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Comissão de Segurança Pública quer dados do Governo do Estado sobre efetivo de policiais

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O presidente da Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa, deputado João Batista (Pros), disse hoje (20) durante a primeira reunião do grupo que a equipe técnica vai pedir, mediante requerimento, para que o Governo do Estado envie dados do quadro atualizado dos profissionais da segurança pública de Mato Grosso que estão em fase de aposentadoria.

“Será um pedido de informações das policias Militar, Civil e Penal com o objetivo de apresentar um quadro de profissionais que estão na ativa, os inativos e, também, qual é o quantitativo para os próximos cinco anos que estarão indo para a aposentadoria”, explicou o presidente da comissão, dizendo ainda que no decorrer desta terça-feira, os membros do grupo farão uma visita a Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) para verificar as instalações do órgão.

Na sequência, João Batista designou relatores para analisar e votar nove projetos de lei. Seguindo a pauta, João Batista leu a resposta do memorando da Câmara Municipal de Rondonópolis e os cinco ofícios da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), encaminhados para a Comissão.

Confira os projetos analisados pelos parlamentares:

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PL nº 276/2020. Autor deputado dr. João. Assegura medidas de combate e prevenção à violência doméstica previstas na Lei Federal 11.340, de 7 de agosto de 2006 – Lei Maria da Penha e no Código Penal durante a vigência do Decreto nº 424, de 25/março/2020. Parecer favorável.

PL nº 960/2020. Dr. João. Dispõe sobre a instalação de dispositivos de captura de dados audiovisuais e georreferenciados nas viaturas e uniformes de servidores das áreas da segurança pública (substitutivo integral nº 01). Favorável.

PL nº 1007/2020. Valdir Barranco. Obriga as Empresas de Segurança Privada, no âmbito do Estado de Mato Grosso, a adotarem medidas de controle para evitar que ocorram abuso de poder e a prática de atos de violência no uso de suas atribuições (recebeu apensamento do PL nº 1019/2020). Favorável.

PL nº 1028/2020. Valdir Barranco. Institui o Serviço de disque Denúncia “S.O.S. Animal”, via aplicativo de WhatsApp, Telegram ou similares para registrar violências contra animais. Favorável.

PL nº 1047/2020. Valdir Barranco. Dispõe sobre a capacitação escolar de crianças e adolescentes para identificação e prevenção de situações de violência intra-familiar e abuso sexual e dá outras providências. Favorável.

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PL nº 65/2021. Valdir Barranco. Assegura o Direito aos portadores de deficiência auditiva ou de afonia, à capacidade plena e independente de acionamento dos canais de emergência no âmbito do Estado de Mato Grosso. Favorável.

PL nº 81/2021. Xuxu Dal Molin. Cria o cadastro Estadual de processos coletivos e do cadastro estadual de inquéritos civis e compromissos de ajustamento de conduta. Favorável.

PL nº 100/2021. Sílvio Fávero. Dispõe sobre a divulgação pelos meios que especifica de mensagem relativa às penas cominadas ao crime de maus tratos aos animais quando se tratar de cão ou gato, apontando formas para efetuar denúncias. Favorável.

PL nº 123/2021. Sílvio Fávero. Estabelece regras para coibir a violência contra a mulher, dispondo sobre a obrigatoriedade de matérias especificas em cursos de formação dos agentes estaduais de segurança pública no âmbito do Estado de Mato Grosso e dá outras providências. Favorável.

A próxima reunião ordinária da Comissão de Segurança Pública e Comunitária está programada para o dia 10/05/2021 (terça-feira), às 10h, na Sala de Reunião de Reunião das Comissões, 202.

Fonte: ALMT

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“Com seca mais intensa, prevenção é essencial para evitar que tragédia no Pantanal se repita”, alerta Lúdio Cabral

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Foto: Helder Faria

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) destacou a importância do planejamento para prevenção e combate aos incêndios para evitar novas tragédias provocadas pelo fogo no Pantanal. Em audiência pública remota na quinta-feira (17), Lúdio reuniu moradores da região, pesquisadores, sociedade civil organizada e os órgãos responsáveis, para apresentar as ações que já estão em execução e o que ainda precisa ser feito. Muitos debatedores alertaram que a seca deve ser pior neste ano e o risco de grandes incêndios é alto. Uma comissão especial ou câmara setorial temática deverá ser criada para acompanhar o andamento das ações.

