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Governo de Mato Grosso dobra estrutura para combater incêndios florestais

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O Governo do Estado vai decretar, ainda nesta segunda-feira (14.09), estado de calamidade por conta dos incêndios florestais. A medida permite dobrar a estrutura para a prevenção, combate e autuação dos incêndios florestais em Mato Grosso, especialmente na região pantaneira.

O anúncio foi feito pelo governador Mauro Mendes, após reunião com os secretários Alexandre Bustamente (Segurança Pública), Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente) e com os comandantes do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges, e da Defesa Civil, coronel Cesar Viana Brum.

Mendes ressaltou que o Governo do Estado tem planejado e atuado nessa frente desde março, sendo que hoje há em torno de 2500 profissionais envolvidos no combate, “das forças de Segurança, da Defesa Civil, dos Bombeiros, voluntários e até no Exército Brasileiro”. Além disso, mais de R$ 22 milhões, de recursos próprios, já foram investidos para o combate às queimadas neste ano.

“Temos seis aeronaves ajudando nesse combate, três helicópteros e 40 equipes em todo o estado. Vamos baixar um decreto de calamidade que vai nos permitir contratar em regime de urgência, o que vai permitir dobrar essa estrutura e também ampliar toda a estrutura existente hoje para proteção dos animais, para resgate, principalmente para o Pantanal”, explicou.

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De acordo com o governador, as circunstâncias climáticas têm colaborado para que os incêndios tenham tomado grandes proporções. 

“Estamos em um período de longa estiagem, são mais de 100 dias sem chover em Mato Grosso. A umidade relativa do ar está baixa e em algumas regiões abaixo de 10%. É uma umidade comparada a deserto. Isso cria condições para que esses incêndios possam ocorrer e aí resulta nessas imagens que todos nós estamos vendo”.

Também será permitido o uso de retardante para controlar o fogo. A utilização da substância já foi testada pelo Corpo de Bombeiros e aprovada pela equipe técnica da Secretaria de Meio Ambiente. 

Mendes reforçou a política de Tolerância Zero para quem causar incêndios de forma criminosa. Somente de janeiro a agosto, já foram aplicados R$ 107,3 milhões em multas pelo uso irregular do fogo e R$ 805 milhões por desmatamento ilegal. 

Outra ferramenta que tem sido usada é o sistema de monitoramento via satélite, que detecta os focos de calor quase em tempo real. Com esses dados, já foi possível realizar perícia em várias regiões aonde ocorreram incêndios, inclusive o Pantanal.

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Recentemente já foram divulgados os dados que comprovaram que os incêndios ocorridos nos 40 mil hectares da reserva particular, em Barão de Melgaço (Sesc Pantanal), na Fazenda Espírito Santo, Rodovia Transpantaneira e na Fazenda São José, foram provocados por ação humana.

Os casos já estão sob investigação da Delegacia de Meio Ambiente (Dema) para punir os responsáveis.

“Peço a colaboração da população para denunciar se vir alguém fazendo um desses incêndios de forma criminosa. A grande maioria é acidental, mas quando começa fica incontrolável face a grande massa de matéria orgânica acumulada e as condições climáticas. Não iremos economizar recursos para minimizar o impacto desses incêndios em todo o estado de Mato Grosso”, completou.

Fonte: GOV MT

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Soluções em sistemas espaciais são apresentadas pela Agência Espacial Brasileira ao Governo de MT

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O desenvolvimento de Mato Grosso com auxílio de tecnologias espaciais foi o tema de reunião nesta quinta-feira (1°) entre o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, e o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Augusto Teixeira de Moura, o diretor de Gestão de Projetos, Paulo Barros, e equipe.

“A agência do Governo Federal veio conhecer as demandas do Estado em relação ao setor espacial. De pronto, relatamos nossa dificuldade com a conectividade em Mato Grosso, além de apresentarmos as potencialidades do agronegócio, infraestrutura e logística que podem utilizar as tecnologias oferecidas pela agência espacial”, disse Miranda.

O presidente da AEB informou que as visitas ao Estado – já conheceram a Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e ainda conversarão com a Secretaria de Estado de Tecnologia e Inovação (Seciteci), buscam conhecer as demandas e oferecer soluções.

Mato Grosso, segundo César Miranda, é grande e tem necessidades de conectividade, observação e monitoramento de clima, aplicações agricultura, logística e principalmente no setor mineral, que é uma das grandes riquezas do Estado.

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“Sistemas espaciais podem enriquecer informações sobre financiamento de safras e riscos meteorológicos, além de dar mais segurança, não só para o produtor, mas também para o financiador. É interessante para a AEB agregar valor nesse tipo de atividade”, destacou o presidente da AEB. 

Segundo Carlos Moura, no próximo mês a equipe da Agência Espacial Brasileira deve apresentar ao Governo do Estado projetos e iniciativas que solucionem as demandas colhidas durante as visitas presenciais e videoconferências.

 

Fonte: GOV MT

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