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    Banco Master: CAE apresenta grupo que vai acompanhar investigações

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    A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) apresentou nesta quarta-feira (4) os integrantes e o plano de trabalho do grupo de senadores que irá acompanhar as investigações sobre o Banco Master. A apresentação foi feita pelo presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL).

    O plano de trabalho prevê audiências públicas, diligências, visitas a órgãos de controle e a possibilidade de medidas como a quebra de sigilos.

    Renan afirmou que o plano busca assegurar o papel fiscalizador do Senado e a possibilidade de avaliação de eventuais mudanças regulatórias e legislativas. 

    — O pântano extenso do Banco Master é a maior fraude bancária da história brasileira. Diante da gravidade dos danos, [o caso] deve ser enfrentado de frente, doa a quem doer — declarou ele, acrescentando que a CAE não atuará por retaliação e não haverá omissão diante de responsabilidades, inclusive de parlamentares, se houver culpa. 

    Ações

    O plano de trabalho inclui articulações com o Banco Central e o Tribunal de Contas da União (TCU), além de agenda institucional com o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal.

    O presidente da CAE informou que os senadores que compõem o grupo terão reunião no Banco Central já nesta quarta-feira, a partir das 16h30. Ele também contou que houve uma conversa prévia com integrantes do TCU. 

    Além disso, Renan anunciou que pretende convidar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para audiências formais após encontros introdutórios.

    Ele lembrou que, no encerramento dos trabalhos do grupo, será apresentado um relatório final (com a possibilidade de relatórios preliminares se surgirem atos novos).

    Renan destacou ainda que a Lei do Sigilo Bancário permite à comissão propor ao Plenário do Senado a quebra de sigilos. 

    Durante a reunião, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) ressaltou a dimensão do caso e defendeu o aprofundamento das apurações.

    — É um fato de relevância histórica, com ramificações profundas nos Poderes, que exige coragem para se avançar na análise e na investigação — disse Alessandro, enfatizando que as fraudes atribuídas ao Banco Master apresentam características de crime organizado, o que demanda resposta institucional do Senado.

    Os integrantes

    O grupo de trabalho que vai acompanhar as investigações sobre o Banco Master será composto por 12 senadores titulares (em ordem alfabética):

    • Alessandro Vieira (MDB-SE);
    • Damares Alves (Republicanos-DF);
    • Eduardo Braga (MDB-AM);
    • Esperidião Amin (PP-SC);
    • Fernando Farias (MDB-AL);
    • Hamilton Mourão (Republicanos-RS). 
    • Humberto Costa (PT-PE);
    • Izalci Lucas (PL-DF);
    • Leila Barros (PDT-DF);
    • Omar Aziz (PSD-AM);
    • Randolfe Rodrigues (PT-AP);
    • Soraya Thronicke (Podemos-MS).

    Além deles, outros quatro parlamentares foram designados para a suplência do grupo (em ordem alfabética):

    • Eliziane Gama (PSD-MA);
    • Fernando Dueire (MDB-PE);
    • Jorge Kajuru (PSB-GO);
    • Nelsinho Trad (PSD-MS).

    Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

    Fonte: Agência Senado

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