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Programação em shopping de Rondonópolis apresenta trajetória da bailarina Sarah Jane Venâncio

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A trajetória da bailarina Sarah Jane Venâncio pode ser conferida em vários eventos artísticos apresentadas ao público, nesta semana, no Rondon Plaza Shopping, em Rondonópolis (MT). Para homenagear os 40 anos de carreira da artista e produtora, a programação conta com lançamento de um filme documentário, a exibição de três peças de videodança, uma exposição fotográfica e apresentações artísticas e performances com atores e bailarinos.

Os eventos compõem o projeto “Sarah Jane Venâncio –  uma referência na história da dança em Mato Grosso”, que foi contemplado no edital Conexão Mestres da Cultura promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) com recursos da Leia Aldir Blanc.

Até esta sexta-feira (07.05), o público pode conferir a Exposição Fotográfica Documental na praça de eventos do shopping. Com o registro da trajetória profissional de Sarah Jane, a instalação apresenta fotos históricas e textos inéditos que evidenciam a história da dança em Mato Grosso desde o ano de 1978 até os dias atuais

Apresentações artísticas diárias e performances com bailarinos profissionais integraram o programa de eventos. Durante a semana, foram apresentados os espetáculos  Grand pas de Deux de fada Açucarada, Perto de Ti, Luz do Mundo, Hallelujah, Pas de Deux Greensleeves, Renovo, Big Girl, Adonai Elohim, Tu és digno Rei dos Reis, Não mais Escravos, Se Liga e Pas de Deux Cio da Terra.

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O projeto oferece ainda aulas públicas de ballet clássico, artes cênicas e jazz, ministradas no espaço do shopping pela própria homenageada e pela bailarina e professora Priscila Hungaro. 

A estreia do documentário “Sarah Jane Venâncio – uma referência na história da dança de Mato Grosso” completa a programação no sábado (08.05). O filme será exibido junto aos videodanças Greensleeves, Fada Açucarada e Cio da Terra, diariamente às 10h, no CineVip no shopping até terça-feira (11.05).

A programação completa pode ser acompanhada pelas redes sociais do projeto @sarahjane.mestremt e pelo site sarahjanemestredacultura.com.br .

Mestra da cultura Sarah Jane Venâncio 

Com 51 anos de idade e mais de 40 anos de carreira, Sarah Jane Venâncio é bailarina, professora, coreógrafa, atriz, artista plástica, empresária, diretora, produtora cultural e presidente da Associação dos Profissionais da Dança de Rondonópolis (Aprodaro-MT).

Formada pela Royal Academy of Dance, Sarah Jane começou como professora em 1983 e tornou-se empresária e produtora de dança em 1986, administrando atividades artísticas na Academia Líder de Artes.

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Sob instrução e incentivo de sua mãe, a professora e dramaturga Edith Pereira Barbosa (in memoriam), Sarah iniciou sua história na arte da dança e do teatro aos 8 anos de idade.

Ao longo de sua carreira a artista produziu diversos espetáculos de dança, peças teatrais, festivais, mostras, concursos interescolares e cursos de dança e teatro, sempre com o objetivo de ampliar conhecimento e aprimorar a técnica da dança e da arte de interpretar. 

Os registros e documentos da trajetória de Sarah Jane criam uma linha do tempo para a memória da dança em Mato Grosso e principalmente em Rondonópolis, já que sua história se mescla com a história de outros artistas. 

O projeto que celebra Sarah Jane Venâncio como mestre da cultura mato-grossense oferta também bolsas de ballet clássico para crianças. A ação social atende crianças com idade entre 8 e 13 anos da comunidade do Jardim Parque Universitário, em Rondonópolis, e as aulas serão ministradas pela própria homenageada no Oratório Filhos de Dom Bosco, instituição parceira do projeto.

Fonte: GOV MT

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“Com seca mais intensa, prevenção é essencial para evitar que tragédia no Pantanal se repita”, alerta Lúdio Cabral

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Foto: Helder Faria

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) destacou a importância do planejamento para prevenção e combate aos incêndios para evitar novas tragédias provocadas pelo fogo no Pantanal. Em audiência pública remota na quinta-feira (17), Lúdio reuniu moradores da região, pesquisadores, sociedade civil organizada e os órgãos responsáveis, para apresentar as ações que já estão em execução e o que ainda precisa ser feito. Muitos debatedores alertaram que a seca deve ser pior neste ano e o risco de grandes incêndios é alto. Uma comissão especial ou câmara setorial temática deverá ser criada para acompanhar o andamento das ações.

