POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro seria oportunista se mudasse discurso sobre mortes, dizem aliados

Publicados

em


source
Bolsonaro
Reprodução YouTube

Bolsonaro defende uso de cloroquina, que não tem eficácia comprovada no combate à Covid-19

Aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ouvidos pela coluna do Valdo Cruz da Globo , avaliam que se Bolsonaro mudasse sua postura diante das mortes por Covid-19, ele estaria realizando um “oportunismo político” que não iria “colar.

Apesar de criticarem a postura de Bolsonaro , aliados do presidente acreditam que não há como mudar de postura após cinco meses com um mesmo discurso.

Um funcionário próximo de Bolsonaro alegou que o presidente irá até o fim com o discurso atual, mesmo sabendo que será criticado pela falta de empatia com as 100 mil mortes por Covid-19 registrada no Brasil.

Para amenizar a crise, segundo os aliados, Bolsonaro continuará afirmando as medidas tomadas pelo governo e prorrogará o auxílio emergencial. 

Leia Também:  Witzel se diz vítima de "linchamento político" após decisão da Alerj

A equipe de Bolsonaro tem reforçado para que ele evite novas declarações polêmicas, já que elas podem ser utilizadas contra ele em uma eventual candidatura eleitoral em 2022.

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Em diligência no Pantanal, senadores dizem que cenário é devastador

Publicados

em


.

Parlamentares que integram a comissão temporária externa do Senado criada para acompanhar as ações de enfrentamento aos incêndios no Pantanal realizaram neste sábado (19) uma visita a Mato Grosso, estado que abriga parte do bioma. O grupo saiu de Cuiabá (MT) para Poconé, para uma visita a um espaço de acolhimento de animais atingidos pelo fogo, na Rodovia Transpantaneira. Lá, percorreram cerca de 40 quilômetros (km) da região afetada pelas queimadas. O grupo se reuniu com representantes de proprietários de fazendas e pousadas, de organizações não-governamentais (ONGs) e cientistas.

Durante os encontros, os senadores defenderam o Estatuto do Pantanal. “É uma legislação federal, específica para o bioma Pantanal, que possa nortear as legislações estaduais e municipais, tanto do Mato Grosso como do Mato Grosso do Sul para que com essa união possa produzir algo para que o Pantanal tenha seu desenvolvimento sustentável, para que a gente não tenha desequilíbrio, como está acontecendo hoje”, disse o presidente da comissão, senador Wellington Fagundes (PL-MT).

Leia Também:  Projeto obriga hospitais a orientarem pais sobre teste do pezinho

Fagundes classificou como “devastador e desolador” o cenário visto pelo grupo frente à destruição da fauna e da flora pantaneira. “Hoje a situação do Pantanal é um estado de guerra. Brigadistas e voluntários estão trabalhando de forma sobre-humana por causa da falta de planejamento. Não nos calçamos através da ciência e da tecnologia para isso”, acrescentou, atribuindo o problema das queimadas à falta de planejamento do governo federal.

Paralelamente à diligência, outro grupo de senadores que integram a comissão realizaram uma reunião remota hoje (19) para discutir a situação. “Nós já saímos da comoção há muito tempo. Não é de hoje que vemos o Pantanal devastado. Mas nunca algo como o que estamos vendo neste momento. O meio ambiente grita por socorro. Nós estamos indignados de estarmos vivendo este momento sem suporte necessário para a prevenção. É tempo de ação e o recado é que esta Comissão não vai terminar sem dar uma palavra propositiva”, disse a senadora Simone Tebet (MDB-MS).

A comissão criada esta semana vai enviar convites para que os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente), Tereza Cristina (Agricultura) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) participem de uma audiência pública no colegiado para tratar do tema.

Leia Também:  Senado retorna às atividades presenciais com votação de autoridades

A ideia é que sejam ouvidos, na mesma mesa, o homem pantaneiro, um representante da comunidade indígena, ambientalistas e representantes do agronegócio, da agroindústria “Não adianta dialogarmos com os iguais”, ponderou Tebet.

Vice-presidente

Também neste sábado (19) o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, saiu em defesa das ações do governo no combate às queimadas na região. Por meio de postagem no Twitter, Mourão garantiu que o governo do presidente Jair Bolsonaro “não compactua com ilegalidades e manterá esforços constantes no sentido de que criminosos ambientais sejam enfrentados de acordo com a lei”.

Edição: Fernando Fraga

Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA