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Max Russi participa de distribuição de cestas básicas em VG; ação beneficiou 145 famílias

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Deputado Max Russi acompanhou as entregas em dois pontos de Várzea Grande

Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

“O coração dele é bonito como ele”. Foi o que disse a dona Maria Isabel dos Santos Arruda, moradora do Bairro Água Vermelha, após receber uma cesta básica das mãos do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), na terça-feira (13), em Várzea Grande. Ela foi uma das beneficiadas com a distribuição promovida pelo programa Vem Ser Mais Solidário, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), por intermédio da primeira-dama Virgínia Mendes, Prefeitura de Várzea Grande e projeto VG Mais Ação, em parceira com a Casa de Leis. No total, 145 famílias em situação de vulnerabilidade foram beneficiadas.

Conforme a coordenadora do projeto, Marciany Bustamante, o apoio do parlamentar ao VG Mais Ação, que desde 2018 promove ações de cidadania, tem sido fundamental, ainda mais nesse período em que os mutirões sociais estão suspensos, devido às restrições sanitárias impostas pelo combate à disseminação do novo coronavírus. “Quando olho para o senhor, eu penso: ele é um de nós. O senhor faz parte da história desse projeto. Nós só temos a agradecer”, afirmou. 

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Russi acompanhou as entregas em dois pontos da cidade, sendo a primeira no Água Vermelha e outra no Parque Del Rey. “Cada um de nós temos a função, enquanto ser humano, de olhar pelo próximo. Hoje eu tenho a sorte de poder trabalhar com ações que me identificam”, discursou. 

Ação essa reconhecida pela senhora Emília Correa da Silva, de 67 anos. “Há 10 meses eu perdi meu marido para esse vírus. Minha aposentadoria só dá para os remédios. Essa ajuda é uma benção”, agradeceu.

Já Quitéria dos Reis Silva, de 63 anos, prometeu orações em agradecimento. “Se eu já orava por todos, agora vou orar ainda mais por essas pessoas que estão cuidando de nós”, garantiu.

Em meio a entraves, burocracias e dificuldades para conter o avanço da Covid-19, o deputado Max Russi reforça a importância das ações sociais para minimizar os efeitos colaterais inerentes da situação caótica que estamos vivendo. 

“São de fundamental importância as ações emergenciais e eficazes de combate à pandemia, mas não podemos deixar o social. Alguns pessoas perderam emprego, muitas perderam familiares. É preciso manter o olhar humano sobre os mais vulneráveis”, finalizou. 

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O VG Mais Ação já realizou mais de 22 mil atendimentos a famílias de regiões periféricas de Várzea Grande, através de serviços voluntários, como: corte de cabelo feminino e masculino, exames oftalmológicos (com doações de óculos para os de baixa renda); limpeza de pele; atendimento médico adulto, pediátrico e ginecológico; dentistas (aplicações de flúor e limpezas); aferição de pressão arterial e glicose; massagem; apresentações culturais; maquilagem; demonstração de produtos; consultoria para cachos e penteados;  esmalteria;  assistência social; defensoria pública; encaminhamento para confecção de RG 2ª, 3ª e 4ª via; atendimento jurídico; atendimento contábil; atendimento DAE, CAD único; CRAS Santa Maria; psicólogo; fonoaudiólogo; Zoonoses de Várzea Grande; Batalhões da Cavalaria Militar, Rotam, Banda Militar e Ambiental; Prepara Cursos, entre outros.

Fonte: ALMT

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“Com seca mais intensa, prevenção é essencial para evitar que tragédia no Pantanal se repita”, alerta Lúdio Cabral

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Foto: Helder Faria

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) destacou a importância do planejamento para prevenção e combate aos incêndios para evitar novas tragédias provocadas pelo fogo no Pantanal. Em audiência pública remota na quinta-feira (17), Lúdio reuniu moradores da região, pesquisadores, sociedade civil organizada e os órgãos responsáveis, para apresentar as ações que já estão em execução e o que ainda precisa ser feito. Muitos debatedores alertaram que a seca deve ser pior neste ano e o risco de grandes incêndios é alto. Uma comissão especial ou câmara setorial temática deverá ser criada para acompanhar o andamento das ações.