“Em 2020, um terço do Pantanal foi devastado pelo fogo. A escassez de chuvas e a previsão de uma seca mais intensa mostravam o perigo. Se os órgãos responsáveis utilizassem os mecanismos que medem e preveem essas situações, isso poderia ter sido evitado. Mesmo quando o fogo começou, se houvesse uma intervenção mais eficiente de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e dos órgãos federais, não teríamos vivido a tragédia que vivemos. Temos que evitar que isso se repita em 2021. Ou conseguimos concretizar as medidas para evitar que os incêndios aconteçam, ou teremos uma nova tragédia de proporções muito maiores”, afirmou Lúdio.

O climatologista Rodrigo Marques, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mostrou índices que apontam que a seca em 2021 pode ser pior que a de 2020. “O volume de chuvas do Pantanal é semelhante ao semiárido nordestino, o que mostra a fragilidade do sistema. Entre janeiro e maio deste ano, choveu 50,6% do volume previsto. E não adianta falar de seca no Pantanal sem saber de onde vem a chuva”, alertou o pesquisador, que exibiu ainda uma animação que mostra como a Floresta Amazônica alimenta as nuvens que trazem chuva ao Cerrado e ao Pantanal, por meio dos chamados “rios voadores” (veja o vídeo nesse link https://www.youtube.com/watch?v=teeXse6pk7k).

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Marcondes Coelho, do Instituto Centro de Vida (ICV), apresentou o mapeamento das brigadas em Mato Grosso e alertou que o estado já lidera os focos de incêndio em 2021. “São 3,3 mil focos de calor detectados entre janeiro e maio deste ano, o que é muito preocupante, somado à questão pluviométrica e climatológica”, disse. O coronel Paulo Barroso, da reserva do Corpo de Bombeiros e do grupo SOS Pantanal, alertou para a necessidade de preparação para enfrentar a tragédia anunciada. “O professor Rodrigo demonstrou bem como Mato Grosso depende da Amazônia para ter chuva. Com menos chuva, tem mais fogo”, observou.

Representantes do Corpo de Bombeiros, coronel Agnaldo Pereira, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Marco Aurelio Aires, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Cibele Xavier, e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Ademar do Nascimento, apresentaram a estrutura disponível nos órgãos e o planejamento das ações. A deputada federal Rosa Neide (PT) citou as ações da comissão externa do congresso que acompanha a situação no Pantanal e alertou que o corte de verbas promovido pelo governo federal dificulta a ação dos órgãos ambientais.

Alterações no bioma

A bióloga Solange Ikeda, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), acompanha a recuperação do bioma e alertou para o desequilíbrio gerado pelos incêndios do ano passado. “O Pantanal está rebrotando, mas precisamos de pesquisas para saber quais espécies estão rebrotando e entender se a configuração natural do Pantanal foi alterada pelos incêndios. A restauração das nascentes precisa ser feita de forma cuidadosa. É importante pensar também na recuperação social, econômica e cultural das comunidades pantaneiras”, afirmou.

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A coordenadora da Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, Cláudia Sala de Pinho, citou que as políticas públicas demoram a chegar às comunidades tradicionais e que há insegurança alimentar. O ambientalista Isidoro Salomão, da Sociedade Fé e Vida, lembrou que, além do fogo, há outras ameaças ao Pantanal. “Só temos água porque vem de fora. A água que nasce no Pantanal é muito pouca. Vamos cuidar da água, dos bichos e da gente que vive no Pantanal. Vamos lutar contra a ameaça da hidrovia, das PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) e dos agrotóxicos que envenenam nossa água e matam os peixes”, disse.

Lúdio Cabral destacou ainda que o debate sobre o fogo no Pantanal não pode se limitar a ações pontuais de combate aos incêndios. “Há um debate muito mais profundo que precisamos fazer, sobre as causas estruturais que levam o Pantanal a essa situação. O problema está muito claro: escassez de água e mudanças climáticas causadas por intervenções humanas locais. Temos que discutir o modelo de desenvolvimento atual baseado na monocultura para exportação, no uso intensivo de agrotóxicos, na destruição do Cerrado e no desmatamento da Floresta Amazônica, além de rever a instalação das mais de 100 PCHs previstas nos rios da bacia do Alto Paraguai que alimentam o Pantanal”, listou.

Fonte: ALMT

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