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Pesquisa procura identificar a eficácia do óleo de pequi no tratamento de doenças de próstata

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A pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus Araguaia, a doutora da área de Morfologia, Kallyne Kioko Oliveira Mimura, está desenvolvendo um projeto científico denominado “Efeito da ingestão de óleo de pequi na atividade proliferativa e inflamatória da próstata do gerbilo sob influência de testosterona”.

Com fomento do Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), o projeto tem como objetivo avaliar a ação do óleo da polpa do pequi na próstata de roedores, sob ação do hormônio masculino testosterona exógena.

A próstata é uma glândula que compõe o sistema reprodutor masculino e está localizada abaixo da bexiga envolvendo a uretra. Sua função é produzir parte do líquido seminal, que proporciona nutrição e facilita a movimentação dos espermatozoides.

As atividades fisiológicas dessa glândula são ativadas por hormônios sendo o principal deles a testosterona. O desequilíbrio nos níveis de testosterona pode promover o surgimento de várias doenças prostáticas como Hiperplasia benigna prostática (HBP), prostatite (inflamação), neoplasia intraepitelial prostática, atrofia inflamatória proliferativa e até mesmo o Câncer.

“Desse modo é importante o estudo de substâncias capazes de prevenir e tratar esses tipos de lesões. Nesse contexto destaca-se o pequi, fruto nativo do cerrado brasileiro, bioma considerado uma das maiores formações vegetais do Brasil. Além disso, o fruto destaca-se por possuir várias substâncias antioxidantes, anti-inflamatórias e antiproliferativas”, ressalta a pesquisadora.

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Metodologia

Foram feitos vários experimentos em laboratório com seis grupos de animais, uma espécie de roedor muito usado em laboratório. Ao completarem seis meses de vida, fora coletado sangue periférico e da próstata, em que foi verificado que a testosterona aumentou significantemente a quantidade de neutrófilos em relação ao controle, e que o pequi inibiu esse aumento, visto que no grupo T+P a quantidade de neutrófilos foi significantemente menor que a apresentada pelo grupo T. Esses dados confirmam a ação anti-inflamatória do óleo de pequi.

A pesquisa em andamento pode concluir até agora “que o óleo de pequi desempenha um importante papel na manutenção da arquitetura tecidual da próstata, com ações anti-inflamatória e antiproliferativa, evidenciando seu potencial como um promissor fitoterápico no tratamento e prevenção de lesões prostáticas, como o câncer, além de agregar valor a um produto da biodiversidade do Cerrado, incentivando o desenvolvimento sustentável deste bioma”.

Sobre o pqui

O pequi, nativo do Cerrado, é o fruto mais consumido e comercializado no Cerrado, e o mais estudado no aspecto nutricional, ecológico e econômico. Com aproximadamente do tamanho de uma maçã e uma casca verde, no seu interior há vários caroços revestidos por uma polpa amarela e comestível. Por baixo dessa polpa há uma camada de espinhos finos, por isso o cuidado ao roer o fruto cozido. Seu período de produção é de novembro a janeiro.

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Dia Nacional do Cerrado (11.11)

A pesquisadora destaca que o Cerrado “é um bioma com riquezas inestimáveis, suas características singulares fazem com que as plantas que o habitam tenham que se adaptar adquirindo características únicas e produzindo substâncias com potencial de prevenir e/ou tratar muitas doenças.   Dessa forma, o estudo das propriedades medicinais do pequi pode fornecer novas informações para subsidiar seu uso racional e seguro pela sociedade, o que também poderá contribuir para o desenvolvimento sustentável da região por meio da agregação de valor a um produto da biodiversidade local, contribuir para a preservação deste importante bioma”.

Fonte: GOV MT

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Luisa Mell: “Tivemos uma conversa muito produtiva de três horas sobre as ações para o Pantanal”

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O governador Mauro Mendes recebeu a visita da ativista ambiental Luisa Mell, na tarde desta sexta-feira (25.09), e ouviu as contribuições dela para as ações de resgate aos animais vítimas dos incêndios no Pantanal. Foram definidas ações de curto, médio e longo prazo para reforçar este trabalho.

Luisa Mell afirmou ter saído “muito contente” da reunião, que também contou com a participação da deputada federal Rosa Neide; do deputado estadual Carlos Avalone e do suplente de deputado Sargento Vidal; dos secretários Alexandre Bustamante (Segurança Pública) e Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente); e do comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Alessandro Borges. 

“Fiquei muito contente, foi uma reunião de 3 horas que trouxe contribuições muito importantes. Uma conversa muito produtiva. Tudo começa com diálogo e ação. Já houve o diálogo, agora vamos nos unir para a ação”, declarou.

Durante a reunião, o governador relatou para Luisa Mell que o Governo de Mato Grosso tem atuado forte no combate aos incêndios florestais desde março, com várias frentes de trabalho, quando foi lançado o Plano de Ação contra o Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais em Mato Grosso. Além disso, criou o Posto de Atendimento aos Animais Silvestres do Pantanal, que resgata os animais atingidos pelos incêndios ou que estão fugindo das áreas queimadas. 

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Já foram mais de R$ 22 milhões investidos de recursos próprios, contando com 40 equipes espalhadas por todo o estado para o combate ao fogo, sete aeronaves, três helicópteros e mais de 2500 profissionais envolvidos, desde bombeiros militares, voluntários, integrantes da Defesa Civil e do Exército. O Governo de Mato Grosso, neste ano, já aplicou mais de R$ 190 milhões em multas por uso irregular do fogo e tem endurecido contra os criminosos, sendo que as multas estão sendo levadas para os órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa, além das implicações criminais.

Mendes agradeceu a ativista e sua equipe por terem se colocado à disposição para ajudar o Governo do Estado nesse trabalho. 

“A Luisa Mell trouxe sugestões, trouxe a proposta de ajuda que recebi com muita gratidão. Muitas pessoas criticam, mas poucas se apresentam para ajudar, trazer sugestões e ajuda, como a Luisa Mell fez. Estamos trabalhando muito, mas precisamos sim de ajuda para evitar que em qualquer canto de Mato Grosso aconteça esses acidentes que envolvem o nosso Meio Ambiente”, ressaltou.

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Como saldo da reunião, foram reforçadas várias atividades, como o envio emergencial de mais dois carros-pipa, um caminhão de 30 mil litros de capacidade, duas camionetes de 5 mil litros e seis camionetes de 500 litros, além de outras camionetes para distribuição de alimentos.

Também está sendo viabilizada uma unidade móvel para atendimento dos animais silvestres e a construção de 10 pontes na Transpantaneira para facilitar o tráfego e logística de combate aos incêndios.

Ainda foram debatidas ações conjuntas a médio e longo prazo, como o aprimoramento da legislação; campanhas de conscientização nas escolas; programas de capacitação para fomento e crescimento do ecoturismo e articulação junto a operadoras de telefonia para investimentos em comunicação na região.

Fonte: GOV MT

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