projeto pelo Instagram: @ateliegestandoarte

Fonte: GOV MT

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Comissão Especial do Zoneamento recebe representantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Comissão Especial de Zoneamento Socioeconômico Ecológico recebeu, na tarde desta quarta-feira (16), o secretário-adjunto de Investimentos, Inovação e Sustentabilidade, Walter Valverde, e o superintendente de Agronegócios, Sérgio Leal, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec/MT). 

O superintendente de Agronegócios da pasta apresentou aos deputados dados sobre o desenvolvimento econômico e social do estado. Sérgio Leal destacou que as áreas de preservação já previstas na legislação alcançam 58% do estado, sobrando 42% do território para produção. E também ressaltou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso nos últimos anos. 

“A questão econômica capitaneia os avanços do estado e isso é fruto do esforço do sistema produtivo, que trabalhou na incorporação de tecnologias para aumentar a produção sem a necessidade de abrir novas áreas”, avalia Leal. “As áreas preservadas dentro das propriedades rurais somadas superam as áreas de reserva, como parques e terras indígenas. Mato  Grosso é o estado que mais produz e mais preserva, sendo líder na diminuição de desmatamento”, argumentou. 

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Para o superintendente, esses dados garantem que Mato Grosso produz de maneira sustentável. Ele avalia ainda que a minuta de novo zoneamento feita pela Secretaria de Planejamento e Gestão traz grandes restrições que atrapalham o desenvolvimento de regiões mais pobres do estado, como o Araguaia e o Guaporé. “Precisamos fazer com que as diferentes áreas do estado sejam mais homogêneas no desenvolvimento. Mato Grosso tem uma economia dinâmica e ágil, que o novo zoneamento apresentado não acompanhou”, completa Leal. 

O presidente da comissão especial, deputado estadual Dr. Eugênio (PSB), pediu que a secretaria trabalhe para fazer mudanças na minuta de novo Zoneamento Socioeconômico Ecológico do estado que está sendo apresentada à população desde fevereiro. “Queremos receber para votação na Assembleia um projeto diferente, que não impeça o desenvolvimento do estado para evitarmos fazer um substitutivo que possa ser contestado na justiça”, pediu o parlamentar.

“A Casa vai ter a grande responsabilidade de votar esse novo zoneamento e é importante que o estado não seja impedido de ser um grande produtor de alimentos”, defendeu o deputado Nininho (PSD). O deputado Valmir Moretto (Republicanos) disse que os produtores fazem a preservação dentro das propriedades e criticou a falta de apoio do poder público nesse esforço. 

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A próxima reunião da Comissão Especial de Zoneamento Socioeconômico Ecológico está prevista para o próximo dia 29 e deve ser realizada com técnicos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em São Felix do Araguaia. 

Zoneamento Socioeconômico Ecológico – Conforme definição da Secretaria Estadual de Planejamento, o Zoneamento Socioeconômico Ecológico é um mecanismo de gestão ambiental que consiste na delimitação de zonas ambientais e atribuição de usos e atividades de acordo com as potencialidades e restrições de cada uma delas, tendo por objetivo repensar a ocupação do território mato-grossense, a apropriação de seus recursos naturais e o modelo de desenvolvimento para o futuro, considerando que a ocupação espacial deve propiciar um equilíbrio entre a dinâmica natural e a socioeconômica.

Fonte: ALMT

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