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“Estado está dando condições e suprindo as necessidades da população”, destaca prefeito durante entrega de auxílio

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Mais de 3.200 famílias receberam o cartão de auxílio financeiro do Programa Ser Família Emergencial nesta quinta-feira (06.05), nos municípios de Nortelândia (230km de Cuiabá), Alto Paraguai (200km de Cuiabá), Diamantino (184km de Cuiabá), Arenápolis (234 km de Cuiabá), Nobres (123km de Cuiabá) e Nova Marilândia (214 km de Cuiabá).

A entrega oficial contou com a presença de secretários de Estado, prefeitos dos municípios contemplados e dos deputados estaduais Eduardo Botelho e Dr. João.

A primeira-dama e secretária de Assistência Social de Nortelândia, Márcia Deungaro Fernandes, conta que a pandemia da Covid-19 fez com que aumentasse consideravelmente a demanda de famílias vulneráveis no município e o auxílio Ser Família Emergencial é importante neste momento. O prefeito Zema Fernandes reforça que é um período diferente e atípico. “O auxílio vem possibilitar que as famílias levem comida à mesa. Esse governo é sério e transparente, e está dando condições e suprindo as necessidades da população”.

Entre os beneficiários, pessoas como a Cristina da Silva Carmo, de 31 anos, mãe de sete filhos e desempregada. “Este auxílio ajudará na alimentação dos meus filhos. É um complemento importante que, somado ao bolsa família, me deixa com renda de R$ 750 por mês”, conta.

A dona Neusalina Freire Regis, que tem cinco filhos e é de Alto Paraguai (200 km de Cuiabá), também está satisfeita. “O auxílio é um grato presente de Dia das Mães, me ajudará muito na compra de alimentos para meus filhos”.

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O auxílio financeiro foi implementado após pedido da primeira-dama Virginia Mendes ao governador Mauro Mendes. Para tornar o programa Ser Família Emergencial, o Governo contou com o apoio da Assembleia Legislativa e do senador Jayme Campos.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, afirmou que o trabalho da primeira-dama Virgínia Mendes e da equipe técnica da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) está sendo muito relevante para as famílias beneficiadas. “Sabemos de todas as dificuldades que as pessoas estão passando em diversos setores durante esta pandemia e o Governo do Estado busca, em várias frentes, atenuar os impactos negativos da pandemia da Covid-19”.

Wener Santos, presidente da MT Par, ressalta que neste momento difícil a primeira dama Virginia Mendes tem esse olhar especial às famílias mato-grossenses. “Nós temos orgulho de sermos incumbidos de levar os cartões aos municípios, pois vamos ajudar famílias a colocar comida na mesa”.

“Por cinco meses esse auxilio significará uma cesta básica a mais na casa destas famílias. A gente sabe a diferença que isso faz, percebemos, neste segundo ano de pandemia, que a situação está pior e o auxílio vai beneficiar muita gente”, disse Adair José Alves Moreira, prefeito de Alto Paraguai.

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A secretária de Assistência Social de Arenápolis, Hieza Figueiredo, aproveitou para informar às famílias que receberam o cartão do auxílio emergencial que ele pode ser utilizado em mercados credenciados e apenas para comprar alimentos. “Espero que todos aproveitem bem este benefício que chegou em ótima hora”.

Em todo o Estado, serão mais de 100 mil famílias atendidas com uma renda de R$ 150 por cinco meses. As famílias atendidas estão inclusas no Cadastro Único da Assistência Social, e têm o pré-requisito de uma renda de até R$ 70 reais per capita. São mais de R$ 75 milhões destinados para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social. 

“Além de ajudar as famílias beneficiadas, em nosso município o auxílio vai injetar mais de R$ 1 milhão na economia local durante estes cinco meses. Agradecemos a primeira-dama Virgínia Mendes pelo projeto neste momento de dificuldades em tantos setores”, disse Leocir Hanel, prefeito de Nobres.

Fonte: GOV MT

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“Com seca mais intensa, prevenção é essencial para evitar que tragédia no Pantanal se repita”, alerta Lúdio Cabral

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Foto: Helder Faria

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) destacou a importância do planejamento para prevenção e combate aos incêndios para evitar novas tragédias provocadas pelo fogo no Pantanal. Em audiência pública remota na quinta-feira (17), Lúdio reuniu moradores da região, pesquisadores, sociedade civil organizada e os órgãos responsáveis, para apresentar as ações que já estão em execução e o que ainda precisa ser feito. Muitos debatedores alertaram que a seca deve ser pior neste ano e o risco de grandes incêndios é alto. Uma comissão especial ou câmara setorial temática deverá ser criada para acompanhar o andamento das ações.

