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Barra do Garças e Santa Carmem comemoram aniversários com obras, repasses em dia e ações na saúde

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Barra do Garças, no Médio Araguaia, e Santa Carmem, no Centro-Norte mato-grossense, comemoram nesta terça (15), respectivamente, 71 anos e 46 anos, com ações do Governo do Estado nas áreas de infraestrutura e de saúde, especialmente no combate à pandemia do coronavírus, além de repasses financeiros superiores a R$ 60 milhões.   

Em ambos os municípios, os investimentos estaduais e de parceiros (prefeituras e associações) em obras de pavimentação e melhoramentos de rodovias, construção de pontes e de um centro de eventos ultrapassam R$ 115 milhões.

Em Barra do Garças, centro geodésico do Brasil, a 520 quilômetros de Cuiabá, está em construção o Centro de Eventos do município, com conclusão prevista para dezembro deste ano. Os recursos, de R$ 7,416 milhões, são do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Turismo (Prodestur).

Com investimento de R$ 1,6 milhão, estão em andamento obras da ponte sobre o rio Pitomba, com 31 metros de extensão, e foi iniciada outra, sobre o córrego Ouro Fino, 30,5 metros de extensão, ambas na MT-100, no sentido Araguaiana.

Está em processo de licitação a pavimentação de 18 km da MT-100, entre Torixoréu e Pontal do Araguaia, cujo perímetro urbano é conurbado à Barra do Garças. É parte de um pacote de obras de infraestrutura rodoviária de 63,4 km na MT-100, cujos investimentos estimados somam R$ 57,2 milhões – R$ 24,7 milhões em pavimentação e R$ 32,5 milhões em melhoramentos.      

Santa Carmem, 507 km de Cuiabá no sentido norte, está sendo beneficiada com a pavimentação de 70,5 km nas rodovias MT-140 e MT-422. São 30,5 km na MT-140, no sentido Vera; e 40 km na MT 422, entre entroncamento da MT-140 e entroncamento da MT-423, em direção à União do Sul.

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As obras na MT-140 resultam de um convênio entre Sinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) e prefeituras de Santa Carmem e Vera, enquanto na MT-422 os investimentos vêm de uma PPP (parceria público-privada) social com a Associação dos Beneficiários da “Rodovia João Adão Scheeren”. Os investimentos totais somam R$ 50,5 milhões.

Obras de pavimentação de 70km entre Santa Carmem e Vera – Foto de Tchélo Figueiredo 

Saúde

Para contribuir no combate à pandemia da Covid-19, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) enviou aos dois municípios 5.550 testes rápidos para detecção do vírus, dos quais 5.175 para Barra do Garças, além de medicamentos, total de 239.864 comprimidos entre azitromicina, ivermectina e dipirona, também distribuídos em gotas, num total de 4.588 frascos.

Barra Garças sedia, ainda, um escritório regional de Saúde, para atender, além de seus 61.135 habitantes, nove municípios em seu entorno (Araguaiana, Campinápolis, General Carneiro, Nova Xavantina, Novo São Joaquim, Pontal do Araguaia, Ponte Branca, Ribeirãozinho e Torixoréu).

Em repasses financeiros, Barra do Garças recebeu em 2020 (até setembro) R$ 30,6 milhões referentes a ICMS, IPVA e Fethab, além de outros R$ 20,6 milhões em assistência social, transporte escolar, convênios na área de saúde e emendas parlamentares, entre 2019 e julho deste ano.

Com 4.563 habitantes, Santa Carmem recebeu R$ 8,37 milhões em repasses de ICMS, IPVA e Fethab, além de outros R$ 2,29 milhões em assistência social, transporte escolar, convênios na área de saúde e emendas parlamentares.

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Economia

Enquanto em Barra do Garças, o setor de serviços responde pela metade do PIB municipal, avaliado em R$ 1,754 bilhão; em Santa Carmem, a agropecuária, principal formador, responde ao lado do setor de serviços por 75% de um total de R$ 310,57 milhões. Os números, do IBGE, são de 2017.       

Segundo o Observatório do Desenvolvimento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Barra do Garças conta com um frigorífico, uma indústria de ração animal e quatro distribuidoras de insumo. Em Santa Carmem opera uma distribuidora de insumos.

