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Max Russi anuncia R$ 700 mil para Jaciara durante entrega de ambulância

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Russi participou da entrega de uma nova ambulância para o município, fruto de emenda parlamentar do deputado federal Emanuel Pinheiro .

Foto: MAYCON FALCONY / ASSESSORIA DE GABINETE

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), anunciou durante a manhã desta quinta-feira (22) a destinação de R$ 700 mil para custeio das ações de saúde em Jaciara, assim como a aquisição de equipamentos e insumos para o tratamento de pacientes com Covid-19. Russi participou da entrega de uma nova ambulância para o município, fruto de emenda parlamentar do deputado federal Emanuel Pinheiro (PTB), o Emanuelzinho. 

Max Russi alegou que, com a pandemia, as despesas na área da Saúde tiveram um aumento substancial, isso em todos os municípios de Mato Grosso, principalmente Jaciara, que tem sido polo para as outras cidades do Vale do São Lourenço, também composto por São Pedro da Cipa, Juscimeira e Dom Aquino. “Essa é uma emenda de R$ 700 mil para custeio da saúde, num momento delicado e de extrema necessidade”, justificou.

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Além da prefeita Andreia Wagner (PSB), o prefeito de São Pedro da Cipa, Eduardo Português (PSB), também participou da solenidade, que seguiu todos os protocolos preconizados pelas autoridades de saúde. O gestor da cidade vizinha formalizou a doação de uma UTI móvel para Jaciara, em regime de comodato. 

“Para nós é uma felicidade muito grande poder ajudar o município, tendo em vista que a nossa referência em saúde é Jaciara. E, com certeza, essa UTI móvel será muito bem utilizada pelo município. Essa união só tem a beneficiar todo a nossa região”, avaliou. 

Os novos, investimentos, conforme a prefeita Andreia Wagner, vieram em um momento mais do que oportuno. Andreia tem atuado firme nas ações de combate à pandemia.  “A nossa Saúde está precisando muito, nesse momento de pandemia. Assim só temos a agradecer ao deputado Emanuelzinho por ter doado essa ambulância, ao deputado Max Russi pela emenda de 700 mil para custeio das nossas ações de combate à Covid e o prefeito Eduardo, que está nos concedendo essa UTI móvel e outros equipamentos, como monitor cardíaco, tudo para ajudar nosso hospital municipal”, comemorou.

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Jaciara já vacinou 4.864 pessoas até o dia 20 de abril deste ano, além de 313 aplicações realizadas no feriado de Tiradentes, que ainda não foram computadas pela SES, somando 5.177 vacinas aplicadas. Os dados são do Painel de Distribuição de Vacinas (Vacinômetro), divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Fonte: ALMT

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“Com seca mais intensa, prevenção é essencial para evitar que tragédia no Pantanal se repita”, alerta Lúdio Cabral

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Foto: Helder Faria

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) destacou a importância do planejamento para prevenção e combate aos incêndios para evitar novas tragédias provocadas pelo fogo no Pantanal. Em audiência pública remota na quinta-feira (17), Lúdio reuniu moradores da região, pesquisadores, sociedade civil organizada e os órgãos responsáveis, para apresentar as ações que já estão em execução e o que ainda precisa ser feito. Muitos debatedores alertaram que a seca deve ser pior neste ano e o risco de grandes incêndios é alto. Uma comissão especial ou câmara setorial temática deverá ser criada para acompanhar o andamento das ações.

“Em 2020, um terço do Pantanal foi devastado pelo fogo. A escassez de chuvas e a previsão de uma seca mais intensa mostravam o perigo. Se os órgãos responsáveis utilizassem os mecanismos que medem e preveem essas situações, isso poderia ter sido evitado. Mesmo quando o fogo começou, se houvesse uma intervenção mais eficiente de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e dos órgãos federais, não teríamos vivido a tragédia que vivemos. Temos que evitar que isso se repita em 2021. Ou conseguimos concretizar as medidas para evitar que os incêndios aconteçam, ou teremos uma nova tragédia de proporções muito maiores”, afirmou Lúdio.