“Em 2020, um terço do Pantanal foi devastado pelo fogo. A escassez de chuvas e a previsão de uma seca mais intensa mostravam o perigo. Se os órgãos responsáveis utilizassem os mecanismos que medem e preveem essas situações, isso poderia ter sido evitado. Mesmo quando o fogo começou, se houvesse uma intervenção mais eficiente de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e dos órgãos federais, não teríamos vivido a tragédia que vivemos. Temos que evitar que isso se repita em 2021. Ou conseguimos concretizar as medidas para evitar que os incêndios aconteçam, ou teremos uma nova tragédia de proporções muito maiores”, afirmou Lúdio.

O climatologista Rodrigo Marques, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mostrou índices que apontam que a seca em 2021 pode ser pior que a de 2020. “O volume de chuvas do Pantanal é semelhante ao semiárido nordestino, o que mostra a fragilidade do sistema. Entre janeiro e maio deste ano, choveu 50,6% do volume previsto. E não adianta falar de seca no Pantanal sem saber de onde vem a chuva”, alertou o pesquisador, que exibiu ainda uma animação que mostra como a Floresta Amazônica alimenta as nuvens que trazem chuva ao Cerrado e ao Pantanal, por meio dos chamados “rios voadores” (veja o vídeo nesse link https://www.youtube.com/watch?v=teeXse6pk7k).

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Marcondes Coelho, do Instituto Centro de Vida (ICV), apresentou o mapeamento das brigadas em Mato Grosso e alertou que o estado já lidera os focos de incêndio em 2021. “São 3,3 mil focos de calor detectados entre janeiro e maio deste ano, o que é muito preocupante, somado à questão pluviométrica e climatológica”, disse. O coronel Paulo Barroso, da reserva do Corpo de Bombeiros e do grupo SOS Pantanal, alertou para a necessidade de preparação para enfrentar a tragédia anunciada. “O professor Rodrigo demonstrou bem como Mato Grosso depende da Amazônia para ter chuva. Com menos chuva, tem mais fogo”, observou.

Representantes do Corpo de Bombeiros, coronel Agnaldo Pereira, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Marco Aurelio Aires, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Cibele Xavier, e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Ademar do Nascimento, apresentaram a estrutura disponível nos órgãos e o planejamento das ações. A deputada federal Rosa Neide (PT) citou as ações da comissão externa do congresso que acompanha a situação no Pantanal e alertou que o corte de verbas promovido pelo governo federal dificulta a ação dos órgãos ambientais.

Alterações no bioma

A bióloga Solange Ikeda, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), acompanha a recuperação do bioma e alertou para o desequilíbrio gerado pelos incêndios do ano passado. “O Pantanal está rebrotando, mas precisamos de pesquisas para saber quais espécies estão rebrotando e entender se a configuração natural do Pantanal foi alterada pelos incêndios. A restauração das nascentes precisa ser feita de forma cuidadosa. É importante pensar também na recuperação social, econômica e cultural das comunidades pantaneiras”, afirmou.

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A coordenadora da Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, Cláudia Sala de Pinho, citou que as políticas públicas demoram a chegar às comunidades tradicionais e que há insegurança alimentar. O ambientalista Isidoro Salomão, da Sociedade Fé e Vida, lembrou que, além do fogo, há outras ameaças ao Pantanal. “Só temos água porque vem de fora. A água que nasce no Pantanal é muito pouca. Vamos cuidar da água, dos bichos e da gente que vive no Pantanal. Vamos lutar contra a ameaça da hidrovia, das PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) e dos agrotóxicos que envenenam nossa água e matam os peixes”, disse.

Lúdio Cabral destacou ainda que o debate sobre o fogo no Pantanal não pode se limitar a ações pontuais de combate aos incêndios. “Há um debate muito mais profundo que precisamos fazer, sobre as causas estruturais que levam o Pantanal a essa situação. O problema está muito claro: escassez de água e mudanças climáticas causadas por intervenções humanas locais. Temos que discutir o modelo de desenvolvimento atual baseado na monocultura para exportação, no uso intensivo de agrotóxicos, na destruição do Cerrado e no desmatamento da Floresta Amazônica, além de rever a instalação das mais de 100 PCHs previstas nos rios da bacia do Alto Paraguai que alimentam o Pantanal”, listou.

Fonte: ALMT

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