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Deputado Claudinei destinará emenda para a Secretaria de Esporte e Lazer de Rondonópolis

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Projetos foram apresentados ao deputado Delegado Claudinei (PSL)

Foto: SAMANTHA DOS ANJOS FARIAS

A secretária municipal de Esporte e Lazer de Rondonópolis, Roseane do Prado, se reuniu com o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL), na última quinta-feira (14), para apresentar os projetos desenvolvidos. Na oportunidade, ela entregou ofício ao parlamentar com a solicitação de emenda parlamentar para a aquisição de ônibus climatizado com 40 lugares para atender o público dos projetos denominados de Acqua, Saúde e Hidroginástica, Seleção Municipal Juvenil e Seleção Municipal Aberto.

Prado explicou que o veículo atenderá o público que necessita de condução para os locais que ocorrem a prática das atividades dos projetos, como também vai contribuir no transporte dos atletas em campeonatos regionais. “Na realidade é para atender os projetos, que temos muito, sendo que será apenas um ônibus e vamos utilizar da melhor forma possível. Aproveitar o máximo”, salienta.

Ela destaca que o projeto Acqua, Saúde e Hidroginástica é o coração da secretaria municipal, pois há um trabalho direcionado ao público de diabéticos, obesos, hipertensos e idosos. “Funciona de segunda a sexta em diversos setores do município. Por exemplo, temos que sempre renovar as parcerias. Ano passado, antes da pandemia, tivemos parcerias com a Escola André Maggi, Vila Olímpica, Secretarias Municipais de Saúde e Educação. O ônibus passava nos PSFs (Postos de Saúde da Família) para pegar os pacientes e nos Cras (Centro de Referência de Assistência Social) para que pudessem praticar o esporte e fazer a aula”, detalha.

A secretária acrescenta que são atendidos 600 idosos no projeto. “Essa é a ideia do nosso projeto, dar este conforto e segurança para que os pacientes não desistam do que estamos provendo. O prefeito (Zé Carlos do Pátio) tem muito cuidado com este grupo da terceira idade. Nós queremos retornar com as seleções do juvenil e adulto, que precisam participar dos jogos regionais. Por causa da pandemia foi interrompido”, comenta.

 Ônibus – Roseane conta que o valor estimado do ônibus é de cerca de R$ 650 mil. “Avalio que é possível contribuir com a emenda parlamentar para aquisição deste veículo que vai atender este público da Secretaria de Esportes. Mas, o que está ao meu alcance seria o valor parcial. Vamos ver se o prefeito firma parceria para conseguirmos ter o recurso total e, assim, concretizar este importante benefício”, explica Claudinei.

 “A expectativa é boa para conquistar o ônibus. Ao saber do empenho do deputado em ajudar no esporte, depositei mais esperanças. Vou agarrar nesta esperança para ver se ganhamos este veículo”, conta, otimista, a secretária, que já informou que vai cadastrar todos os projetos e deixar tudo pronto para conseguirem essa verba para a aquisição do transporte.

Fonte: ALMT

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Curta-metragem retrata vivência de imigrantes em Lisboa e Cuiabá

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As vivências de imigrantes em Lisboa e Cuiabá estão sendo retratadas no curta-metragem Intersecção – A História de quem migra. A obra é resultado de vivências do diretor e ativista, Rodrigo Zaiden, ao comparar situações semelhantes do período em que viveu como imigrante em Portugal com as dos imigrantes em Mato Grosso.

“Registramos os modos como a imigração impacta diferentes pessoas de distintas culturas e nações, por um lado e, por outro, como essas pessoas se interseccionam num contexto urbano global de uma nação que não é a sua, produzindo novas formas de viver, identidades e resistências”, pontua o diretor.

A maior parte das gravações foram realizadas em 2017, ano em que Rodrigo morou no país lusitano e iniciou a pesquisa audiovisual, registrando histórias de vida de imigrantes de Brasil e de Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP), como Moçambique e Guiné Bissau. Em 2019, já em Mato Grosso, o diretor se deparou com a expressiva comunidade de imigrantes guineenses, haitianos, venezuelanos, dentre outros. 

Com a aprovação do projeto na categoria audiovisual do edital MT Nascentes da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o curta-metragem está sendo finalizado para lançamento virtual no mês de abril. Os recursos da Lei Aldir Blanc viabilizaram as últimas captações de imagens em fevereiro deste ano, e já estão em andamento as fases de edição, montagem e finalização.

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“Mais do que a intersecção entre os contextos de imigrantes em locais diferentes, esse projeto mostra as convergências entre cultura e a sensibilização do público quanto ao direito à cidadania de todos os povos. É mais uma iniciativa da qual temos satisfação em apoiar e dar visibilidade por meio de nossos editais”, assinala o titular da Secel, Alberto Machado.

De Guiné Bissau, Lídia Dju, que mora em Cuiabá e o diretor do filme, Rodrigo Zaiden

Ao contar histórias de vidas que se cruzam em situações parecidas, o filme desvela circunstâncias limítrofes da imigração, percorrendo memórias, identidades e territórios físicos e simbólicos de um tema que atinge milhões de pessoas.  

“Contamos as histórias de pessoas como a Lígia, a Marvinda ou o Ka Codé, em Lisboa, ou a Lídia, o Ênio e a Callina em Cuiabá. Falamos de suas relações com a imigração, como as mudanças, o processo de adaptação, as relações afetivas e de trabalho, a luta pelos direitos humanos e cidadania. Historicamente silenciados e invisibilizados pelas histórias oficiais portuguesa e brasileira, cada uma das pessoas traz questões únicas e fundamentais”, explica Rodrigo Zaiden.

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Conjuntura

Para o diretor, o filme busca sensibilizar não apenas quem passa pela mesma situação, mas também quem assiste, o público em geral, e os formuladores de políticas públicas, responsáveis por propor soluções aos problemas da imigração. 

Entre 2010 e 2018, Cuiabá recebeu mais de 3,5 mil haitianos e 119 venezuelanos sem considerar os imigrantes ilegais. Em Portugal, os brasileiros representam o maior número de imigrantes, somando mais de 151,3 mil pessoas vivendo legalmente. Se contar os ilegais, esse número pode dobrar. 

“Busquei amigos para compartilhar nossas lutas, que são tão diversas, mas convergem em muitos aspectos como a saudade da família e de casa, as adaptações e mudanças ou o racismo que enfrentamos por estar num país colonizador de nossos ancestrais. O mesmo imigrante brasileiro que sofre racismo em Portugal é o que pratica o preconceito com outros imigrantes aqui em Cuiabá. Este ciclo de exclusão ao outro, ao estrangeiro, precisa ter fim, já que o direito de ir e vir está amplamente expresso em todos os documentos internacionais e na constituição federal de Brasil e de Portugal”, conclui Rodrigo.

Com informações da Assessoria

Fonte: GOV MT

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