“Em 2020, um terço do Pantanal foi devastado pelo fogo. A escassez de chuvas e a previsão de uma seca mais intensa mostravam o perigo. Se os órgãos responsáveis utilizassem os mecanismos que medem e preveem essas situações, isso poderia ter sido evitado. Mesmo quando o fogo começou, se houvesse uma intervenção mais eficiente de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e dos órgãos federais, não teríamos vivido a tragédia que vivemos. Temos que evitar que isso se repita em 2021. Ou conseguimos concretizar as medidas para evitar que os incêndios aconteçam, ou teremos uma nova tragédia de proporções muito maiores”, afirmou Lúdio.

O climatologista Rodrigo Marques, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mostrou índices que apontam que a seca em 2021 pode ser pior que a de 2020. “O volume de chuvas do Pantanal é semelhante ao semiárido nordestino, o que mostra a fragilidade do sistema. Entre janeiro e maio deste ano, choveu 50,6% do volume previsto. E não adianta falar de seca no Pantanal sem saber de onde vem a chuva”, alertou o pesquisador, que exibiu ainda uma animação que mostra como a Floresta Amazônica alimenta as nuvens que trazem chuva ao Cerrado e ao Pantanal, por meio dos chamados “rios voadores” (veja o vídeo nesse link https://www.youtube.com/watch?v=teeXse6pk7k).

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Marcondes Coelho, do Instituto Centro de Vida (ICV), apresentou o mapeamento das brigadas em Mato Grosso e alertou que o estado já lidera os focos de incêndio em 2021. “São 3,3 mil focos de calor detectados entre janeiro e maio deste ano, o que é muito preocupante, somado à questão pluviométrica e climatológica”, disse. O coronel Paulo Barroso, da reserva do Corpo de Bombeiros e do grupo SOS Pantanal, alertou para a necessidade de preparação para enfrentar a tragédia anunciada. “O professor Rodrigo demonstrou bem como Mato Grosso depende da Amazônia para ter chuva. Com menos chuva, tem mais fogo”, observou.

Representantes do Corpo de Bombeiros, coronel Agnaldo Pereira, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Marco Aurelio Aires, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Cibele Xavier, e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Ademar do Nascimento, apresentaram a estrutura disponível nos órgãos e o planejamento das ações. A deputada federal Rosa Neide (PT) citou as ações da comissão externa do congresso que acompanha a situação no Pantanal e alertou que o corte de verbas promovido pelo governo federal dificulta a ação dos órgãos ambientais.

Alterações no bioma

A bióloga Solange Ikeda, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), acompanha a recuperação do bioma e alertou para o desequilíbrio gerado pelos incêndios do ano passado. “O Pantanal está rebrotando, mas precisamos de pesquisas para saber quais espécies estão rebrotando e entender se a configuração natural do Pantanal foi alterada pelos incêndios. A restauração das nascentes precisa ser feita de forma cuidadosa. É importante pensar também na recuperação social, econômica e cultural das comunidades pantaneiras”, afirmou.

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A coordenadora da Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, Cláudia Sala de Pinho, citou que as políticas públicas demoram a chegar às comunidades tradicionais e que há insegurança alimentar. O ambientalista Isidoro Salomão, da Sociedade Fé e Vida, lembrou que, além do fogo, há outras ameaças ao Pantanal. “Só temos água porque vem de fora. A água que nasce no Pantanal é muito pouca. Vamos cuidar da água, dos bichos e da gente que vive no Pantanal. Vamos lutar contra a ameaça da hidrovia, das PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) e dos agrotóxicos que envenenam nossa água e matam os peixes”, disse.

Lúdio Cabral destacou ainda que o debate sobre o fogo no Pantanal não pode se limitar a ações pontuais de combate aos incêndios. “Há um debate muito mais profundo que precisamos fazer, sobre as causas estruturais que levam o Pantanal a essa situação. O problema está muito claro: escassez de água e mudanças climáticas causadas por intervenções humanas locais. Temos que discutir o modelo de desenvolvimento atual baseado na monocultura para exportação, no uso intensivo de agrotóxicos, na destruição do Cerrado e no desmatamento da Floresta Amazônica, além de rever a instalação das mais de 100 PCHs previstas nos rios da bacia do Alto Paraguai que alimentam o Pantanal”, listou.

Fonte: ALMT

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