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Bazar da Assembleia Social já começa na segunda-feira (21)

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Produtos da venda on-line serão separados por comprador e os da venda presencial estarão por categorias, em araras afastadas

Foto: Karen Malagoli

A etapa on-line do Bazar da Assembleia Social já começará na próxima segunda-feira (21), às 9h, e seguirá até o dia 2 de outubro, às 18h. São mais de 300 peças, de roupas e calçados (feminino, masculino e infantil), a serem vendidas pelo perfil do Instagram do braço social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (www.instagram.com/assembleiasocial). Toda a renda arrecadada será destinada às Obras Sociais Manoel Philomeno de Miranda.

Ao entrar na rede social, o interessado pode visualizar todas as peças nos ‘destaques’ do perfil, divididas por categorias (vestidos, sapatos femininos, masculino, infantil, etc.). Na publicação, já haverá tamanho, se é nova ou seminova e preço. Todas estão em perfeito estado e o preço varia entre R$ 2 e R$ 50.

Basta responder ao story com o interesse e combinar pagamento e retirada. É importante registrar que o atendimento será das 9h às 18h e a venda prioriza a ordem de pedido. As formas de pagamento são transferência bancária e cartões de débito e crédito e a retirada dos produtos pode ser agendada com a equipe da AL Social, bem como em sistema de drive-thru (sem precisar descer do carro), no estacionamento do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, no dia 7 de outubro, das 16h às 20h, quando será realizada a etapa presencial, com outras mais de 2000 peças.

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“Estamos nos reinventando para promover nosso bazar, que já era conhecido pela qualidade das peças, o baixo preço e a consciência social e ambiental, com o reúso e com o repasse solidário. Mas precisamos pensar soluções para este momento em que passamos. Por isso, criamos a versão on-line e a presencial a céu aberto. Não será possível divulgar todas as peças pelo Instagram e vimos no estacionamento do Zulmira uma opção”, conta o processo a diretora da AL Social e do Teatro Zulmira, Daniella Paula Oliveira.

A segunda etapa do bazar, a presencial (7 de outubro, das 16h às 20h), terá controle de entrada e protocolos de segurança. “Já ultrapassamos as duas mil peças em condições de venda, todas estão sendo lavadas, esterilizadas com álcool 70% e passadas a ferro. No dia do evento, profissionais de saúde aqui da AL estarão disponíveis para medir a temperatura e cada participante receberá luvas descartáveis para o manuseio. Ainda teremos totens com álcool em gel e organizaremos as araras com distanciamento seguro. O estacionamento de nosso teatro é bem amplo e é ao ar livre”, explica Dani Paula, convidando: “Venham todos, estamos tomando os cuidados necessários e quanto maior as vendas, maior será a ajuda às Obras Sociais, que desenvolvem um trabalho tão bonito!”.

A entidade filantrópica contemplada

As Obras Sociais Manoel Philomeno de Miranda atendem no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá, e regularmente desenvolvem atividades complementares no contraturno escolar (no período da tarde, para alunos que estudam de manhã e vice-versa), em parceria com o Comitê Pró-Infância, para crianças e adolescentes, como karatê, aulas de flauta e violão e de educação física, de segunda a sexta-feira. Os participantes recebem também toda a estrutura necessária, como kimono, material escolar, instrumento musical e alimentação.

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Aos sábados, geralmente há evangelização espírita às crianças e adolescentes e aulas de artesanato para as mães, que saem de lá com alimentos perecíveis e não perecíveis, repassados pelo Centro de Distribuição, e sopa.

Em função da pandemia, as atividades presenciais (aulas durante a semana e programação de sábado) foram suspensas e, agora, há apenas a entrega dos alimentos na manhã de sábado, sem aglomeração.

Com o valor arrecadado com o bazar, a entidade filantrópica pretende melhorar a estrutura física da instituição. “Nós temos turmas divididas por idade e precisamos de mais salas. Faremos o que for possível, como erguer uma varanda ou comprar material de construção”, contou o vice-presidente das Obras Sociais, Rafael Martine.

SERVIÇO
Bazar da Assembleia Social

Instituição beneficiada: Obras Sociais Manoel Philomeno de Miranda
Roupas, calçados, brinquedos e acessórios, adulto e infantil, novos e seminovos
Preço: de R$ 2 a R$ 50

Etapa on-line – vendas: de 21/09 a 02/10, das 9h às 18h, pelo instagram.com/assembleiasocial
Retirada agendada ou por drive-thru, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros

Etapa presencial – 07/10, das 16h às 20h, no estacionamento a céu aberto do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros

Fonte: ALMT

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Poder Legislativo busca soluções efetivas e de longo prazo para o Pantanal

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Destruição pelas chamas causa impactos incalculáveis sobre a fauna e a flora

Foto: MARIO FRIEDLANDER / ALMT

Com mais de 20% de sua área destruída pelas chamas e impactos incalculáveis sobre a fauna e a flora, o Pantanal passa a ser foco do Poder Legislativo em âmbito estadual e federal. Neste sábado (19), uma comitiva de senadores, deputados federais e estaduais, técnicos legislativos e imprensa vai ver de perto a situação do Pantanal mato-grossense e conversar com a comunidade local. Este será o segundo passo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em busca de soluções para a atual situação na região e de prevenir novos incêndios futuramente. Na quinta-feira (17), uma audiência pública abriu a programação da frente parlamentar da Câmara Federal, do Senado e da ALMT.

