POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro diz que vai vetar quarentena a militares caso seja aprovada no Senado

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 Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)
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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

O presidente Jair Bolsonaro já decidiu que caso a obrigatoriedade da quarentena para magistrados, procuradores, policiais e militares seja aprovada também no Senado, ele irá vetar esse artigo. A  Câmara aprovou a sua inclusão no Código Eleitoral e o prazo obrigatório para o afastamento será de no mínimo quatro anos.

“Voltaram com a quarentena no Código Eleitoral. Você que é militar da ativa, bombeiro, policial civil, militar, juiz. Para ser candidato tem que estar cinco anos na reserva. Absurdo isso. Espero que o Senado não aprove”, disse Bolsonaro na sua live desta quinta-feira.

O presidente ainda deu uma estocada no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao se referir a um ex-presidiário que está livre e vai disputar as eleições em 2022.

“O cara sai da cadeia e pode ser candidato e você não pode. Não pode alijar os militares, não tem cabimento. A gente veta se aprovar”, completou o presidente.

Bolsonaro disse ainda que se essa regra estivesse em vigência há algumas décadas, ele não poderia ser candidato a vereador no Rio e disse que a esquerda votou a favor para afastar os militares da política. 

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“É uma perseguição contra as classes militares. Eu não poderia ser candidato a vereador se isso tivesse em vigor. A esquerda, claro, votou a favor. Querem os militares mais longe da política”.

O presidente fez a live ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga , e, às vésperas de viajar para a Assembleia Geral da ONU , reafirmou que só irá se vacinar depois que todo brasileiro tiver se vacinado. O presidente concordou com Queiroga da restrição de vacinação para adolescentes que não apresentam qualquer comorbidade . Disse que falou sobre esse assunto com o ministro.

“Vou decidir meu futuro depois que todo mundo tomar”, disse Bolsonaro.

O presidente anunciou um dos assuntos que irá tratar na ONU, em seu discurso. Ele irá defender o estabelecimento do marco temporal para a demarcação das terras indígenas, que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) . Bolsonaro voltou a afirmar que, se esse marco for derrotado, irá faltar alimento não só no Brasil, mas também no mundo.

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“O marco temporal é um perigo, um risco para a segurança alimentar no Brasil e no mundo. De cada cinco pratos que se come no mundo, um vem do Brasil. Devo falar lá que se o marco temporal for derrubado, se tiver que demarcar novas terras, vai passar dos 13% de terras indígenas no território nacional para 26%. Vai dobrar”, disse.

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POLÍTICA NACIONAL

Enquanto aguarda Alckmin, Lula conversa com PSD e estuda aliança com Pacheco

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Ex-presidente Lula em entrevista ao podcast Podpah
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Ex-presidente Lula em entrevista ao podcast Podpah

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com o Adalclever Lopes, coordenador da campanha do prefeito de BH, Alexandre Kalil, na sexta-feira (4). O encontro faz parte dos diálogos que o petista mantém com o partido de Kassab em busca de apoio à sua candidatura . Uma das possibilidades da aliança é que Lula apoie Kalil enquanto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), entraria como vice da chapa presidencial.

Por enquanto, a única garantia do petista é o apoio do PSD em um eventual segundo turno contra Bolsonaro (PL).

Pacheco seria o plano B de Lula. O petista aguarda a decisão de Alckmin, o favorito para compor a chapa presidencial . O ainda tucano, no entanto, ainda não se decidiu se vai para o PSB para ser vice de Lula ou se disputa o governo de São Paulo pelo PSD.

Parte da cúpula do PT acredita que uma aliança com Pacheco produziria o mesmo efeito que Alckmin como vice, isto é, representaria um aceno ao centro e ao mercado.

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