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Live reúne secretários de meio ambiente para discutir ações no combate à incêndios florestais

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Com a proximidade do Dia da Amazônia, dia 3 de setembro ocorre o primeiro encontro virtual Diálogos pela Amazônia. Cientes da importância de que o debate sobre a preservação da floresta seja público, secretários de meio ambiente dos estados da Amazônia Legal discutem as “lições e ações no combate aos incêndios florestais”, debate mediado pela jornalista Paulina Chamorro, contribuindo para as reflexões que a data merece. 

O diálogo inicia as 18h de Brasília e será transmitido pelo canal da Sema Mato Grosso no Youtube.

Os nove estados da Amazônia Legal, que integram a Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force – em inglês), vêm trabalhando intensamente em políticas de prevenção e no combate aos incêndios que assolam a floresta, aumentam o desmatamento e ameaçam a biodiversidade.

As políticas implementadas pelos estados têm realizado trabalhos que vão desde a educação ambiental sobre a importância de evitar queimadas, atendimento de animais silvestres afetados, incentivo às denúncias, até grandes operações de fiscalização que resultam na apreensão de equipamentos e na identificação de criminosos.

Para o secretário de meio ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, o diálogo é uma oportunidade de reforçar o interesse de todos os estados de que a floresta permaneça em pé, e que todos estão trabalhando de forma comprometida para que isso aconteça.

“No momento em que a gente nota, ao longo dos anos, o aumento do desmatamento e queimadas na Amazônia é mais do que importante, é urgente o diálogo entre os Estados para acharmos soluções definitivas, para que a gente possa estabilizar esse crescimento e reduzir a ilegalidade. Essa integração é uma maneira de encontrarmos juntos novos caminhos de atuação não só de forma imediata, mas também a médio e longo prazo, discutindo modelos de geração de renda e políticas públicas mais compatíveis com a realidade do nosso bioma”, ressaltou Taveira.

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No trabalho de proteção à maior floresta tropical do mundo, a atuação coletiva se mostra cada vez mais necessária. Para a secretária de meio ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, o trabalho conjunto entre os governos estaduais, o setor produtivo e o governo federal tornam-se decisivos para uma resposta rápida no combate às queimadas.

“A integração das forças dos entes federais e estaduais, em um momento em que as estruturas são precárias e os Estados têm a mesma demanda, é essencial para obtermos resultados positivos e eficientes. Quando compartilhamos os recursos e as informações, nós entregamos melhores serviços à sociedade e com menor custo aos cofres públicos”, destaca a gestora que também preside o Fórum de Secretários de Meio Ambiente da Amazônia Legal. 

Desenvolvimento sustentável e combate aos incêndios florestais

A integração entre desenvolvimento e preservação da floresta é possível, e é nesse sentido que o Pará vem trabalhando, como destaca o secretário de meio ambiente Mauro Ó de Almeida.

“O Plano Estadual Amazônia Agora, instituído pelo Governo do Pará, promove o desenvolvimento sustentável no campo por meio de regularização fundiária e ambiental, apoio técnico e acesso a linhas de crédito para produtores rurais”, explica. Para o secretário é importante “virar a chave dessa cultura de desmatamento, fazer os produtores rurais entenderem que eles podem lucrar e produzir mais de maneira sustentável, sem degradar novas áreas”.

Neste mesmo sentido, Rondônia tem atuado intensivamente no combate ao desmatamento ilegal e às queimadas, em parceria com o Batalhão da Polícia Ambiental, Batalhão de Choque, Exército Brasileiro, IBAMA e ICMBio. De acordo com Secretário de Estado do Desenvolvimento Ambiental, Marcílio Leite Lopes, as políticas ambientais estão pautadas na conservação e no desenvolvimento.

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“Estamos na linha de frente das ações de combate ao desmatamento e queimadas, indo além das ações de monitoramento, buscamos através da educação ambiental orientar as pessoas sobre o que é permitido ou não”, explicou Lopes. O secretário destaca ainda foram reforçadas as “ações de fomento à transição para um modelo econômico de baixas emissões, incentivando e fortalecendo os produtores em pequena, média e grande escala, a buscarem nas suas cadeias produtivas, alternativas, práticas sustentáveis de baixas emissões de carbono ou mecanismos de compensação, incluindo também os povos indígenas e as comunidades tradicionais.

Os estados Acre, Maranhão, Roraima e Tocantins vão apresentar suas ações por meio de mensagem em vídeo que será divulgada durante a abertura do diálogo. 

Sobre  a GCF Task Force

A Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force) é uma colaboração subnacional de 38 estados e províncias que trabalham para proteger as florestas tropicais, reduzir as emissões do desmatamento e da degradação florestal, e para promover caminhos realistas de desenvolvimento rural e preservação das florestas. No Brasil, os nove estados membros da Amazônia Legal integram a Força Tarefa.