O climatologista Rodrigo Marques, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mostrou índices que apontam que a seca em 2021 pode ser pior que a de 2020. “O volume de chuvas do Pantanal é semelhante ao semiárido nordestino, o que mostra a fragilidade do sistema. Entre janeiro e maio deste ano, choveu 50,6% do volume previsto. E não adianta falar de seca no Pantanal sem saber de onde vem a chuva”, alertou o pesquisador, que exibiu ainda uma animação que mostra como a Floresta Amazônica alimenta as nuvens que trazem chuva ao Cerrado e ao Pantanal, por meio dos chamados “rios voadores” (veja o vídeo nesse link https://www.youtube.com/watch?v=teeXse6pk7k).

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Marcondes Coelho, do Instituto Centro de Vida (ICV), apresentou o mapeamento das brigadas em Mato Grosso e alertou que o estado já lidera os focos de incêndio em 2021. “São 3,3 mil focos de calor detectados entre janeiro e maio deste ano, o que é muito preocupante, somado à questão pluviométrica e climatológica”, disse. O coronel Paulo Barroso, da reserva do Corpo de Bombeiros e do grupo SOS Pantanal, alertou para a necessidade de preparação para enfrentar a tragédia anunciada. “O professor Rodrigo demonstrou bem como Mato Grosso depende da Amazônia para ter chuva. Com menos chuva, tem mais fogo”, observou.

Representantes do Corpo de Bombeiros, coronel Agnaldo Pereira, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Marco Aurelio Aires, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Cibele Xavier, e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Ademar do Nascimento, apresentaram a estrutura disponível nos órgãos e o planejamento das ações. A deputada federal Rosa Neide (PT) citou as ações da comissão externa do congresso que acompanha a situação no Pantanal e alertou que o corte de verbas promovido pelo governo federal dificulta a ação dos órgãos ambientais.

Alterações no bioma

A bióloga Solange Ikeda, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), acompanha a recuperação do bioma e alertou para o desequilíbrio gerado pelos incêndios do ano passado. “O Pantanal está rebrotando, mas precisamos de pesquisas para saber quais espécies estão rebrotando e entender se a configuração natural do Pantanal foi alterada pelos incêndios. A restauração das nascentes precisa ser feita de forma cuidadosa. É importante pensar também na recuperação social, econômica e cultural das comunidades pantaneiras”, afirmou.

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A coordenadora da Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, Cláudia Sala de Pinho, citou que as políticas públicas demoram a chegar às comunidades tradicionais e que há insegurança alimentar. O ambientalista Isidoro Salomão, da Sociedade Fé e Vida, lembrou que, além do fogo, há outras ameaças ao Pantanal. “Só temos água porque vem de fora. A água que nasce no Pantanal é muito pouca. Vamos cuidar da água, dos bichos e da gente que vive no Pantanal. Vamos lutar contra a ameaça da hidrovia, das PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) e dos agrotóxicos que envenenam nossa água e matam os peixes”, disse.

Lúdio Cabral destacou ainda que o debate sobre o fogo no Pantanal não pode se limitar a ações pontuais de combate aos incêndios. “Há um debate muito mais profundo que precisamos fazer, sobre as causas estruturais que levam o Pantanal a essa situação. O problema está muito claro: escassez de água e mudanças climáticas causadas por intervenções humanas locais. Temos que discutir o modelo de desenvolvimento atual baseado na monocultura para exportação, no uso intensivo de agrotóxicos, na destruição do Cerrado e no desmatamento da Floresta Amazônica, além de rever a instalação das mais de 100 PCHs previstas nos rios da bacia do Alto Paraguai que alimentam o Pantanal”, listou.

Fonte: ALMT

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