“Em 2020, um terço do Pantanal foi devastado pelo fogo. A escassez de chuvas e a previsão de uma seca mais intensa mostravam o perigo. Se os órgãos responsáveis utilizassem os mecanismos que medem e preveem essas situações, isso poderia ter sido evitado. Mesmo quando o fogo começou, se houvesse uma intervenção mais eficiente de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e dos órgãos federais, não teríamos vivido a tragédia que vivemos. Temos que evitar que isso se repita em 2021. Ou conseguimos concretizar as medidas para evitar que os incêndios aconteçam, ou teremos uma nova tragédia de proporções muito maiores”, afirmou Lúdio.

O climatologista Rodrigo Marques, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mostrou índices que apontam que a seca em 2021 pode ser pior que a de 2020. “O volume de chuvas do Pantanal é semelhante ao semiárido nordestino, o que mostra a fragilidade do sistema. Entre janeiro e maio deste ano, choveu 50,6% do volume previsto. E não adianta falar de seca no Pantanal sem saber de onde vem a chuva”, alertou o pesquisador, que exibiu ainda uma animação que mostra como a Floresta Amazônica alimenta as nuvens que trazem chuva ao Cerrado e ao Pantanal, por meio dos chamados “rios voadores” (veja o vídeo nesse link https://www.youtube.com/watch?v=teeXse6pk7k).

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Marcondes Coelho, do Instituto Centro de Vida (ICV), apresentou o mapeamento das brigadas em Mato Grosso e alertou que o estado já lidera os focos de incêndio em 2021. “São 3,3 mil focos de calor detectados entre janeiro e maio deste ano, o que é muito preocupante, somado à questão pluviométrica e climatológica”, disse. O coronel Paulo Barroso, da reserva do Corpo de Bombeiros e do grupo SOS Pantanal, alertou para a necessidade de preparação para enfrentar a tragédia anunciada. “O professor Rodrigo demonstrou bem como Mato Grosso depende da Amazônia para ter chuva. Com menos chuva, tem mais fogo”, observou.

Representantes do Corpo de Bombeiros, coronel Agnaldo Pereira, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Marco Aurelio Aires, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Cibele Xavier, e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Ademar do Nascimento, apresentaram a estrutura disponível nos órgãos e o planejamento das ações. A deputada federal Rosa Neide (PT) citou as ações da comissão externa do congresso que acompanha a situação no Pantanal e alertou que o corte de verbas promovido pelo governo federal dificulta a ação dos órgãos ambientais.

Alterações no bioma

A bióloga Solange Ikeda, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), acompanha a recuperação do bioma e alertou para o desequilíbrio gerado pelos incêndios do ano passado. “O Pantanal está rebrotando, mas precisamos de pesquisas para saber quais espécies estão rebrotando e entender se a configuração natural do Pantanal foi alterada pelos incêndios. A restauração das nascentes precisa ser feita de forma cuidadosa. É importante pensar também na recuperação social, econômica e cultural das comunidades pantaneiras”, afirmou.

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A coordenadora da Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, Cláudia Sala de Pinho, citou que as políticas públicas demoram a chegar às comunidades tradicionais e que há insegurança alimentar. O ambientalista Isidoro Salomão, da Sociedade Fé e Vida, lembrou que, além do fogo, há outras ameaças ao Pantanal. “Só temos água porque vem de fora. A água que nasce no Pantanal é muito pouca. Vamos cuidar da água, dos bichos e da gente que vive no Pantanal. Vamos lutar contra a ameaça da hidrovia, das PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) e dos agrotóxicos que envenenam nossa água e matam os peixes”, disse.

Lúdio Cabral destacou ainda que o debate sobre o fogo no Pantanal não pode se limitar a ações pontuais de combate aos incêndios. “Há um debate muito mais profundo que precisamos fazer, sobre as causas estruturais que levam o Pantanal a essa situação. O problema está muito claro: escassez de água e mudanças climáticas causadas por intervenções humanas locais. Temos que discutir o modelo de desenvolvimento atual baseado na monocultura para exportação, no uso intensivo de agrotóxicos, na destruição do Cerrado e no desmatamento da Floresta Amazônica, além de rever a instalação das mais de 100 PCHs previstas nos rios da bacia do Alto Paraguai que alimentam o Pantanal”, listou.

Fonte: ALMT

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