Embora bem abaixo de Ortigueira (PR), primeiro do ranking nacional, com 733 toneladas, Barra do Garças e Santa Carmem respondem pela terceira e quarta posição na produção de mel de abelha em Mato Grosso. Produziram em 2018 (IBGE), respectivamente 37 e 34,8 toneladas. O rebanho bovino soma 457,6 mil cabeças, das quais 428,6 em Barra do Garças.

Tanto em soja quanto em milho, a produção santa-carmense é bem superior à barra-garcense. Na soja, são 342 mil toneladas contra 103,2 mil, enquanto no milho, 443,5 mil toneladas contra 2,4 mil toneladas. Ambos os municípios ainda produzem em comum borracha e mandioca.

Separadamente, Santa Carmem produz ainda banana, arroz, feijão e melancia. Barra do Garças, cana-de-açúcar, coco e uva

(Colaboraram com informações: Karine Miranda, da Sinfra, Fernanda Nazário, da SES; e Thielli Bairros, da Sedec) 

Fonte: GOV MT

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POLÍTICA MT

Intensificação das queimadas no Pantanal é debatida em audiência pública na ALMT

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Ambiente virtual reuniu representantes de instituições e população

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Assembleia Legislativa debateu as queimadas no Pantanal mato-grossense em audiência pública na tarde desta quinta-feira (17). Representantes de órgãos como Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Ministério Público e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) participaram do encontro, presidido pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT).

As apresentações feitas no início da audiência pública demonstraram o aumento no número de focos de incêndio na região. De acordo com dados do Inpe, em 2020 já foi registrado o maior número de focos da história do mês de setembro, apesar de ainda faltarem duas semanas para o número ser fechado. O recorde anterior era do ano de 2007 com 5498 focos registrados, enquanto em setembro de 2020 já foram registrados mais de 5600 focos de incêndio. 

O representante do Instituto Centro de Vida (ICV), Vinícius Silgueiro, destacou que cerca de 22% do Pantanal já foi atingido pelo fogo e também que nove pontos de origem eram responsáveis por mais de 67% da área queimada até 17 de agosto. 

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Já as pesquisadoras Viviane Layme (UFMT), Solange Castrillon (Unemat) e Onelia Rossetto (UFMT) falaram do impacto dos incêndios na fauna e na flora pantaneiras e também indicaram que falta fiscalização e investimentos em órgãos ambientais para inibir incêndios criminosos. Além disso, Rossetto defendeu que é preciso estabelecer protocolos para o manejo da produção agrícola e de gado. 

O aumento do desmatamento no bioma foi citado pela promotora de Justiça Ana Luiza Peterlini como uma das razões para o agravamento da seca e dos incêndios na região. “O clima está ficando mais seco por ações humanas. No Ministério Público também temos assistido à drenagem das águas à revelia de órgãos de fiscalização e tem alterado todo o ciclo hidrológico do Pantanal”, alertou. 

Participação popular – Realizada de maneira remota, a discussão reuniu mais de 100 interessados na sala virtual disponibilizada para a audiência pública. Entre eles estão pantaneiros, empresários do ecoturismo, indígenas e quilombolas, que falaram das dificuldades que têm enfrentado na atual situação. 

“Perdemos roça, perdemos casa. Estamos pedindo apoio porque estamos sem segurança alimentar, perdemos toda a plantação já próximo da colheita”, relatou a presidente da Organização de Mulheres Indígenas de Mato Grosso, Alessandra Guató, de Barra do Bugres. 

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Uma das coordenadoras das comunidades tradicionais pantaneiras, Claudia Pinho, reclamou da ausência do Estado. “Já estávamos sendo muito atingidos pela Covid e depois vieram as queimadas. Nós não estávamos preparados e não tivemos a presença do poder público para minimizar a situação. Comunidades fizeram guarda para o fogo não entrar nas casas, não era nem para não entrar na propriedade”, contou. 

O deputado Lúdio Cabral garantiu que vai analisar e depois encaminhar todas as sugestões que foram dadas pelos participantes da audiência e também agradeceu a presença de deputados da Câmara Federal, que acompanharam o debate. O parlamentar também elogiou a coragem dos que estão combatendo o fogo. “Eles estão tão expostos ao risco de adoecer e morrer quanto os profissionais de saúde que estão na linha de frente contra a Covid”, pontuou Cabral.

Fonte: ALMT

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