Para informações entre em contato pelo e-mail: [email protected]

Serviço

Live: “Diálogos Pela Amazônia: lições e ações no combate aos incêndios florestais”

Quando: 3 de setembro, às 18 horas de Brasília

Onde: youtube.com/sema.matogrosso

Participação: secretários de meio ambiente dos estados da Amazônia Legal. Mediação da jornalista Paulina Chamorro

Fonte: GOV MT

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Violência no trânsito custou R$ 28,5 milhões para a Saúde de Mato Grosso em 5 anos

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Dados estatísticos do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam que, no período de 2014 a 2018, ocorreram mais de 26 mil internações ao custo de R$ 28,5 milhões em Mato Grosso. No país, foram R$ 14 bilhões em custos para o SUS somente no ano de 2019.

Esses dados são considerados alarmantes pelas autoridades de trânsito e por profissionais da área da saúde pública estadual e estão em debate no I Encontro Mato-grossense de Mobilidade Segura e Vida no Trânsito, realizado pelo Governo do Estado, por meio de diversas secretarias e órgãos do Executivo.

O evento é realizado no momento em que se completa 10 anos de existência do Programa Vida no Trânsito – instituído pelo Ministério da Saúde. Desde 2019 que o assunto passou a ser tratado de forma integrada por diversas áreas do Governo Estadual, que instituiu o Comitê Intersetorial do Programa de Vida no Trânsito, com coordenação central no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

A primeira parte da programação do evento teve início na última sexta-feira (18.09), com transmissão de palestras de doutores e especialistas em mobilidade, arquitetura urbana e em saúde coletiva, que trataram de temas voltados para a promoção da paz, da saúde e da segurança no trânsito. O encontro também contou com a presença de autoridades estaduais da área do trânsito.

De acordo com os membros do Comitê que representam a pasta da saúde estadual, Rosiene Rosa Pires, coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde, e Aparecido Samuel de Castro, coordenador do Comitê, o trânsito passou a integrar as ações de promoção da saúde no âmbito da SES desde 2019, em razão do alto índice de internações causadas por acidentes e violência no trânsito.

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O processo de implantação deste serviço contou com o apoio técnico do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). A finalidade é interferir na realidade do trânsito para a promoção de melhorias na segurança e para a promoção da paz e da saúde nessa área.

Mobilidade um direito social

De acordo com a representante do Conass, Mércia Gomes Oliveira de Carvalho, doutora em ciência na área da saúde pela Universidade de Brasília (UnB), a violência no trânsito é a segunda causa de morte no país, sendo os jovens na faixa etária de 20 a 39 anos de idade as principais vítimas, de acordo com dados do Ministério da Saúde no ano de 2017.

A arquiteta e consultora em urbanismo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Silmara Vieira, enfatiza que a mobilidade é um direito social e que dá acesso a outros direitos da cidade, considerando que 80% da população brasileira residem em área urbana. Para a arquiteta, a violência de trânsito pode ser evitada, com medidas de intervenção na engenharia da mobilidade, voltadas para a segurança e para a saúde das pessoas. “As cidades ainda são planejadas para os veículos e não para as pessoas”, destacou.

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Para o presidente do Conselho Estadual de Trânsito (CETRAN-MT) e diretor executivo do DETRAN, José Eudes, o trânsito está interferindo na saúde do cidadão. A mudança de comportamento deve existir para que se promova a cultura de paz no trânsito.

Acidentes e pandemia

O representante do Batalhão da PM de Trânsito, o 1º Tenente da PM Carlos Manoel Sanches destaca o alto índice de acidentes com motos, que ocupa o primeiro lugar no ranking de acidentes e violência no trânsito, no ano de 2019. “É alarmante essa quantidade de acidentes e gera um impacto grande em diversas áreas e especialmente na esfera da saúde pública”, enfatizou.

Segundo dados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, no período de janeiro a agosto dos anos de 2019 e 2020, houve uma diminuição a partir de março em razão da pandemia e do isolamento social. Porém, com a flexibilização da mobilidade social, já houve aumento das ocorrências.

Serviço

O evento conta com transmissão em tempo real, via canal do YouTube da Escola de Saúde Pública (ESP-MT) e a programação prossegue até o dia 21 de setembro.

A programação do I Encontro Mato-grossense de Mobilidade Segura e Vida no Trânsito pode ser acessada pelo link: http://www.saude.mt.gov.br/upload/noticia/1/arquivo/170920110630-SES-MT-A-programacao.pdf

Fonte: GOV MT

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