Devido à gravidade da situação e a preocupação com relação ao tema, foram criadas três comissões, uma na Câmara, uma no Senado e uma na Assembleia Legislativa, porém esta primeira diligência é articulada entre as três casas. Outros trabalhos conjuntos, entretanto, deverão ocorrer ao longo de todo o processo, como destacou o presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM). “Vamos trabalhar nesse projeto, a Assembleia Legislativa vai estar à frente dele, junto com a Comissão de Meio Ambiente desta Casa de Leis. Vamos elaborar propostas tanto para a Câmara Federal, como Senado e Assembleia Legislativa”, destacou.

A coordenadora da Comissão Temporária Externa na Câmara Federal, deputada Rosa Neide (PT-MT), explica que a iniciativa legislativa deverá acompanhar e promover uma estratégia nacional para enfrentar as queimadas em biomas brasileiros. “Vamos envidar esforços conjuntos e dialogados que envolvam autoridades públicas, cientistas, organizações da sociedade civil, proprietários rurais, comunidades tradicionais e toda a população. A finalidade é articular esforços para enfrentar a crise, contextualizar bem as raízes do problema e indicar o que pode ser feito para enfrentar e evitar queimadas”, explicou a deputada.

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Cerca de 3 milhões de hectares do Pantanal já foram consumidos pelas chamas

Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) vai presidir a comissão no Senado e destacou que os trabalhos poderão resultar, inclusive, num estatuto para o Pantanal. “Partimos do princípio de que não tem uma norma federal, um estatuto que contemple princípios, objetivos e diretrizes que orientem o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região”, afirmou o senador.

Neste sábado (19), o grupo político deverá partir logo cedo para o Pantanal, onde ficará até domingo. Na programação estão previstos um sobrevoo à região atingida, conversa com as equipes em campo e contato com lideranças locais de trabalhadores rurais e urbanos, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. 

A previsão é que os trabalhos das comissões sejam realizados por um período de até 90 dias, porém algumas medidas de curto prazo poderão ser apresentadas e propostas para respostas imediatas ao problema atual.

Integração – Para a professora doutora e pesquisadora do Departamento de Botânica e Ecologia do Instituto de Biociência da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Viviane Layme, a construção de uma legislação específica para ordenar a ocupação e as atividades socioeconômicas no Pantanal pode contribuir muito para evitar que tragédias como a registrada este ano voltem a ocorrer. Mas, segundo ela, para que seja realmente eficiente e realista, é preciso ouvir todos as partes envolvidas, inclusive pesquisadores, comunidades tradicionais, pecuaristas e políticos.

 “Precisamos desenvolver um trabalho integrado de longo prazo. Não adianta cada parte ficar isolada, é hora de tirarmos proveito dessa tragédia para trabalhar de forma integrada”. De acordo com a pesquisadora, os povos tradicionais e indígenas precisam ser incluídos no processo porque muitas vezes são os mais atingidos.

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Do ponto de vista do médico-veterinário e produtor rural em Poconé (a 102 km de Cuiabá) Ricardo Figueiredo Arruda, o excesso de restrições legais para o uso do Pantanal afastou o humano, deixando a região altamente preservada, porém vulnerável a incêndios como o registrado neste ano. De acordo com Ricardo, o desenvolvimento sustentável da região requer um equilíbrio ambiental, econômico e social. “Uso restrito não pode ser uso impedido. As atividades econômicas geram renda e podem ser desenvolvidas em harmonia com o meio ambiente. Vimos que atender só um lado desta tríade não dá certo”, afirma.

Em Mato Grosso, existem atualmente 2,8 milhões de cabeças de gado em uma área de 5,3 milhões de hectares. Isso representa 14,79% do rebanho total em 87,74% da área de total do Pantanal.

Integrante do Comitê Popular do Rio Paraguai há mais de 20 anos, Vanda Aparecida Santos afirma que a falta de infraestrutura e de logística deixa as comunidades lindeiras sem nenhum amparo. “Não temos carros bombeiros, equipes. Semana passada, o fogo atingiu uma comunidade que precisou se mobilizar e combater o fogo sozinha. Já estamos sofrendo com a estiagem, não precisávamos do fogo”, afirma.

Sob diferentes óticas, os três entrevistados defendem a ampla discussão e inclusão de todos os agentes na construção de uma legislação específica para o Pantanal.

Incêndio histórico – Dados do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) apontam que 20% de todo o Pantanal já foram consumidos pelas chamas, atingindo cerca de 3 milhões de hectares. O Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) identificou 15.756 focos de calor no Pantanal, maior registro para o período desde 2005.

Fonte: ALMT

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